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	<title>Ministerio Sola Scriptura</title>
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		<title>Ministerio Sola Scriptura</title>
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		<title>Sete Raz&#245;es Em Que o S&#225;bado Traz Divina Paz E Descanso Para a Vida</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 00:20:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ministerioss</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sábado]]></category>
		<category><![CDATA[Alex Hailey]]></category>
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		<description><![CDATA[Dr. Bacchiocchi
Introdução
[Dr. Carl Coffmann, Chefe do Depto. de Religião da Universidade Andrews]:
Bem-vindos à segunda sessão deste Seminário do Dia do Senhor.  Na primeira sessão o Pr. Bacchiocchi narrou a empolgante história de como o Senhor o conduziu a uma universidade do Vaticano, em sua busca por mais profundo entendimento de qual é o Dia do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ministerioss.wordpress.com&blog=2349349&post=22&subd=ministerioss&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="right">Dr. Bacchiocchi</p>
<p>Introdução<br />
[Dr. Carl Coffmann, Chefe do Depto. de Religião da Universidade Andrews]:</p>
<blockquote><p>Bem-vindos à segunda sessão deste Seminário do Dia do Senhor.  Na primeira sessão o Pr. Bacchiocchi narrou a empolgante história de como o Senhor o conduziu a uma universidade do Vaticano, em sua busca por mais profundo entendimento de qual é o Dia do Senhor e o que deve representar para a nossa vida cristã hoje.<br />
Nesta sessão o Dr. Bacchiocchi apresentará alguns benefícios práticos da observância do sábado. O seu título dá enfoque à necessidade humana, “Descanso divino para a inquietude humana”. Este é o título de seu último livro que já foi traduzido para 10 idiomas. Ele sumariará alguns dos pontos altos desse oportuno estudo sugerindo sete maneiras pelas quais a observância do sábado nos permite que Nosso Salvador enriqueça nossas vidas com uma medida maior de Seu próprio descanso e paz divinos.<br />
Antes da apresentação do Dr. Bacchiocchi ouçamos novamente as significativas palavras do hino, “Quando paz como um rio me segue no caminho”, cantado pelo tenor Kerry MacCombs. Sua esposa Tammy o acompanha ao piano.<br />
Oremos para que ao longo desta mensagem, do cântico, e da palavra falada, Deus possa nos ajudar a ver como cada de um de nós pode experimentar paz verdadeiramente como um rio em nossas almas.</p>
<p>Oremos: Nosso Pai, em Isaías 26:3 prometeste que podemos ter perfeita paz quando nossas mentes permanecem em Jesus. Isto todos precisamos tanto, e ao estudarmos sobre o sábado de Jesus e as bênçãos que Ele tem para nós em relação com o Teu Santo dia, que nossas taças possam transbordar com gozo e paz celeste, em nome de Jesus, amém.</p></blockquote>
<p>Apresentação musical por Kerry McCombs, estudante da Universidade Andrews, cantando “Paz Como Um Rio”, acompanhado ao piano pela esposa Tammy.</p>
<p><span id="more-22"></span></p>
<p>        Muito obrigado Kerry e Tammy por trazer-nos outra inspiradora mensagem em cântico, um cântico que mui adequadamente nos introduz ao estudo de nossa segunda sessão, intitulada, que vamos estudar juntos, “Como a Celebração do Dia do Senhor nos pode ajudar a experimentar paz como um rio em nossas almas”.<br />
Bem-vindos amigos a esta especial segunda sessão de nosso seminário do Dia do Senhor. Permitam-me dizer que fiquei muito gratificado em ver a cálida recepção e resposta a minha primeira apresentação. Estavam todos ouvindo atentamente ao relato de como o Senhor me conduziu àquela universidade do Vaticano em minha busca por entendimento e experiência mais profundos do dia santo de Deus.<br />
        Nesta segunda apresentação, como o Pr. Coffman mencionou há pouco, desejo compartilhar com vocês alguns dos pontos altos de meu último livro, Divine Rest for Human Restlessness [Descanso divino para a inquietude humana]. Este é um estudo que trouxe tremendo enriquecimento à minha vida e espero que alguns dos pensamentos que compartilharei com vocês a partir desse estudo esta tarde também se comprovem uma bênção na sua vida.<br />
        Vivemos hoje num mundo cheio de tensão, uma sociedade inquieta, agitada, em marcha acelerada, não é mesmo? Esta é uma sociedade em que as pessoas vivem correndo—correndo para o desjejum, correndo para o trabalho, correndo para o almoço para correr de volta ao trabalho, correndo para retornar para casa em meio ao horário mais agitado do trânsito, talvez para correr em realizar tarefas caseiras, consumir correndo um lanche para, talvez, correr novamente para outra série de atividades noturnas antes de correr de volta para a cama para reiniciar a correria toda no dia seguinte. Esse tipo de vida de correria leva ao que um destacado cardiologista americano, numa recente matéria do periódico US Today, chama de a Doença do Corre-Corre. Quando eu ouvi falar da Doença do Corre-Corre julguei que se tratava de uma frase de efeito, mas o médico autor do artigo explica que essa não é uma frase de efeito, mas uma desordem patológica real que ele identificou após 20 anos de pesquisa e explica alguns dos sintomas dessa doença. Algumas delas são, doenças cardíacas, resfriados, gripe, estresse, tensão, e assim por diante.<br />
        A fim de ajudar as pessoas a encontrarem solução para esse tipo de problema os médicos muitas vezes advertirão os pacientes a irem mais devagar, a relaxarem, a descansarem, é verdade, mas já notaram como é difícil encontrar esse descanso, relaxamento e paz interiores? Há tantos em nossa sociedade que tentam suprimir suas tensões interiores, talvez unindo-se a clubes de saúde, programas de controle de estresse, programas atléticos, todos tentando encontrar paz e descanso interiores, mediante o tirar férias, ir para a Ilha da Fantasia, ou talvez tomando tranqüilizantes, algum álcool, algumas pílulas.<br />
        Uma recente edição da revista Time traz como artigo de capa o problema do estresse—“Estresse, buscando curas para a ansiedade moderna”. E o autor da matéria, que realizou a pesquisa para o artigo, destaca que as três drogas mais vendidas nos Estados Unidos hoje são relacionadas com tensão emocional. Assim, sabemos que as pessoas estão hoje tomando pílulas às toneladas a fim de aquietarem essa tensão e inquietude em seu interior. Mas a experiência nos diz, caros amigos, que o verdadeiro descanso e paz interiores se encontram, não mediante pílulas, nem partindo para a Ilha da Fantasia, lugares bem distantes, mas mediante o relacionamento da pessoa com nosso Senhor Jesus Cristo que diz em Mateus 11:28: “Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”.<br />
        Não é tão bonito que o verdadeiro descanso é um dom divino, não uma realização humana? Por que precisamos da assistência de nosso Salvador Jesus Cristo para encontrar descanso e paz  interiores? Para mim a resposta parece se achar no fato de que o verdadeiro descanso e paz  interiores não ocorrem por acidente. Não são apenas determinados por fatores externos, como pílulas ou lugares, mas é o resultado de harmonia interior dos componentes físico, mental e espiritual de nosso ser.<br />
        Permitam-me perguntar: podem vocês, posso eu, podemos nós harmonizar por nós mesmos—os componentes físico, mental e espiritual de nosso ser? Podemos fazê-lo por nós mesmos? Bem, podemos colocar nosso corpo cansado e tenso sobre uma cama,  mas significa isso que teremos repouso e paz e tranqüilidade interiores? Não necessariamente. De fato se bem no íntimo de nossa alma estamos tensos e atormentados não teremos descanso, mas agitação, tensão, às vezes até pesadelos, não é verdade? Parece-me que a vida tem vários componentes como num coro, ou orquestra. Precisam de direção, ou de um maestro, para combinar as várias partes e produzir música harmoniosa.<br />
        Do mesmo modo, os componentes físico, mental e espiritual de nosso ser precisam da direção e nosso Mestre e Salvador Jesus Cristo, é o Único que será realmente capaz de harmonizar nosso ser total.<br />
A questão é como podemos permitir que o Salvador traga harmonia, paz e descanso a nossas vidas? As Escrituras nos dizem que Deus deu à família humana, antes e após a Queda, uma instituição muito vital, o dia do sábado, o dia que foi designado para nos aliviar de nossa tensão diária e inquietude a fim de que, como lemos em Hebreus 4:10, possamos entrar no descanso de Deus. A pergunta é, como o sábado realmente nos ajuda a entrar no descanso divino, experimentar esse senso de paz, descanso e renovação em nossa vida?<br />
Gostaria de compartilhar com vocês nesta segunda apresentação sete modos específicos que descobri em minha própria vida pessoal em que o sábado pode nos ajudar a experimentar mais livre e plenamente a consciência e intimidade da presença e paz em nossa vida.<br />
        A primeira forma em que descobri que o sábado traz paz e descanso divinos para nossa vida é por semanalmente nos reassegurar que nossa vida tem significado, valor, esperança, sabem por quê? Porque o sábado nos diz que estamos enraizados em Deus desde a Criação até a eternidade. Podemos chamar a isso o descanso da Criação. Este é o descanso que muitas pessoas pensantes em nossa sociedade estão em busca hoje. Há muitos indivíduos inteligentes em nossa sociedade que não têm a menor idéia de onde procedem, não estão bem certos por que estão aqui e têm dúvida de aonde vão. Conseqüentemente, como se sentem frustrados, desapontados, desiludidos pela falta de sentido para a vida que levam dia após dia sem saberem para onde estão indo. Alguns, talvez influenciados pelo livro e filme Raízes, por Alex Hailey, estão tentando encontrar sentido em sua vida por pesquisarem quem foram os seus ancestrais em arquivos e bibliotecas por todo o país. Talvez estejam ansiosos por descobrir que em sua linha de ascendência houve alguém de prestígio, de “sangue azul”, tentando descobrir se talvez o seu tataravô foi um príncipe ou até o papa, e assim teriam “sangue azul”, santo sangue fluindo em suas veias! Assim eles podem julgar-se de valor para alguma coisa.<br />
Mas permitam-me dizer-lhes, caros irmãos e amigos em Cristo que mediante o sábado o Salvador nos concede uma segurança muito superior, a tranqüilizante segurança de que nossas raízes ancestrais são boas, porque o sábado nos ensina que somos enraizados em Deus, desde a Criação e por toda a eternidade. O sábado nos concede a segurança de que não somos produto do acaso. Há muitas pessoas que gostariam que crêssemos exatamente nisso, que viemos a este mundo sozinhos, e eles chamam a isso “geração espontânea”, mas ao vocês e eu celebrarmos o sábado teremos que dizer que isto não faz sentido. Por quê? Porque este dia, o dia de sábado, nos traz à lembrança, nos ensina e nos convida a celebrar, comemorar, o belo fato de que não somos o produto do acaso, mas o produto de escolha, a escolha viva e amorável de nosso Criador e Salvador Jesus Cristo.<br />
        Lemos esta bela mensagem do sábado bem aqui no relato da Criação, onde, como se lembram, o sábado é apresentado como a culminação, celebração, inauguração do perfeito início do ser humano.<br />
Notaram que a Criação e bênção da humanidade que encontramos em Gênesis 1, vs. 26 a 31 são imediatamente seguidos pelo relato da criação e bênção do sábado do sétimo dia em Gênesis 2, vs 1-3.<br />
Em perguntaria: Por que se dá que a criação e bênção do sétimo dia nas Escrituras aparecem imediatamente após a criação e bênção da humanidade? A resposta é bastante óbvia: é que Deus desejava celebrar naquele primeiro sábado o perfeito início deste mundo. Ele desejava celebrar o aniversário deste mundo com o primeiro casal humano.<br />
        Não é interessante notar que o primeiro dia completo de vida de Adão e Eva não foi um dia de trabalho passado fazendo coisas ou admirando a Deus enquanto criava coisas maravilhosas, mas o primeiro dia completo de sua vida foi um dia de sábado, que passaram em doce comunhão com o seu Criador, celebrando a perfeita origem, a criação deste planeta com suas várias formas de vida?<br />
        Vejam, amigos, que celebrar o sábado significa, primeiramente, experimentar esse descanso da Criação, que é a segurança tranqüilizadora de que nossa vida carece. A despeito de tragédias, a despeito de sofrimento, a despeito de sua futilidade, o sábado nos recorda que nossa vida tem significado, tem valor, tem esperança, pois ao celebrarmos o dia de sábado nós celebramos o fato de que viemos a este mundo num modo perfeito mediante o Deus que nos criou de modo completo e perfeito e, meus amigos, se eu posso crer que o meu início foi perfeito, tenho razões para crer e esperar que também o meu final, o meu destino, será perfeito, não é mesmo?<br />
Assim, penso que muita gente não conta com paz mental, não revela tanta esperança para o futuro porque não tem segurança quanto ao seu início. E se o seu início é incerto, o final também será incerto! Podem acompanhar meu raciocínio?<br />
        Mas quando vocês e eu celebramos o sábado celebramos o fato de que somos o produto de um Criador vivente e amorável que nos criou perfeitamente, nos redime completamente e assim temos razão para crer que Ele também é Aquele que nos restaurará por fim. E esse repouso sabático não é somente um descanso da Criação, mas é o descanso da redenção e o descanso da restauração. Significa viver com descanso e paz em nossa vida.<br />
Uma segunda maneira pela qual podemos descobrir que o sábado pode nos ajudar a experimentar o descanso do Salvador em nossa vida é por propiciar uma oportunidade singular de experimentar a consciência da paz e presença de Deus em nossa própria vida.<br />
        Foi a presença de Cristo que trouxe paz e calma às águas perturbadas do Mar da Galiléia e é a segurança da presença de Cristo em nossa própria vida que nos dá um seguro senso de paz e segurança ao nosso viver. Falemos por um momento a respeito desse segundo descanso, que é o descanso da presença divina.<br />
Sim, esta é a essência da santidade do sábado. Permitam-me perguntar-lhes—o que torna o sábado santo? A Bíblia repetidamente fala do sábado como um dia santificado, mas o que o torna santo? É a estrutura do dia? Eu diria, não, porque, afinal de contas, o sábado é um dia de 24 horas como os demais da semana, não é verdade? O que então é que torna o sábado santo?  Não é nada mais que a promessa de Deus de que ao longo desse dia escolheu manifestar a Sua presença em sua e minha vida. Em outras palavras, é a presença de Deus, não é verdade?<br />
        Foi a presença de Deus manifestada na sarça ardente que tornou aquele lugar santo. A presença de Deus manifestada ao longo do sétimo dia em nossa própria vida é que torna o dia santo. É por isso que muitos se referem ao sábado como um santuário no tempo. Um santuário que superou a queda, o dilúvio, a escravidão egípcia, o exílio babilônico, a legislação anti-sabática romana, superou todas as tentativas feitas por concílios e papas para dar fim a ele, e tem sobrevivido à introdução temporária da semana de 10 dias durante as revoluções francesa e russa, e sobreviveu ao materialismo e secularismo contemporâneos, antinomianismo, sim, o sábado ainda é um santuário no tempo, e um santuário que nos convida toda semana para entrarmos por seus portais deixando de parte nossas preocupações e cargas seculares a fim de experimentar a consciência de intimidade da presença e paz de Deus em nossa vida. Sim, o sábado tem sido um santuário portátil em minha própria vida. Eu gosto de chamá-lo santuário portátil que tenho sido capaz de carregar comigo, especialmente quando estava longe de casa e dos membros da igreja.<br />
        Passei seis verões na Riviera Adriática vendendo literatura cristã para obter meu estipêndio e retornar ao colégio em Florença. Eu me lembro como durante a semana tinha que defrontar tanta hostilidade, de parte de autoridades civis e religiosas, dispostas a me punirem porque eu estava distribuindo Bíblias e literatura cristã que não traziam o imprimatur oficial, ou aprovação, da Igreja. Logicamente eu não poderia conseguir a aprovação, nem poderia obter a permissão, e assim tinha que começar o meu trabalho de colportagem o mais longe possível da praça pública, onde se localizava a catedral, de modo que pudesse fazer algumas vendas antes que a notícia de minha presença alcançasse o sacerdote ou os carabinieri [policiais]. Às vezes ao saber que a notícia já os havia alcançado eu saltava na minha moto e corria para a próxima cidade antes que a polícia estivesse a minha caça. Às vezes eu não conseguia, e era esbofeteado por distribuir literatura não-autorizada. Sim, hostilidade de autoridades civis e religiosas, hostilidade de meus clientes que sempre temiam ser contaminados por aquelas Bíblias porque não traziam a bênção da Igreja, hostilidade de meus familiares que me concediam hospitalidade, sim, mas valiam-se de toda oportunidade para lavar-me o cérebro a fim de ganhar-me de volta para o aprisco católico.<br />
        Amigos, quando a noite de sexta-feira chegava e eu iniciava a observância do sábado no isolamento de meu quarto, costumava dizer: “Graças a Deus, é sábado”. Assim, por um dia eu podia esquecer o mundo hostil ao meu redor e entrar no descanso de Deus para o que fomos criados.<br />
Não havia igrejas perto. A igreja mais próxima ficava a centenas de quilômetros de distância e ali estava eu sozinho, em meu quarto, mas, posso lhes dizer, nunca me senti sozinho, sabem por quê? Porque o sábado sempre trazia à minha vida a garantia da presença de Deus. Ao entrar na guarda do sábado eu sentia de modo especial que Deus estava perto de mim e eu perto Dele. Sim, o sábado tem sido para mim e para incontáveis crentes ao longo dos séculos o dia em que nem mesmo sacerdotes ou cadeias podem barrar a presença de Deus de iluminar a alma do crente.<br />
        Creio ser um sóbrio pensamento imaginar o sábado como o dia em que experimentamos de maneira especial a consciência da presença de Deus. Quando tenho o privilégio de estar em casa e iniciar o sábado com minha família gosto de lembrar-me e aos meus familiares que ao darmos as boas-vindas para o sábado, não acolhemos somente um dia, mas o próprio Senhor do sábado, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é nosso convidado de honra, invisível, sim, mas muito real.<br />
        E é por isso que, creio, o mandamento do sábado nos diz para realizarmos todo o nosso trabalho em seis dias, de modo a que tenhamos o sétimo dia como Tomás Aquino, o grande teólogo tão belamente chamou de “ter um feriado com Deus”. Não é emocionante, chamar o sábado de um feriado com Deus?<br />
Permitam-me perguntar: como seria a sua vida, como seria a minha vida, sem o feriado do sábado, sem o shabbath shalom, a paz sabática e a renovação com Deus do sábado? Sabem como penso que seria? Perdoem-me por dar um exemplo italiano. Para mim seria como comer espaguete sem o molho. Já tentaram isso? Alguns de vocês têm experimentado qualquer coisa. Nós, italianos, não entendemos como os americanos às vezes agem, porque tenho visto americanos comendo espaguete branco, sem molho! Para nós isso é uma coisa incrível, que nunca se deve fazer, pois em nossa cultura sabemos que é o molho que dá o gosto para o macarrão. E tal como um bom molho dá sabor ao macarrão, assim uma alegre celebração do sábado concede alegria a todos os dias de nossa vida.<br />
        Quando eu vejo uma pessoa feliz em minhas viagem pelo mundo, muitas vezes sento-me ao lado de pessoas num avião que são alegres e não posso evitar de perguntar-lhes: “acaso é adventista do sétimo dia?” As pessoas me olham com um ar de admiração, mas aí eu explico que nós, adventistas do sétimo dia, experimentamos a paz, descanso e alegria no sábado e ao longo do sábado todos os dias de nossa vida, assim, quando vejo uma pessoa feliz eu quase me sinto no direito de perguntar se ele, ou ela, é também um adventista do sétimo dia. E se não é eu sempre lhes digo que haverá a oportunidade para se tornar, obviamente.<br />
        Vejamos outro modo pelo qual eu penso que o sábado concede descanso e paz divinas para a vida, ou seja, por livrar-nos da pressão da produção, a pressão da competição. Eu chamaria a liberdade da competição.<br />
Vivemos hoje numa sociedade muito competitiva. Temos que competir no trabalho, nos negócios, e a competição pode desmoralizar, desumanizar, desanimar pessoas, transformar amigos em inimigos. Vocês sabem, aquele empenho de estar à altura dos vizinhos e ter, como eles, dois carros na garagem, e assim há pessoas em nossa sociedade que trabalharão sete dias, pessoas que trabalham até tarde mesmo no dia do Senhor, em dois empregos, e trabalham mais e mais, e nunca parecem satisfeitas. Não é verdade que nosso coração é insaciavelmente cobiçoso? Permitam-me dizer, amigos, que a função básica do sábado é ensinar nosso cobiçoso coração a como sermos gratos. Quando o sábado começa na sexta-feira à noite é o shabbath, e se você perguntar a um judeu ele lhe dirá de imediato que shabbath significa o tempo de parar, e parar não somente o trabalho, mas parar de ser cobiçoso, parar de buscar mais.<br />
        O sábado nos ensina a sermos gratos. Uma das grandes festividades em sua cultura americana é a celebração do Thanksgiving [dia de ação de graças], e o sábado nas Escrituras nos é dado como nosso dia semanal de ação de graças. É o dia em que deixamos de ser cobiçosos, paramos de buscar obter mais e começamos a ser gratos e a contar as bênçãos recebidas durante a semana que findou.<br />
Quero lhes dizer isso, meus amigos. Espero que se lembrem disso: um coração grato é a moradia da paz de Cristo, e o sábado, por ensinar nosso coração a ser grato, nos ajuda a experimentar mais plena e completamente a paz e descanso de Cristo em nossa vida.<br />
        Uma quarta maneira em que vejo que o sábado nos ajuda a experimentar a paz e descanso do Salvador em nossa vida é por renovar em nós o senso de pertencer a Deus. Podemos chamar a isso o descanso do pertencer. À raiz de muita tensão e inquietude hoje em dia há o senso de não pertencer a alguém ou a algo, não é verdade? Quando as pessoas não têm senso de pertencer em sua vida, realmente se sentem sem um senso de valor, senso de identidade, sentem-se como sem motivação.<br />
        Uma graciosa senhorita chegou para falar comigo em meu escritório e ela me disse: “Vou parar de estudar”. Eu reagi: “Como, vai parar, você está indo bem em minha matéria”. E ela respondeu: “Meu namorado rompeu comigo, minha vida está destruída e não tenho mais senso de pertencer, não tenho motivação”.<br />
Não é verdade que quando não temos este senso de pertencer, não mais temos senso de valor, motivação, que é tão necessário para realizações na vida? Como expressamos esse pertencer, mediante palavras? Sim, mas não é verdade que em dias especiais, como o dia das mães, o dia dos pais, o dia dos namorados, os aniversários, não escolhemos algum presente que simbolize o que sentimos, um presentinho, um cartão que nos ajudem a expressar simbolicamente como nos sentimos a respeito, não é verdade? E o que me impressiona nesta minha pesquisa sobre o Dia do Senhor é que Deus também, na história da salvação, não apenas falou-nos nesta vida, mas também nos ofereceu muitos sinais e símbolos para nos ajudar a conceptualizar e experimentar a realidade de nosso pertencer a ele. A Bíblia, por exemplo, fala do arco-íris, da circuncisão, do cordeiro da Páscoa, da Santa Ceia, mas essas coisas são todas sinais para nos ajudar a conceptualizar nossa experiência de pertencer a Ele.<br />
        O que achei muito impressionante em minha pesquisa foi que juntamente com todos os sinais que foram dados, o sábado é o que ocupa um lugar muito especial. É especial em sua origem porque é o primeiro sinal, tratando com a família humana, antes e após a Queda. É singular em sua sobrevivência, pois tem sobrevivido ao longo dos séculos, a despeito de repetidas tentativas que se empreenderam para acabar com ele.<br />
        É especial em sua função, porque funciona como o sinal por excelência da divina eleição e missão do povo de Deus. Cinco vezes o sábado é apresentado nas Escrituras como o sinal de pertencer, ou melhor, o sinal do concerto. Lemos a respeito disso pela primeira vez no segundo livro da Bíblia, o livro de Êxodo, capítulo 31, vs. 13. Aqui Deus fala ao povo de Israel por meio de Moisés dizendo: “Tu, pois, falarás aos filhos de Israel, e lhes dirás: Certamente guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor que vos santifica”.<br />
        Como sabem, a palavra “santificar” significa “separar”, “pôr de parte”. E aqui Deus concede o sábado como o sinal de que o Seu povo foi separado, pertence a Ele e Ele a esse povo. Permita-me perguntar-lhes: Por que Deus escolheu o sábado como sinal de pertencer, como o sinal de expressarmos nosso compromisso de concerto com Ele?<br />
        No quarto capítulo de meu livro Divine Rest For Human Restlessness eu sugiro sete razões específicas para a divina escolha do sábado como o sinal de pertencer. De fato, como notarão, o título do capítulo é, “O Sábado, Boas Novas de Pertencer”. Gostaria de compartilhar com vocês os sete pontos desse capítulo, mas dadas as limitações de tempo gostaria de compartilhar a primeira razão que eu menciono nesse capítulo.<br />
        A primeira razão me é sugerida pelo fato de que o sábado é apresentado nas Escrituras como o sinal de divina posse. É-nos dito que quando observamos o sábado estamos reconhecendo e proclamando que Deus é o Criador, ou seja, o dono do céu, da terra, do mar e de tudo o que há no meio, e isso inclui vocês e eu. E o que significa isso? Que se nós no sábado reconhecemos que Deus é o dono do mundo, então Ele é o dono de nossa vida, um reconhecimento de posse. É indispensável para um relacionamento de pertencer, não é verdade?<br />
        Marido e mulher somente e verdadeiramente pertencem um ao outro quando estão dispostos a dizer, “Eu sou seu, e  você é minha”. Quando estamos dispostos a reconhecer essa mútua posse então há um verdadeiro relacionamento de pertencer. E durante todo o sábado Deus nos concede essa maravilhosa oportunidade de dizer a Deus—”Veja, Senhor, eu sou Teu. Estou tomando tempo para reconhecer a Ti como possuidor, criador, redentor, restaurador de minha vida”. Ao mesmo tempo dizemos a Deus: “Deus, Tu és meu”. E quando temos esse senso de pertencer, então temos paz de mente, não é verdade? Temos em grande medida a paz e descanso do Salvador em nossa vida.<br />
        Um quinto modo pelo qual vejo que o sábado traz divina paz e descanso a nossa vida é por quebrar as barreiras sociais, culturais e raciais. Uma das maiores causas de tanta tensão em nossa sociedade hoje é a incapacidade ou indisposição de aceitar a cor da pele, cultura, condição social, de outra pessoa, não é verdade ?<br />
        O que me impressionou  nesta pesquisa que tive o privilégio realizar ao longo de alguns anos lá nos próprios arquivos do Vaticano foi perceber que uma função importante e vital do sábado é a de quebrar as barreiras sociais e raciais para ensinar a todos os membros da família humana a aceitarem e respeitarem uns aos outros. Todo sétimo ano, no ano sabático, o sábado era o grande libertador, o grande nivelador da sociedade hebraica.<br />
        Gostaria que pudessem ler o livreto de Samuel Dresner, intitulado, The Sabbath. O erudito judeu faz um comentário muito pertinente ao dizer: “Durante a semana um judeu pode ser dono de uma floresta, com muita madeira, outro judeu pode ser pobre, talvez ganhando a vida por vender cebola e alho, mas”, diz ele, “quando o sábado chegava eles eram iguais, porque todos saudavam o sábado, com o velho cântico do q&#8217;dosh, q&#8217;dosh, q&#8217;dosh, santo, santo, santo”. E ele diz com muita beleza: “O sábado os tornou iguais”. Não é verdade?<br />
É tão bonito notar e estudar essa função niveladora do sábado. Permitam-me dizer algo. Sabia que ainda que o valor do sábado, o valor humano, a preocupação para a necessidade humana para o sábado fosse entendido, aceito durante a história humana, muitos dos conflitos sociais e problemas que temos não existiriam, sabem por quê? Porque o sábado nos ensina a aceitar e respeitar não só a nós próprios, não só os membros de nossa família imediata, mas percebam que no mandamento do sábado há uma longa lista de pessoas. Ele fala dos servos e das servas, o estrangeiro, e até os animais estão incluídos em nossas preocupações para com o sábado. E permitam-me dizer que, ao nos ensinar a aceitar e respeitar todo o mundo, seja preto ou branco, seja inteligente ou ignorante, seja rico ou pobre, então o sábado quebra as barreiras sociais, raciais e culturais e nos ajuda a viver em paz uns com os outros. Na verdade nos ajuda a experimentar mais da paz e descanso do Salvador em nossa própria vida.<br />
        Uma sexta maneira que vejo como o sábado nos traz divina paz e descanso para nossa vida é por nos permitir, mediante o descanso físico, experimentar a realidade do descanso espiritual, o descanso da redenção, o descanso da salvação.<br />
        O coração humano anseia por uma constante reafirmação de salvação, não é verdade? Não deseja saber, terá Deus me salvo? Como posso ter segurança de que Deus me perdoou? Esta é uma preocupação humana, não é verdade?<br />
        Novamente, uma das grandes descobertas que fiz nessa pesquisa, conduzida nos últimos quinze anos, tem sido que uma das funções na história da redenção tem sido propiciar exatamente essa garantia da salvação divina. O crente hebreu no Velho Testamento e o crente cristão no Novo Testamento mediante a celebração do sábado recebem a oportunidade de experimentar renovadamente a realidade da salvação, redenção e perdão em suas vidas.<br />
        Eu achei muito interessante, muito inspirador descobrir, por exemplo, como os crentes hebreus no Velho Testamento, ao descansarem no sábado e experimentarem o descanso físico, e também experimentar libertação social, libertação das durezas do trabalho e de desigualdades sociais, tinham tal  experiência não só como de cunho pessoal mas—sabem o que descobri?—e m documentos antigos dos hebreus e documentos antigos dos cristãos também descobri que tal experiência era entendida como uma prefiguração, uma antecipação, um tipo do descanso e libertação que o Messias devia trazer ao povo.<br />
        Talvez eu pudesse compartilhar com vocês um texto bíblico, do profeta Isaías, cap. 61, vs. 1 e 2, apenas um exemplo de como o sábado servia para nutrir a esperança da salvação e redenção messiânicas. Examinemos estes textos e notaremos que o profeta está falando sobre o Messias, o ungido. E notem o que ele diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu, para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos, e a pôr em liberdade os algemados; e apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram”.<br />
        Aqui o profeta Isaías fala do Ungido, o Messias (a palavra Messias significa, ungido), e como o Ungido é descrito? Ele é descrito como o que proclama o ano aceitável do Senhor. Eu perguntaria, o que é o “ano aceitável do Senhor”? Se procurarem em qualquer comentário bíblico descobrirão que o ano aceitável do Senhor era o ano sabático, ou o jubileu. Esse era o tempo quando o sábado se tornava o libertador, quando liberdade aos cativos era concedida, as dívidas eram canceladas, os escravos eram emancipados, as propriedades eram reintegradas ao possuidor original.<br />
        Não é belo notar como o profeta Isaías, a fim de descrever a missão do Messias vindouro, toma esta imagem da redenção sabática, a libertação sabática e diz, em simples palavras: “Ouçam, o que o sábado faz para vocês em pequena escala, concedendo-nos cancelamento de dívida, emancipação dos escravos, repossessão de propriedade, o Messias fará em escala muito maior”, percebem o que digo?<br />
E isso nos ajuda a entender por que Jesus iniciou o Seu ministério no dia do sábado! Leiamos isto no evangelho de Lucas, cap. 4, vs. 18 e 19.<br />
        Jesus foi para Nazaré, onde havia sido criado, e naquele primeiro sábado Ele fez o que os eruditos chamam de “discurso programático”, um discurso não natural. E como Ele o fez? Recebendo o rolo do livro de Isaías, e lendo exatamente o texto que lemos há pouco, e que diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor”.<br />
        E sabem o que aconteceu naquela manhã de sábado após Jesus ler esta passagem que descreve a missão do Messias como sendo o grande sábado de libertação, sabem o que Ele disse? Lucas 4, vs. 21: “Então passou Jesus a dizer-lhes: Hoje se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir”.<br />
Posso perguntar, o que Jesus quis dizer naquele dia de sábado, quando Ele disse àquela congregação da sinagoga de Nazaré “hoje esta Escritura se cumpriu”. O que Jesus quis dizer?<br />
        Por muitos anos tenho lido esta passagem sem atentar ao seu real sentido. Finalmente ao entender como o sábado aponta ao Salvador no Velho Testamento, pude então perceber que quando Jesus declarou, “hoje esta Escritura se cumpriu” ele quis simplesmente dizer: “Hoje estou iniciando oficialmente meu ministério redentor, hoje, a salvação prenunciada no sábado, o que o sábado promete em termos de salvação e redenção, se torna uma realidade para cada um de nós”.<br />
        Hoje isto se tornou uma realidade para cada um de vós. Não é belo ver como o Salvador identificou o Seu ministério redentor com o sentido messiânico e redentor do sábado?!<br />
Pena que não temos tempo para um estudo de todo o material sabático dos evangelhos. Há sete episódios de cura no sábado, não dois ou três, como alguns de meus estudantes escreveram ontem na pesquisa, julgando haver somente dois ou três, mas são sete episódios de cura nos evangelhos. E se lerem sobre esses episódios sabem o que encontrarão? Eu achei muito surpreendente de em cada caso Jesus agiu em favor de quem? Em casos de emergência? Todas aquelas pessoas poderiam esperar por qualquer outro dia—cego de nascença, paralítico por trinta e oito anos, aleijado por dezoito anos. . . Oh, essas pessoas poderiam ter esperado por um dia mais. O que significa isso? Que Jesus agiu intencionalmente no sábado, levando restauração física e espiritual a pessoas em necessidade de modo que o sábado pudesse ser lembrado como o dia para celebrar sua completa restauração e redenção física e espiritual.<br />
        Lembram-se do que Jesus disse àquela mulher aleijada no dia de sábado ao ela estar encurvada na sinagoga, Lucas 13:12? Jesus disse: “Mulher, estás livre da tua enfermidade”. Três vezes é usada a palavra “livre”. De fato, o chefe da sinagoga ficou muito brabo. Por quê? Porque para ele o sábado significava regras para serem obedecidas em lugar de pessoas para serem amadas.<br />
        Jesus respondeu àquele homem: “Hipócritas, cada um de vós não desprende da manjedoura no sábado o seu boi ou o seu jumento, para levá-lo a beber?” Obviamente, porque se não derem água aos animais num clima quente eles perdem peso, e Jesus disse: vocês estão muito preocupados com as perdas financeiras de seus animais se não os dessedentarem, mas o que dizer desta mulher? O que dizer dessa filha de Abraão que Satanás manteve prisioneira por todos esses anos? Não deveria ser ela liberta no dia do sábado? Mama mia! A pessoa tem que ser cega para não perceber o sentido redentor do sábado no Novo Testamento. Como aquela mulher chegaria a ver o sábado? No sábado seguinte, não mais estaria encurvada, mas com postura ereta, cantando os salmos de Davi. Não acham que ela iria ver e considerar e celebrar o sábado como o memorial de total restauração física e espiritual? E essa era a intenção do Salvador que fosse o sábado para vocês e para mim.<br />
        Jesus iniciou o Seu ministério no dia de sábado, intensificou esse ministério no dia do sábado e encerrou o Seu ministério na sexta-feira à tarde.<br />
        Em João 19:30 Jesus declarou, “Está consumado”. E tendo dito, Ele repousou na sepultura segundo o mandamento. Não é maravilhoso? A criação foi completada com o descanso de Deus, a Redenção também foi completada com o descanso do Salvador na sepultura.<br />
        Para mim, considerar o descanso do Salvador na tumba é uma tremenda revelação de amor divino. Isto me diz que Deus amou tanto o mundo que não só entrou nas limitações do tempo humano na criação, mas Ele também entrou no sofrimento da agonia da carne humana por Sua encarnação a fim de ser Emanuel, Deus conosco.<br />
        Destarte, à luz da cruz o descanso sabático que resta ao povo de Deus é um tempo para celebrar não só a Criação de Deus, mas também o amor redentor de Deus. À  luz da cruz o sábado é um dia de regozijo para nós de um povo liberto, é o dia em que celebramos nossa vitória, vitória do pecado para a salvação, da morte para a vida.<br />
        Sim, o dia do sábado à luz da cruz é o dia em que interrompemos nosso trabalho porque desejamos que Deus opere na vida de cada um de nós, não é isso belo?<br />
Algumas pessoas dizem—”vocês são legalistas se enfatizam a observância do sábado”, mas isso não faz sentido porque não estamos trabalhando no sábado, e o sábado não é o dia em que trabalhamos por nossa salvação, mas o dia em que descansamos, e esse descanso significa que aceitamos pela fé, e não pelas obras, a maravilhosa provisão da salvação.<br />
        A sétima e última maneira em que verificamos que no sábado o Salvador nos ajuda a trazer descanso e paz a nossas vidas é por propiciar-nos um tempo e oportunidade para o serviço. Podemos chamar a isso o descanso do serviço. O verdadeiro descanso e paz devem ser encontrados, não em isolamento egoísta, mas no serviço altruísta. Isso é basicamente o que Jesus nos disse a respeito do uso do sábado.<br />
        Lembrem-se que Jesus não passava o dia do sábado passeando, olhando as árvores, as flores, contando-as e dando-lhes nomes. Não, o evangelho nos diz que Jesus passava o dia do sábado oferecendo serviço vivo e amorável às necessidades humanas.<br />
Na nossa próxima apresentação, a terceira, gostaria de compartilhar com vocês algumas maneiras práticas em que o sábado nos ajuda a servir a Deus consagrando nossas vidas e tempo para Ele, servindo-nos ao experimentar a renovação física, moral e espiritual, servindo a outros, aproximando-nos de nossos membros da família, nosso cônjuge e às pessoas em necessidade, e também servindo o nosso habitat, o mundo natural ao nosso redor.<br />
        O sábado nos ajuda a servir ao nosso habitat ensinando-nos, como veremos, a sermos os mordomos, ou curadores, da criação em lugar de sermos predadores, ou seus exploradores ou destruidores.<br />
Bem, vimos hoje neste estudo que conduzimos juntos que o sábado pode conceder descanso e paz para as nossas vidas em muitas maneiras diferentes.<br />
        Notamos como por meio do sábado o Salvador nos ajuda a experimentar o descanso da Criação, o descanso da presença divina, o descanso da competição, o descanso do pertencer, o descanso da tensão social, o descanso da redenção, o descanso do serviço. Oremos agora para que Deus ajude a cada um de nós a experimentar, mediante o sábado, uma maior medida da paz e descanso do Salvador em nossa vida.<br />
Oremos:   Nosso amorável Pai no céu, muito obrigado por ter-nos concedido o dom do santo dia de sábado, o dia que pode nos ajudar em tantas formas diferentes a experimentar a Tua paz e descanso em nossa vida. Ensina a cada um de nós, pedimos, a como tornar este dia verdadeiramente um dia de celebração, um dia de renovação moral, física e espiritual, o dia em que permitimos que o nosso Salvador enriqueça a nossa vida com maior medida de Tua divina paz e descanso, amém.</p>
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		<title>Minha Pesquisa Sobre o Dia do Senhor</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 00:05:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ministerioss</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sábado]]></category>
		<category><![CDATA[adventista]]></category>
		<category><![CDATA[domingo]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Roma]]></category>
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		<description><![CDATA[Dr. Samuele Bacchiocchi
Traduzido por Azenilto G. Brito
[Dr. Carl Coffmann, Chefe do Depto. de Religião da Universidade Andrews]
Benvindos a este seminário especial sobre O Dia do Senhor que tem ajudado cristãos em muitas partes do mundo a encontrar maior paz e descanso para suas vidas mediante um maior entendimento e experiência dos benefícios do santo dia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ministerioss.wordpress.com&blog=2349349&post=21&subd=ministerioss&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="right">Dr. Samuele Bacchiocchi<br />
Traduzido por Azenilto G. Brito</p>
<p>[Dr. Carl Coffmann, Chefe do Depto. de Religião da Universidade Andrews]</p>
<p>Benvindos a este seminário especial sobre O Dia do Senhor que tem ajudado cristãos em muitas partes do mundo a encontrar maior paz e descanso para suas vidas mediante um maior entendimento e experiência dos benefícios do santo dia do Senhor.<br />
Nosso orador, Dr. Samuele Bacchiocchi, mais bem conhecido como Irmão Sam, é uma destacada autoridade no tema da história e teologia do dia do Senhor, tendo escrito dois <em>best-sellers</em> sobre este assunto.</p>
<p>Sua formação é singular. Ele nasceu e se criou em Roma, Itália. Seguiu sua educação superior na Inglaterra, depois nos Estados Unidos, e finalmente em sua Itália nativa. Obteve um doutorado em história eclesiástica na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma onde foi o primeiro não-católico a ali graduar-se. Ele obteve as medalhas de prata e ouro, doadas pelo papa Paulo VI por sua distinção acadêmica. Presentemente é professor de História Eclesiástica e Teologia na Universidade Andrews, de Berrien Springs, Michigan, EUA [Obs.: a fita foi gravada antes de o Dr. Bacchiocchi ter-se aposentado].</p>
<p>O Dr. Bacchiocchi também é membro da Sociedade de Literatura Bíblica e tem contribuído com inúmeros artigos para várias publicações e periódicos religiosos. Durante os últimos anos, o Dr. Bacchiocchi tem conduzido Seminários do Dia do Senhor por toda América do Norte e no exterior. Mediante seus livros e conferências ele tem ajudado milhares de pessoas a encontrarem um descanso e renovação interiores pela celebração do dia do Senhor. É nossa fervorosa esperança que este seminário traga enriquecimento espiritual a sua vida.<br />
Nesta primeira de suas quatro apresentações o Dr. Bacchiocchi vai relatar seu próprio emocionante testemunho do que o sábado tem significado em sua própria vida, e como o transformou?  Oremos para que mediante este seminário Deus nos ajude a melhor compreender este tema, como Ele.</p>
<p>        Oração: “Nosso Pai celestial, tens abençoado muitos milhares ao ouvir este testemunho pessoal dos lábios do Dr. Bacchiocchi. Abençoa-nos como tens abençoado outros agora ao ouvirmos esta emocionante história de verdade, de como afetou sua vida e como pode também afetar as nossas, em nome de Jesus, amém”. <span id="more-21"></span></p>
<p>[Apresentação musical por Kerry Mccombs, estudante da Universidade Andrews, cantando “Andei Por Onde Andou Jesus”, acompanhado ao piano pela esposa Tammy].</p>
<p>Fala do Dr. Bacchiocchi:</p>
<p>        Muito obrigado Carrie e Tammy [pianista] por esta maravilhosa mensagem em cântico, um cântico que mui adequadamente nos introduz ao estudo do santo dia de Deus, o dia em que o Salvador nos convida para uma mais íntima caminhada com Ele.<br />
Benvindos, amigos, a este especial Seminário do Dia do Senhor—um seminário que tem o objetivo de fazer-nos entender duas verdades bíblicas vitais—1a., qual é o santo dia de Deus; e 2a., o que deve significar para nossa vida cristã hoje.<br />
        Pelos últimos 15 anos tem sido o meu privilégio pesquisar, escrever e fazer conferências sobre aspectos vitais do dia do Senhor em muitas partes do mundo, e este ministério tem-me tornado bem consciente do fato de que, se há um tempo em que carecemos da libertação e renovação do dia do Senhor, este tempo é hoje, não é verdade?  Vivemos hoje numa sociedade materialista e secularizada em que a tirania das coisas tem escravizado tantas vidas. Assim, mais do que nunca precisamos da experiência libertadora do sábado, o dia que Deus nos deu para nos ajudar a erguer-nos acima do mundo das coisas para entrarmos na paz de Deus para a qual fomos criados.<br />
        Vivemos hoje numa sociedade trepidante, sem descanso, em que muitas pessoas estão em falta de repouso e paz interior, e verão mediante este Seminário do Dia do Senhor e veremos como o santo dia de Deus tem o objetivo de experimentar descanso, paz e renovação interiores em nossas vidas.<br />
Infelizmente, amigos, muita gente hoje não está se beneficiando do dia do Senhor. De fato, o dia do Senhor tem-se tornado um feriado [no original, contraste entre holy day—dia santo—com holiday—feriado], não é mesmo? . . .<br />
        Bem, o propósito deste serminário é ajudar-nos a não nos tornarmos materialistas, nem legalistas, mas no que chamaríamos cristãos amoráveis, cristãos que encontram na celebração do dia de sábado uma experiência de gozo, deleite, renovação, cristãos que acham o sábado um tempo para estarem mais próximos de Deus e uns dos outros, e experimentar renovação física, espiritual e moral.<br />
        Para alcançar este objetivo planejei quatro apresentações, e espero que todos assistam a elas, pois perceberão que cada conferência se baseia na anterior e a amplia.<br />
Nesta minha apresentação, gostaria de compartilhar a história da maneira providencial em que o Senhor me conduziu a uma universidade do Vaticano em minha busca por entendimento mais profundo do significado e experiência do dia santo de Deus. A razão para compartilhar essa experiência com vocês é que todos podem obter grande inspiração em ouvir como o Senhor conduziu a experiência de um irmão na fé, não é verdade? Se há uma razão para lermos a Bíblia é ver como o Senhor conduziu a vida de homens e mulheres do passado.<br />
Nas próximas três apresentações desejo compartilhar com vocês alguns aspectos bem vitais do dia do Senhor—históricos, teológicos e práticos—que têm o objetivo de ajudar-nos a todos a descobrir o santo dia de Deus. Tão verdadeiramente uma experiência de deleite e celebração e renovação pessoal.<br />
        É minha fervorosa esperança e oração que o tempo que passaremos juntos nos leve a descobrir como o Salvador, mediante o seu santo sábado, pode trazer mais paz e repouso a cada um de nós.<br />
        Nasci a um tiro de pedra dos muros do Vaticano e sob as sombras do Vaticano passei os primeiros 20 anos de minha vida.<br />
        Meu pai era um crente católico muito devoto. Ele todo domingo comungava e se confessava, recitava o rosário toda noite. Tinha uma vida religiosa católica muito “piedosa”, como costumamos dizer, até a idade de 20 anos. Nessa ocasião ele encontrou pela 1a. vez um cristão evangélico da fé valdense. Devem ter ouvido sobre os valdenses. É uma igreja evangélica muito antiga na Itália, e esse cavalheiro deu a meu pai um exemplar da Bíblia para ler. Agora, meu pai tinha ouvido falar da Bíblia, mas nunca tivera acesso a uma exemplar dela, e sendo um católico tão devoto, ele se revelava ansioso por começar a estudar a Palavra de Deus. Meu pai me contou que uma de suas primeiras surpresas ao começar a estudar a Bíblia foi ler nas páginas iniciais da Bíblia, no relato da criação, a história de como Deus estabeleceu o sábado do 7o. dia como um memorial de Sua realização criativa.<br />
Sendo um observador do domingo muito dedicado, meu pai não pôde deixar de indagar—por que devo observar o domingo quando Deus estabeleceu o sábado do 7o. dia como memorial de Suas realizações criativas?<br />
        E meu pai me contou que ao prosseguir sua leitura da Bíblia, lendo o Velho Testamento, ele ficou muito impressionado em notar o tremendo papel que a observância e às vezes não-observância do sábado desempenhara nos altos e baixos da peregrinação espiritual do povo de Deus nos tempos veterotestamentários. E quando chegou ao Novo Testamento, meu pai teve outra surpresa. De fato, ele me contou que ficou grandemente surpreso com a tremenda ênfase que é dada ao ensino do sábado, ao minstério sabático de Jesus. Por quê? Obviamente porque o que Jesus disse e fez no sábado era muito importante para aqueles cristãos do Novo Testamento. Ele desejava saber a fim de modelar a sua observância do sábado segundo o exemplo e ensinos do Salvador.<br />
        Bem, o que ocorreu? Após vários meses de estudo metódico e escrupuloso, papai chegou à conclusão de que o princípio da observância do sábado do 7o. dia não é só válido, mas valioso para nossa vida cristã e crescimento cristão.<br />
        Assim, o que meu pai fez foi começar a procurar uma igreja observadora do sábado do sétimo dia. Na cidade de Roma temos centenas de igrejas, talvez 500 a 600 igrejas católicas e algumas dúzias de igrejas evangélicas. Ele começou a perguntar a padres e pessoas ligadas à Igreja Católica, “sabe se há alguma igreja observadora do sábado?”, e a resposta era constante e coerente: “Tal igreja não existe, porque o princípio do observância do sábado foi abandonado há muito tempo”.<br />
        Essa infrutífera pesquisa não desencorajou meu pai porque, conquanto fosse um homem simples, com somente cinco anos de educação formal, ele é um homem de tremendas convicções. Se ele crê que algo é certo e precisa ser feito, mesmo que o resto do mundo pense de modo diferente, ele o acata e faz.<br />
Sabem o que papai fez? Bem, ele não pôde localizar uma igreja observadora do sábado na cidade de Roma, então decidiu-se pelo que julgava ser a única coisa a fazer, ou seja, obsevar o sábado do 7o. dia somente, em sua própria casa! Sim, meu pai, minha mãe (eu era ainda um pequeno bebê na época) começaram a observar o sábado do 7o. dia em sua própria casa, imaginando que eram os únicos observadores do sábado sobre a face da terra! Isso parece incrível, não é mesmo? Mas é a verdade.<br />
        Essa experiência se estendeu por aproximadamente um ano, até que meu pai foi convidado a assistir a um estudo bíblico conduzido na casa de alguns amigos por um pastor adventista. Essa foi a primeira vez que meus pais foram introduzidos à Igreja Adventista do Sétimo Dia que, naquele tempo, consistia de somente seis membros que se reuniam em casas particulares. Isso explica porque meus pais não tinham sido capazes de localizar uma Igreja Adventista em Roma. Hoje a história é diferente—temos quatro belas igrejas com mais de 700 membros.<br />
        Honrar o Salvador em Seu santo sábado era verdadeiramente uma experiência problemática, não só para meus pais, mas também para mim ao crescer na Itália, numa época em que a semana de trabalho e escolar incluía o sábado. Ainda hoje na Itália o sábado é um dia letivo. Podem imaginar como isso me criava problemas consideráveis.<br />
        Lembro-me, por exemplo, como meus colegas de classe me apelidavam il judeo [o judeu] porque eu me ausentava da escola aos sábados e recusava jogar futebol com eles. Esse é um esporte  muito popular na Itália e eu me recusava a jogar futebol com eles aos sábados à tarde. Assim, me chamavam il judeo. Lembro-me como o professor de religião dizia aos estudantes que eu era “um protestante herético” de modo que se mantivessem longe de mim, como se eu fosse um tipo de leproso. Eu também me lembro como o diretor da escola toda semana esperava receber uma justificativa médica por minhas ausências sabáticas, e recordo-me vividamente de como o médico da família cooperava redigindo um atestado médico, declarando algo como que psicologicamente eu era inapto para freqüentar escola aos sábados. Isso significa que minha mente funcionava bem durante a semana, mas de algum modo ela “enguiçava” aos sábados. . .<br />
        Também me recordo vividamente dos esforços concentrados de alguns de meus parentes, muitos deles devotos católicos, como ainda hoje o são, para me atraírem de volta ao rebanho católico. Eu passei seis verões hospedado na casa de uns tios na Riviera Adriática, um lindo lugar. Mas eu ali estava, não desfrutando férias, mas vendendo Bíblias e o livrinho Caminho a Cristo para obter meu estipêndio escolar que me permitisse retornar ao colégio. Naquelas ocasiões eu estava longe de casa, dos membros da igreja, da congregação local, e meus parentes pensaram: “Ah, está é uma oportunidade de ouro para trazer Sam de volta para o rebanho católico”. Eu me recordo de como eles se valeram da ocasião para tentar persuadir-me a abandonar “a fé supersticiosa de meus pais”. Quando notaram que seus melhores esforços não estavam atingindo seus objetivos desejados, sabem o que fizeram? Chamaram o padre da paróquia local, um homem jovem e muito bondoso. Seu nome era Don Gabriele, e tinha seus 25 anos de idade. Ele esperava que eu terminasse de jantar, e daí me convidava para uma caminhada com ele.<br />
        Sabem o que ele fazia? Costumava colocar os braços sobre os meus ombros como um pai e enquanto caminhávamos ele conversava comigo e me apelava a abandonar a “fé supersticiosa de meus pais”, particularmente a observância do sábado do sétimo dia que, segundo ele, era um anacronismo, algo fora de moda, não mais relevante para nossa vida cristã e sociedade hoje.<br />
        Meus amigos, em resultado desses confrontos, que tive de deparar cedo na vida, confrontos de colegas de classe, professores, parentes, sacerdotes, eu comecei a sonhar enquanto ainda um adolescente. Comecei a sonhar que algum dia, pela graça de Deus, se me fosse dada oportunidade, eu disse, “quero estudar mais sobre esse tema vital, qual seja—o santo dia de Deus e o que deve significar para nossa vida cristã hoje”.<br />
No verão de 1977, quando eu me achava dentro da Pontifícia Universidade Gregoriana, vendo minha dissertação doutoral Do Sábado Para o Domingo rodando nas impressoras do Vaticano, com o Imprimatur oficial da Igreja Católica, o que significa aprovação, que foi concedida por três autoridades católicas, esta experiência, caros amigos, me tornava bem consciente de que o meu sonho de jovem se concretizava.<br />
        Mas havia se materializado além de meus mais elevados sonhos, por quê? Basicamente porque como um adolescente eu jamais poderia imaginar que seria admitido pela prestigiosa Pontifícia Universidade Gregoriana, ou seja, a mais importante universidade do Vaticano. Por quê? Porque naqueles dias seria impossível que um não-católico fosse admitido numa universidade católica. Só desde o Concílio Vaticano-II, nos últimos 20 anos, é que se fez tal provisão para os “irmãos separados”. Isso é bem melhor. Costumávamos ser chamados “heréticos”, agora somos “irmãos separados”, o que parece designação bem melhor!<br />
        E foi somente nos últimos anos que isso se tornou possível. Assim, eu jamais poderia pensar que um dia teria permissão de entrar, estudar, pesquisar para publicar dois livros sobre a história e teologia do sábado—Do Sábado Para o Domingo—contando a história da mudança do dia santo de Deus, e Divine Rest For Human Restlesness [Descanso divino para a inquietação humana] que explica o significado e mensagem do sábado para hoje. Sim, eu jamais poderia pensar que o próprio  papa seria tão generoso em conceder-me uma medalha de prata e outra de ouro. Pensei em trazê-las pois alguns de vocês iriam apreciar ver como seria a “prata santa” e o “ouro santo”. . . Agora, esta é a medalha de prata por alcançar a distinção magna cum laude por meu trabalho escolar, e esta é a medalha de ouro, que recebi pela distinção summa cum laude em meu trabalho acadêmico e de pesquisa nesse assunto tão vital a respeito do santo dia de Deus.<br />
        Alguém me disse que esta medalha de ouro vale uns milhares de dólares somente em ouro. Alguns aqui desejarão senti-la. É uma bela peça de ouro, mas para mim o valor da medalha não é o seu valor monetário, mas o fato de que esta medalha foi concedida em reconhecimento da pesquisa feita sobre o princípio bíblico que o mundo cristão infelizmente esqueceu hoje.<br />
        Sim, como adolescente jamais poderia ter imaginado que eu vivenciaria isto, mas talvez a maior satisfação, que jamais poderia ter imaginado, foi para mim a alegria de poder ter compartilhado minha fé com líderes católicos, eruditos de diferentes persuasões, compartilhar minha fé através da página impressa e da palavra falada.<br />
        Eu gostaria de poder ler para vocês centenas e centenas de cartas que recebi nesses últimos anos de muitos eruditos de diferentes persuasões. Talvez possa ler algumas poucas como “amostra”. Aqui, por exemplo, tenho esta carta do bispo católico Julius Manci que me agradece, “muito obrigado pelo livro”, e diz, ele: “estou lendo com real interesse”, e no último parágrafo ele faz esta maravilhosa confissão: “Eu sinceramente desejo conhecer a verdade. Se uma pessoa é sincera mas está errada ela ainda está errada”. Não é maravilhoso?<br />
        Há hoje líderes cristãos, eruditos, que são sinceros e suficientemente assim para reconhecer que estão sinceramente errados, e estão em busca de um maior entendimento e experiência da verdade bíblica, tal como esta do dia do sábado.<br />
        Permitam-me compartilhar outra carta de um famoso orador e escritor neste país, Norman Vincent Peale. Nesta carta ele me agradece pelo livro Divine Rest e diz: “O livro tem uma forte e vital mensagem para as pessoas hoje às quais o sábado pode ter um efeito curativo e uma influência elevadora”. Daí, ele prossegue: “O livro é uma bênção, já que se refere ao salutar e fortalecedor efeito do sábado cristão em nossa geração tensa e nervosa”. Diz mais ele que o autor ofereceu “uma tremenda contribuição para nossa época com este providencial estudo”<br />
        Para mim tem sido encorajador receber tal endosso, não só na forma de cartas, mas também endosso em revistas evangélicas, por exemplo, Christianity Today [Cristianismo Hoje], que é reconhecida como uma das publicações evangélicas mais lidas hoje. Em sua recente análise crítica de meu livro, diz, entre outras coisas—“Este é um tratamento definitivo de um dever cristão, o mandamento mais negligenciado pela cristandade”.<br />
        Acho isto muito animador, caros amigos cristãos, e sinto grande incentivo em ver que publicações destacadas, pensadores cristãos de proeminência estão reconhecendo hoje que o mandamento do sábado é o mais negligenciado e, contudo, como Norman Vincent Peale tão eloqüentemente declara, “é o mandamento que pode soerguer e curar nossa sociedade cheia de tensão e sem descanso”.<br />
        Para mim tem sido animador não só receber esses endossos escritos de cartas e revistas, mas receber convites pessoais para compartilhar a mensagem do sábado para hoje de instituições acadêmicas e igrejas de destaque. Recentemente retornei de uma viagem à África do Sul onde fui convidado a fazer conferências sobre a teologia e história do sábado em 12 das principais universidades daquele país. E recebi convites semelhantes neste país de seminários menonitas, da Aliança do Dia do Senhor dos EUA, da Universidade Duke, da Igreja Mundial de Deus, Igreja de Deus do 7o. dia, Sociedade de Literatura Bíblica, etc.<br />
        De fato, se eu tivesse tempo adoraria compartilhar com vocês as respostas muito positivas, estimulantes, de líderes católicos, eruditos que estão dispostos a reconhecer, reconsiderar, reexaminar a validade do princípio da observância do sábado do 7o. dia para sua vida hoje.<br />
        Mas talvez seja melhor eu manter minha promessa de compartilhar com vocês alguns dos pontos altos da experiência que vivenciei enquanto pesquisando sobre o dia do Senhor no Vaticano.<br />
Alguns de vocês podem estar se perguntando, “Por que o irmão Sam—podem me chamar assim, irmão Sam, pois meu último nome é tão complicado que não quero que se atrapalhem com a língua ao tentarem pronunciá-lo—“por que o irmão Sam resolveu ir estudar na Universidade do Vaticano? Afinal de contas, esta não seria a primeira escolha de um adventista do 7o. dia”! Bem, eu posso citar duas razões principais: 1o. – Julguei que freqüentar aquela universidade me daria uma excelente oportunidade de familiarizar-me com a história e prática da igreja que havia cumprido um importante papel, eu até diria, um papel profético, na história do cristianismo. Em 2o. lugar, pensei que se pudesse ser admitido ali como estudante, esta seria uma maravilhosa oportunidade de ter acesso aos valiosos documentos da biblioteca do Vaticano para levar avante minha pesquisa desse assunto tão vital do dia santo de Deus.<br />
        Assim, estas duas razões levaram-me a enviar, na primavera de 1968, minha petição de matrícula na Pontifícia Universidade Gregoriana, que é a universidade fundada por Inácio de Loyola, o próprio fundador do movimento jesuíta. Ele fundou a Universidade em 1541, pensem só nisso!<br />
Eu fui o primeiro não-católico a fazer essa solicitação para estudar ali, e sendo o primeiro, isso representou um problema para eles. Não sabiam bem o que fazer comigo. Foram necessários vários meses para processarem minha solicitação e entrevistar-me, e interrogar-me. Eles desejavam assegurar-se de que eu iria lá por motivos sinceros e honestos, não para ser um espião ou conspirador, entendem? Quando lhes dei todas as garantias que buscavam, finalmente me concederam uma dispensa especial. Trata-se de uma isenção de assinar a profissão de fé católica, e também isenção de freqüentar os exercícios religiosos.<br />
        Talvez estejam se perguntando como foi minha experiência estudando ali entre 5.000 sacerdotes e monges, pertencendo a diferentes ordens religiosas. Como se me apresentava aquilo como um adventista do sétimo dia?<br />
Eu honestamente devo dizer que me sentia a princípio muito pouco à vontade, deslocado, particularmente porque meus colegas de classe trajavam suas vestes monásticas ou sacerdotais, mas eu ali estava como um leigo, com roupas ordinárias. Isso às vezes fazia com que me dirigissem a pergunta—“A que ordem religiosa pertence?”, ao que eu, brincando, respondia: “Eu pertenço à ordem adventista”.<br />
        Eles ficavam admirados, “ordem adventista? Que ordem é essa?” Esta poderia ser uma das muitas ordens que eles têm em sua igreja. Isso dava ocasião muitas vezes a tais perguntas.<br />
        Dois monges, por exemplo, um da Venezuela, Prof. Dumont, outro do México, Samuel Rodriguez, aproximaram-se de mim durante um intervalo e me indagaram—“Sam, por que não nos fala algo sobre a liturgia de sua ordem? [Ou seja, o tipo de culto]. Como é estruturada?”<br />
        “Oh”, eu disse, “a melhor maneira para que lhes explique seria levá-los para a igreja no próximo sábado. Por favor, dêem-me o endereço da casa religiosa onde residem e será meu privilégio apanhá-los e levá-los a nossa igreja no próximo sábado de modo que possam ver em primeira mão como é a liturgia adventista”.<br />
Assim, no sábado seguinte me sentia muito orgulhoso em ter nos bancos da igreja dois monges sentados próximos de nossa família e fiz com que participassem de nossa Escola Sabatina, e até lhes dirigi perguntas, mesmo tendo-me esquecido de fornecer-lhes a lição da Escola Sabatina para estudarem o tema da semana. Mas fiz-lhes perguntas do mesmo modo, e eles deram respostas de forma muito inteligente, o que me deu oportunidade de cumprimentá-los e lhes dizer que se continuassem fazendo tão bom progresso teriam boa chance de se tornarem professores da Escola Sabatina algum dia! Ao final da programação perguntei aos dois monges:<br />
        “O que acham da liturgia adventista?”, e nunca me esquecerei das palavras do Pe. Dumont quando, apontando à nossa Escola Sabatina, disse: “Oh, como eu gostaria de podermos introduzir em nossa Igreja Católica esse método de estudo sistemático da Bíblia como o que têm aqui em sua igreja”.<br />
        De fato, para mim foi muito gratificante poder ver como meus professores e colegas de classe, lá no Vaticano, viam a Igreja Adventista do Sétimo Dia como um exemplo a imitar, particularmente na celebração do sábado. Eles ficaram muito impressionados ao saber que em nossa comunhão adventista nós celebramos o sábado, não como a “hora da missa”, mas em suas 24 horas como adoração, descanso, comunhão e serviço. Isso lhes foi surpreendente porque na Itália, neste ponto e por toda a maior parte da Europa Ocidental, hoje mais de 90% dos cristãos não se preocupam de sequer ir à igreja, quanto mais celebrar tempo santo ao Senhor. E isso me conduz a expor o motivo de minha pesquisa, o porquê de ter escolhido esse exato tema da história do dia santo de Deus para minha dissertação doutoral. Eu posso pensar em duas razões principais: No. 1– diria que é o papel muito importante que o sábado desempenhou no princípio de minha vida. Como lhes disse, a guarda do sábado era-me causa de constante confronto, mas também uma fonte de grande conforto. Assim, o importante papel que o sábado desempenhou nos meus tempos de adolescente e jovem instilaram-me a aprender mais dessa divina instituição.<br />
        A segunda razão é por ter descoberto no Vaticano uma dissertação recém publicada. Eu estava há uma semana no Vaticano quando vi exibido no corredor da Gregoriana, entre as últimas publicações da universidade, uma recém-publicada dissertação por C. S. Mosna, intitulada em italiano, História della domenica [história do domingo, do princípio até o Século V]. Fui até a livraria e adquiri essa dissertação, e pelos próximos meses utilizei cada momento livre para digerir e analisar essa obra monumental de 400 páginas, e devo confessar que fiquei muito surpreso pela nova explicação dada nessa dissertação para a mudança do dia santificado de Deus, do sábado para o domingo no cristianismo antigo. Bem, qual é a nova explicação?<br />
        Basicamente, em suma, a nova explicação proposta pelo Prof. Mosna é de que a mudança do sábado para o domingo ocorreu por autoria de Cristo, dos apóstolos, os quais, dizia ele, escolheram o primeiro dia da semana a fim de honrar, celebrar a Ressurreição de Jesus Cristo por meio da celebração da ceia do Senhor. Essa explicação muito me surpreendeu por, pelo menos, duas razões:<br />
        1o. – Porque essa não é a explicação tradicional, histórica da Igreja Católica. Os que leram o Velho Catecismo Católico publicado antes do Concílio Vaticano II devem lembrar-se que a pergunta era geralmente—“Por que observamos o domingo em lugar do sábado?”, e a resposta tradicionalmente dada era—“Observamos o domingo em lugar do sábado porque a Igreja Católica, em virtude da sua autoridade, transferiu a solenidade do sábado para o domingo”.<br />
        Nestas palavras do passado, com cândida franqueza a Igreja Católica admitia que a mudança do santo dia de Deus ocorrera em virtude de sua autoridade. Diríamos, “a igreja o fez”. Esta era a sua explicação histórica. Hoje, contudo, em vista do Vaticano II, que atribui maior reconhecimento à autoridade da Bíblia, encontramos nova explicação. Não é mais a igreja que o fez, mas Cristo e os apóstolos foram responsáveis por mudar o dia de descanso e adoração do sábado para o domingo.<br />
        Quando me fiz consciente dessa tendência, indaguei-me—seria possível que Deus me trouxe aqui, para este lugar, em tal tempo como este, para empreender pesquisa, conduzida com rigor e metodologia científicas, uma pesquisa que vai ajudar a esclarecer a questão do tempo, lugar, as causas, as conseqüências da mudança do santo dia de Deus? Quanto mais eu pensava e orava a respeito disso, mais profunda se tornava a convicção em meu coração de que eu de fato devia conversar com meu conselheiro, meu professor, solicitando-lhe permissão para trabalhar nesse assunto, tão controverso. E me lembro muito vividamente do dia em que me achava em seu escritório para redigir minha petição, ou solicitação, para investigar a gênese histórica da observância do domingo no cristianismo primitivo. E qual foi sua reação? Foi, como de se esperar—ele puxou esta dissertação da prateleira de sua biblioteca, colocou-a sob o meu nariz, e disse: “Acabamos de publicar uma grande pesquisa sobre esse assunto, e não é praxe da Universidade permitir que alguém trabalhe numa área que já foi amplamente coberta”.<br />
        Como colportor de literatura cristã eu aprendi uma lição importante—nunca aceite um não por resposta. E essa lição me foi muito oportuna naquela ocasião. Eu confirmei e corroborei o que o meu professor disse ao afirmar-lhe que ele estava certo, que o trabalho de Mosna era muito bom, e não só o trabalho de Mosna mas de muitos outros pesquisadores sobre o tema. Eu tenho minha pasta cheia delas”, e fui puxando uma atrás da outra, e lhe apresentei o que trazia mostrando que havia empreendido um trabalho completo, e lido todas essas recentes dissertações. “Mas”, prossegui, “professor, minha convicção nestas alturas é de que a última palavra não foi dita.<br />
        De fato, parece-me que muitos dos textos e documentos que foram analisados nessas obras, eu ousaria dizer, foram tratados de um modo unilateral e subjetivo. E se o senhor me der a oportunidade de reexaminar todos esses documentos, creio que haverá uma boa chance de chegarmos mais próximos da verdade. Pode me ajudar?!”<br />
        Quando ele notou minha convicção, meu desejo, o professor me disse: “Vá até o escritório acadêmico, apanhe um formulário de petição, declare o seu objetivo e vou recomndar sua proposta para aprovação”. E foi o que ele fez.<br />
        Permitam-me valer-me desta oportunidade para agadecer ao bom Senhor por tornar possível que eu trabalhasse aos pés de tão nobre erudito, um homem da mais elevada estatura intelectual, um homem que se dispôs a encorajar a busca da verdade antes que proteger e preservar um ponto de vista prevalecente. Ele sabia que eu era um adventista do sétimo dia. Ele foi quem me entrevistou no dia de minha admissão. Sabia do risco que estava correndo  por permitir-me trabalhar nesse assunto controvertido. Mas sua disposição em correr esse risco por mim deve ser considerado como um triunfo sobre o preconceito, e também como uma óbvia evidência da providencial direção de Deus nessa experiência toda.<br />
        Nessas alturas seria interessante saber quais eram os objetivos, em conclusão, de minha pesquisa. Nesta primeira apresentação vou apenas declará-lo um tanto telegraficamente. Nas próximas três apresentações seremos capazes de esclarecê-las e ampliá-las.<br />
        Meu primeiro objetivo era assegurar a atitude de Jesus Cristo e Seus apóstolos para com o sábado. Queria descobrir como Jesus e os apóstolos se relacionaram com o significado e prática da observância do sábado, e os muitos meses que empreendi quanto a todos os evangelhos no cristianismo primitivo tornaram-me indisputavelmente claro que o Salvador, por Sua forma provocativa de observância sabática, não teve a intenção, como muitos hoje querem nos fazer crer, de anular, ab-rogar o sábado, mas esclarecê-lo, torná-lo mais significativo a nossas vidas hoje. De fato, vamos estudar em nossa segunda apresentação como o Salvador identificou o Seu ministério redentor com o significado messiânico do sábado. Vamos ver, por exemplo, como o Salvador iniciou o seu ministério, intensificou esse ministério, encerrou este ministério no sábado, trouxe restauração física e espiritual para pessoas em necessidade no sábado, de modo que deve ser lembrado como o memorial, não só do amor criativo, mas também redentor.<br />
        Meu segundo objetivo era assegurar o tempo, o lugar, as conseqüências da mudança no santo dia de Deus. E para declarar brevemente, a conclusão de minha investigação que eu elaboro na quarta e última apresentação, é que essas mudanças ocorreram, não pela autoridade de Cristo, não pela autoridade dos apóstolos, não por ser considerado uma homenagem à Ressurreição de Cristo no primeiro dia da semana, mas o processo todo começou pelo menos um século inteiro após a morte de Jesus, a 2.000 milhas de distância de Jerusalém, na Igreja de Roma, em resultado de um conjunto de fatores políticos, religiosos, sociais, pagãos que iremos estar considerndo juntos na última apresentação.<br />
        E o significado dessa mudança, queridos amigos, é que quando o dia foi mudado do sábado para o domingo, não foi apenas uma mudança de nomes, não foi apenas uma mudança de números, de 7o. dia, para 1o. dia, mas uma mudança de autoridade, uma mudança de experiência. Eu diria que foi uma mudança de um dia que Deus nos concedeu para ajudar-nos a expressar compromisso a Ele, e preocupação para com outros seres humanos. Um dia que foi introduzido, como estudaremos, para mostrar separação e desprezo para com os judeus e, de certa forma, redução do compromisso para com Deus.<br />
        Sim, foi uma mudança de um dia que Deus nos concedeu para ajudar-nos a expor a presença e intimidade, a realidade de Sua paz e presença em nossas vidas, num dia que se tornou ocasião de muitas pessoas buscarem prazer e ganho.<br />
        Sim, para dizer às claras—foi uma mudança de um dia santo para um feriado. E a triste realidade é que esta mudança histórica grandemente afetou a qualidade da vida dos cristãos, de milhões de pessoas ao longo dos séculos que foram privadas da renovação moral e espiritual que o sábado tem o propósito de propiciar.<br />
Talvez estejam interessados em saber como minha pesquisa foi recebida na Universidade do Vaticano. Talvez a melhor maneira para que eu responda a esta pergunta será compartilhar com vocês o momento dramático de minha experiência, o dia da defesa da tese, 14 de junho de 1974.<br />
        Era uma 6a. feira à tarde, 4:30, e eu tinha dito ao meu professor—“Desejo ter tudo terminado até 7:30, uma hora antes do pôr do sol”. Ele me disse: “Não há problema. Devemos ser capazes de concluir todo o processo de exame oral em 3 horas”.<br />
        A defesa da tese ocorreu num belo salão, a “Aula Magna”, um grande salão com tapete vermelho, mobiliário antigo, longas mesas de exame, e atrás da mesa estavam 5 eruditos jesuítas, todos eles com cabeças reluzentes como a minha, e isso acrescentava algum brilho à ocasião [Obs.: Ele está se referindo bem-humoradamente à calvície dele e dos seus examinadores].<br />
        Foi-me concedida uma hora para apresentar uma síntese de minha pesquisa, e nessa hora eu declarei muito enfaticamente o que havia descoberto ali mesmo, nos arquivos do Vaticano, e então fiz um fervoroso apelo ao final para que se redescobrisse, aceitasse a bênção, a renovação da celebração do sábado a fim de revitalizar a qualidade da vida cristã, particularmente num lugar como a Itália, onde 97% das pessoas não vão à igreja . Somente 3% dos católicos freqüentam a igreja. Os demais apenas vão à igreja três vezes na vida—quando são batizados, se casam ou são sepultados, e a última vez nem vão por si próprios, alguém os carrega até ali!<br />
Como foi essa apresentação recebida? Eu gostaria que pudessem estar lá e ouvir meu professor, primeiro de tudo, aquele que havia orientado minha pesquisa durante dois anos. Ele expressou a esperança de que de fato ela pudesse estimular o interesse de muitos líderes cristãos em reexaminar a relevância do sábado para nossa vida hoje.<br />
        Então chegou a vez do segundo professor me interrogar. Ele me dirigiu um intenso interrogatório sobre a exegese de muitos textos. Posso lhes assegurar que tivemos uma discussão bem animada, e após minha demorada resposta a sua última pergunta, ele olhou para o relógio, e sabem o que disse? Ele fez uma impressionante declaração. Ele disse: “São 7:30, e após tudo quanto o irmão Sam fez e disse, só há uma coisa que nos resta fazer”.<br />
        Pensei comigo, “Pronto, agora vou ser excomungado!” Mas não era o que ele tinha em mente. Sabem o que ele disse?: “Só nos resta fazer uma coisa—é desejar ao irmão Sam um bom, santo dia de sábado de repouso!”<br />
Permitam-me assegurar-lhes que receber os votos de um sábado santo dos lábios de um erudito jesuíta que examinou extensamente minha obra foi uma recompensa enorme, maior mesmo do que a medalha de ouro que recebi mais tarde, doada pelo próprio Papa Paulo VI.<br />
        Bem, tendo defendido com êxito minha dissertação, pude receber um diploma, que é um documento muito singular porque é o único do tipo. Vou pedir a minha esposa para segurá-lo por um instante para que lhes possa narrar a história do diploma. De certo modo creio que minha esposa tem o direito de segurar este diploma porque ela pode legitimamente reivindicar metade dele, sabem por quê? Se não fosse o seu incentivo, moral e espiritual, eu jamais poderia ter alcançado isso.<br />
        O que torna esse diploma tão especial? O que é especial é que este é o segundo diploma. Eu recusei o primeiro diploma do Vaticano porque na declaração de abertura o primeiro diploma dizia que eu havia assinado a profissão de fé católica, o que não era verdade. Eu disse ao deão que não poderia aceitar aquele documento, mas ele insistia em que eu o aceitasse porque, disse-me ele, “o diploma é o mesmo para todo mundo. Nós apenas acrescentamos os nomes. Ademais”, prosseguiu ele, “a maioria dos americanos não entende o latim, e o diploma é escrito em latim. Então, por que preocupar-se com isso?”<br />
        Eu, porém, disse: “Temo que não possa comprometer-me”. Assim, finalmente ele reconheceu a validade de minhas objeções e, sabem o que fez? Ele deu ao escriba do Vaticano a incumbência de preparar o texto em caligrafia manual decorativa deste belo diploma, dado em nome e sob a autoridade do Papa Paulo VI e assinado por destacadas autoridades católicas. E quando fui receber o diploma, ele me disse: “Este é o mais belo diploma que o Vaticano já produziu”. Eu disse, “louvado seja Deus”!<br />
Achei tão bonito que mesmo em me conceder o diploma, o Vaticano dispôs-se a reconhecer o aspecto distintivo de minha fé.  Muitíssimo obrigado. . .<br />
        Tendo recebido o diploma, também pude receber uma regalia muito incomum. Vou pedir a minha esposa para trazer-me aqui para que possam ver a regalia acadêmica que recebi no Vaticano. Esta é uma veste muito singular e não sei se poderia vesti-la só por um momento para ver como fica, okay? Obrigado. Pode me ajudar? . . .<br />
        Alguém disse que “é assim que um bispo adventista se pareceria”. [Risos do auditório] É verdade? Quero lhes dizer que não me sinto muito confortável com esta veste, mas sem dúvida é uma bela veste, e tem aqui a estampa da Gregoriana, bordada em ouro, tanto na frente como atrás, como podem ver. Eu a tento trajar o mais raramente possível. Esta é de fato a regalia acadêmica que recebi da Pontifícia Universidade Gregoriana.<br />
Obrigado.<br />
        Encerrando meu testemunho, gostaria de valer-me desta oportunidade para agradecer ao bom Senhor, primeiro de tudo, pela maneira providencial em que conduziu meus pais a descobrirem o significado e a bênção da celebração do sábado. Em segundo lugar, quero agradecer a Deus pelo modo providencial pelo qual me conduziu à universidade vaticana em minha busca por um entendimento mais profundo do sentido e bênção do dia de sábado.<br />
        Desejo fazer-lhes uma franca confissão. Quero lhes dizer que o tempo que passei nas bibliotecas do Vaticano, examinando os documentos dos judeus e cristãos primitivos, ajudaram-me a encarar o sábado, não como um dia de frustração, uma obrigação, mas um dia de celebração, como um divino convite de vir à parte para experimentar mais livre e mais completamente no dia de sábado a consciência da paz e presença de Deus em nossa vida. Verdadeiramente, posso lhes dizer que esta pesquisa não só me enriqueceu intelectualmente, mas ajudou-me a experimentar espiritualmente e de modo mais pleno as bênçãos e benefícios da observância do sábado.<br />
        E, caro irmãos e amigos, permitam-me dizer para encerrar, que esta experiência, esta pesquisa que tive o privilégio de empreender no Vaticano, convenceram-me plenamente que se jamais houve um tempo em que carecemos da libertação, renovação, realinhamento, refrigério e reabastecimento do sábado, este tempo é hoje.<br />
        Como lhes disse no princípio, “vivemos hoje numa sociedade materialista e secularizada em que a tirania das coisas tem escravizado tantas vidas.  Vivemos numa sociedada em que o ouro se tornou mais importante do que Deus, assim, mais do que nunca na igreja precisamos da experiência libertadora do sábado, o dia que Deus nos concedeu para nos ajudar a soerguer-nos acima do mundo das coisas, a entrar na paz de Deus para a qual fomos criados.<br />
        Vivemos hoje numa sociedade trepidante, sem descanso, em que muitas pessoas estão em busca de paz interior, descanso, tranqüilidade, mediante pílulas, indo à Ilha da Fantasia, fabulosos lugares distantes, mas a experiência nos diz que verdadeiro descanso e paz se acham, não mediante pílulas nem lugares, mas por uma pessoa, a pessoa de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Ele diz, naquela bela passagem de Mateus 11:28:      “Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, que Eu vos darei descanso”.<br />
        Oremos, em conclusão, que Cristo ajude cada um de nós, mediante a celebração do seu Santo dia, a experimentarmos descanso e paz mais plenos em nossa vida. Oremos para que o sábado se torne para cada um de nós, o dia em que permitimos ao Salvador a trazer uma medida maior de sua divina paz e descanso em nossa vida.<br />
        Oremos: “Amorável Pai celestial, agradecemos-te hoje pelo dom do santo dia de sábado, o dia em que nos convidas a virmos à parte de nossas preocupações diárias para que possamos mais livre e completamente experimentar a realidade e consciência de Tua paz e presença em nossa própria vida. Ensina-nos, oramos ó Deus, a como tornar a celebração de Teu santo sábado verdadeiramente um dia de celebração e renovação, um dia no qual aprendemos a aproximar-nos de Ti e de estarmos mais próximos de nossos semelhantes. Um dia em que experimentamos renovação física, moral e espiritual. Esta é a nossa oração, em nome de Jesus, amém”.</p>
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		<title>Cristo: El Significado de la Ley Antiguotestamentaria</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Feb 2008 18:29:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandehugo</dc:creator>
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El Patrón de la Historia de la Redención 5
Los actos pactales de justicia y de juicio, en el Antiguo Testamento, reflejan o retratan la muerte y resurrección de Cristo. El evento mesiánico es un acto pactal (Mat. 26:28; Luc. 1:72), de justicia (Rom. 1:17; 3:21-26) y de juicio (Juan 12:31; Heb. 9:27, 28).
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div align="right">Roberto D. Brinsmead</div>
<p>El Patrón de la Historia de la Redención 5</p>
<p>Los actos pactales de justicia y de juicio, en el Antiguo Testamento, reflejan o retratan la muerte y resurrección de Cristo. El evento mesiánico es un acto pactal (Mat. 26:28; Luc. 1:72), de justicia (Rom. 1:17; 3:21-26) y de juicio (Juan 12:31; Heb. 9:27, 28).</p>
<p>Cada uno de estos tres aspectos del acto de Dios en Cristo ameritan una presentación completa. Pero sólo podemos mostrar brevemente cómo este gran acto de Dios, al igual que los actos simbólicos del Antiguo Testamento, es tanto punitivo como salvador. Es una manifestación de la ira tanto como de la misericordia divina.</p>
<p>Algunos reconocen las metáforas legales y jurídicas del Nuevo Testamento, pero las conciben sólo como un elemento entre tantos otros. Tales eruditos enfatizan que el Nuevo Testamento usa también metáforas pastorales, domésticas, médicas, horticulturales y demás. Dicen ellos: &#8220;Las metáforas legales sólo pueden atraer a cierta clase de gente-a los que son bastante desafortunados como para tener una mente legal-pero nosotros preferimos las metáforas más atractivas&#8221;. Por supuesto que el Nuevo Testamento usa en la predicación de Cristo otros simbolismos distintos del legal. Pero el motivo legal es abrumadoramente central. Junto con el elemento histórico, forma el marco de la teología novotestamentaria. Los que deseen tratar de comprender el mensaje del Nuevo Testamento deben aceptar el elemento jurídico de la teología bíblica. Es irrelevante lo que piensen de esto, es decir, si resulta o no atractivo para ellos. Y si quieren evitar malentenderlo o distorsionarlo deben prestar atención al marco evangélico dado por Dios.<span id="more-12"></span></p>
<p>Algunos han dicho que la presentación del Evangelio, en su marco histórico y legal, es demasiado fría e impersonal; que deja el corazón intacto e impasible. Pero tenemos que cuidarnos de acusar a Dios de escoger un marco pobre para el Evangelio, como si nosotros supiéramos alcanzar el corazón mejor que él. Mientras que el atractivo del Nuevo Testamento no está dirigido a las emociones, es mucho más efectivo que muchas aproximaciones sentimentales, cuando de alcanzar al hombre en el centro de su existencia se trata. La divina &#8220;raíz de tierra seca&#8221; puede satisfacer mejor las necesidades del hombre que nuestros propios inventos. Algunos dicen: &#8220;Debemos actualizar el Evangelio&#8221;. Pero lo que frecuentemente quieren decir es: &#8220;Debemos moldear y formar el Evangelio de acuerdo a nuestro propio gusto</p>
<p>Huyendo de los elementos legales o jurídicos del Evangelio se ha dejado ver una estampida de teólogos, pastores y laicos. El efecto de tal cosa sobre la iglesia ha ido devastador. La preocupación por la trivialidad interna desplaza a la justificación mediante una justicia imputada. El mensaje del Nuevo Testamento quedó tan &#8220;personalizado&#8221;, &#8220;internalizado&#8221; e &#8220;individualizado&#8221; que se ha constituido en algo que nunca se intentó que fuera. Debemos volver a la Biblia y escuchar lo que dice y cómo lo dice, sea que nos guste o no. La Palabra de Dios es nuestra medicina. Puede que esa medicina no sea, de primera intención, agradable a nuestro gusto pervertido.</p>
<p>El Marco Legal de la Teología Paulina</p>
<p>La teología paulina tocante a la cruz abunda en metáforas legales. Sin duda, el adiestramiento de Pablo como abogado y juez lo capacitaron para el uso familiar de conceptos jurídicos. Pero existe una razón de mayor importancia para el lenguaje jurídico que Pablo utiliza. Como judío, Pablo estaba sumergido en el Antiguo Testamento. El predicó a Cristo desde el trasfondo del Antiguo Testamento. Este trasfondo es tanto histórico como legal. Derret afirma:</p>
<p>Pablo es muy directo. Predicó a Cristo crucificado y se gloria en la cruz . . . Pablo saca a la luz suavemente el significado de ese evento en un marco estrictamente legal. Su uso de las metáforas legales no es sorpresivo, dado que, en todo caso, él fue educado como jurista, y la metáfora legal constituía un buen estilo, en una época cuando la ley era una vocación prestigiosa&#8230; . No se apela directamente a las emociones, sino a las creencias existentes en relaciones conocidas; de hecho, a la ley. . . Parece decir que Cristo murió a fin de lograr realidades que pueden expresarse sólo en términos de ley, y que obtienen así total y adecuadamente su expresión. Con nuestra falta de interés en la ley y por una extensa heren cia de antipatía hacia los abogados, encontramos difícil no objetar esta elección de lenguaje.&#8217;</p>
<p>Redención y Rescate (Rom. 3:24; Mar. 10:45; 1 Tim. 2:5, 6). Esta idea antiguotestamentaria está relacionada con la exoneración de una deuda, mediante el pago de un precio. A la vez que frecuentemente significa liberación, es siempre una liberación costosa. Cuando un hombre quedaba endeudado, se le podía quitar su herencia y venderlo como esclavo. Sin embargo, su pariente más ercano podía redimirlo.</p>
<p>La brecha abierta en el pacto dejó al hombre en deuda con la ley de Dios. El pecado es una deuda (Mat. 6:12). Por consiguiente, el hombre perdió su herencia y fue vendido a los poderes enemigos. Cristo tomó la naturaleza humana y se constituyó en nuestro pariente más cercano. Cancelando la factura de nuestra deuda mediante su muerte en la cruz (Col. 2:14) nos redimió de la maldición de la ley (Gál. 3:13). También nos libró, por este medio, del control de los poderes hostiles (Col. 2:15).2 Por lo tanto, la redención es un concepto legal.</p>
<p>Reconciliación (Rom. 5:10; 1 Cor. 5:18, 19; Col. 1:20-22). La reconciliación de la que Pablo nos habla aquí no es una cosa hecha en el hombre. Aquí la palabra no significa un cambio de actitud en el hombre, que lo capacita para contemplar a Dios en una luz amistosa. Más bien, es algo completamente objetivo. La reconciliación fue obrada y concluida mientras todavía éramos enemigos de Dios. Fue una transacción pactal entre Dios y Cristo. Pero fue una transacción hecha a nuestro favor y provecho. Por su muerte, Cristo quitó las barreras que impedían a un Dios justo acercarse para confraternizar con los pobres y perdidos pecadores. La barrera del pecado da al hombre un estado de culpabilidad ante la santa ley. La culpa es un concepto legal, y debe eliminarse mediante una transacción legal.</p>
<p>Propiciación (Rom. 3:25). Probablemente esta palabra se acerca más al concepto hebreo de expiación. La palabra propiciación (lilas terion) viene de la palabra usada ara el propiciatorio o tapa del arca en el lugar santísimo (Heb. 9:5). La palabra hebrea para esta cubierta del arca es kaporeth. Puede traducirse como &#8220;lugar de la expiación&#8221;, porque el sumo sacerdote asperjaba sobre ella la sangre de la ofrenda del pecado siete veces, haciendo, por consiguiente, la expiación de los pecados de Israel (Lev. 16). Por supuesto que, todo esto está relacionado<br />
con la ley de Dios, porque la ley estaba depositada en el arca, debajo del kaporeth. Por su naturaleza misma, la ley es penal. Demanda una satisfacción por su violación. Sin derramamiento de sangre no hay remisión del pecado (Heb. 9:22). Lutero tradujo la palabra kaporeth con una palabra alemana que significa &#8220;asiento de la misericordia&#8221;. Pero sería igualmente correcto llamarlo &#8220;asiento de la justicia&#8221;. Se extiende la misericordia al pecador sólo porque se hizo justicia en la muerte de una Víctima sustitutiva. También la palabra griega jilasterion lleva la idea de aplacar a una persona ofendida o mitigar la ira. C. H. Dodd trató de ablandar el concepto bíblico de la ira de Dios y de probar que propiciación quiere decir expiación. Redención Entonces se puso de moda la costumbre de remover totalmente el concepto de la ira de Dios. Sin embargo, Leon Morris probó que no es posible eliminar ninguno de los dos: ni el siguificado obvio de la propiciación ni el concepto de la ira de Dios.3 El santo carácter de la ley de Dios demanda de él acción contra el pecado. La ley de Dios es una expresión de su santa auto-consistencia. No nos atrevemos a perder de vista la forma como Dios se horroriza ante el mal y lo detesta tanto como a los obradores de maldad. El que no tenga pasión contra el mal, no tendrá pasión por el bien. Dios no es un griegoestoico. Como es un Dios de ley, podemos saber que su ira no es ni impredecible ni vengativa. Sus actos siempre están en armonía con su ley. Podemos estar seguros de que él llevará a efecto su pacto con una fidelidad invariable.</p>
<p>También debemos recordar que, en la obra de propiciar su ira, Dios no castigó a un tercer incumbente. El mismo Legislador cargó con la penalidad del pecado y agotó su ira. El proveyó la expiación (Lev. 17:11). &#8220;Ciertamente, Dios estaba en Cristo reconciliando el mundo a si&#8230; &#8220;(2 Cor. 5:19). La expiación no induce a Dios a amar a los que él odiaba. Porque nos amaba envió a su Hijo para ser la propiciación por nuestros pecados (1 Juan. 4:10). La mayoría de los problemas relacionados con la propiciación se derivan de un intento de comprender la expiación aparte de sus relaciones judiciales. Si partimos de la premisa antiguotestamentaria de que Dios es un Dios de ley, y que la ley, por su naturaleza misma, es inexorable y penal, la muerte de Cristo debe contemplarse entonces como castigo jurídico del pecado.</p>
<p>Representación y Sustitución. El principio de la representación es la lección de aquellos pasajes donde a esús se lo presenta como el Nuevo Adán (Rom. 5:12-19; 1 Cor. 15:22). También está implícito en la mayoría de las menciones de la frase paulina &#8220;en Cristo&#8221; (P. ej. Efe. 1:1-10). La representación significa que Dios actúa a nombre nuestro y a nuestro favor. Es un concepto legal. Pero eso no es todo. No puede eliminarse el carácter legal sin vaciar de su significado bíblico esencial a la representación.</p>
<p>La sustitución significa que lo que Cristo hizo, especialmente en la cruz, fue hecho por nosotros. Fue por nosotros en el sentido de que fue hecho en nuestro lugar. Cristo dió &#8220;su vida en recate por muchos&#8221; (Mar. 10:45). En este texto la palabra por viene de la palabra anti, que significa &#8220;en lugar de&#8221;. También Pablo dice que Cristo &#8220;se dió a sí mismo en precio del rescate [antilutron-que literalmente significa rescate en lugar de, o rescate sustitutivol por todos" (1 Tim. 2:6). En muchos otros lugares Pablo declara que Cristo murió por nosotros; que fue hecho maldición por nosotros, etc. (1 Cor. 15:3; Gál. 3:13). En estos lugares, la palabra "por" viene del griego huper. Aunque huper no significa literalmente "en lugar de", no obstante, es imposible eliminar este sentido de muchos pasajes. La idea de que el sufrimiento y la muerte de uno pudiera aceptarse en lugar de otros es totalmente jurídica. Este es el mismo elemento que muchos han tratado febrilmente de abolir. Sería mucho mejor que los oponentes de la salvación jurídica admitieran lo que Marcio admitió cuando quiso deshacerse del libro de Apocalipsis. El dijo que era sencillamente "demasiado judío". La salvación, como se concibe en líneas jurídicas, no puede eliminarse ni de Pablo ni de ninguna otra parte del Nuevo Testamento.</p>
<p>Imputación. Las palabras imputar, contado, atribuir y acreditar provienen de la palabra griega logizomai, que aparece once veces en Romanos 4. El creyente tiene justicia imputada o atribuida a si (Rom. 4:6). Esta es la justicia de Uno (Rom. 5:18, 19). Pablo no está hablando de la experiencia del creyente, sino de su estado en el juicio de Dios. La imputación de nuestros pecados a Cristo (Rom. 5:19-21) y de su justicia a nosotros trata con realidades legales. Ni la imputación del pecado ni la de la justicia significan un cambio de carácter. Significan un cambio de posición legal. La imputación en sí misma no cambia el carácter moral del objeto. Pero si cambia la forma como se considera al objeto. ¡Y ciertamente el Calvario es una prueba de esto! Los que rechazan el marco jurídico del pensamiento bíblico ridiculizan este mensaje paulino de "justicia imputada" llamándolo "tontería imputada" y "ficción legal". Queremos contestar, junto con Lutero, a todos los que prescinden de las categorías legales y dicen que lo único que importa es la transformación moral, que si es así, Cristo trabajó ciertamente en vano y sufrió locamente sobre la cruz. ¿Por qué no se quedó más bien en el cielo y salvó a la humanidad, impartiéndole una transformación moral? Con todo, la expiación fue una transacción judicial totalmente fuera del dominio de nuestra transformación moral.</p>
<p>La Justicia de Cristo (Rom. 5:18, 19). La justicia que Dios imputa a la fe es la justicia de Cristo (Rom. 4:3-6; 5:18-19). Esta justicia consiste en su fidelidad pactal. A nuestro favor, él obedeció perfectamente la ley divina (compárese Rom. 2:6-16; 5:18). Juan Calvino se apoya en las Escrituras, cuando dice: "La justicia consiste en la Significado de la Ley Antiguotestamentaria observancia de la ley".~ "Porque si la justicia consiste en la observancia de la ley, ¿quién negará que Cristo ameritó para nosotros la gracia cuando, tomando sobre sí mismo la carga, nos reconcilió con Dios como si nosotros hubiésemos guardado la ley?"~ Por tanto, la justicia de Cristo, siendo que está relacionada con la ley, es un concepto legal.</p>
<p>Justificación. El tema central de Romanos y de Gálatas es la justificación por la fe. Cuando hablamos de justificación, estamos usando terminología de corte. Es una palabra que se relaciona con el día del juicio (Rom. 2:13-16). Significa ser "declarado justo por veredicto divino" (Schrenk) o ser "enmendado ante la ley" (A. H. Strong). En sí mismo, el ser justificado no significa recibir un cambio de carácter.6 Significa que el estado legal de uno ha cambiado. La justificación por la fe es inseparable de la obra de Cristo en la cruz porque es la aplicación salvadora de ésta al creyente. Jesús fue "contado entre los transgresores" en el Calvario. Esto no hizo de él un hombre pecaminoso en carácter. Lo constituyó en pecador sí, en lo que a su estado legal correspondía. Los que se burlan de la naturaleza puramente foránea de la justificación mediante una justicia imputada atacan la naturaleza puramente foránea de la condenación de Cristo por causa del pecado imputado. En gran parte del panorama religioso contemporáneo, la justificación por la fe es tenida como algo obsoleto y sin sentido, por haberse abandonado el marco legal del pensamiento bíblico. No se permitió que el Evangelio condujera a la gente a amar y reverenciar la ley de Dios, como lo hace el hombre del salmo 119. "Por cuanto la intención de la carne es enemistad contra Dios: porque no se sujeta a la ley de Dios, ni tampoco puede" (Rom. 8:7).</p>
<p>La Justicia de Dios (Rom. 1:16, 17). Pablo dice que no se averguenza del Evangelio porque en él se revela la justicia de Dios. Lo sorprendente del Evangelio de Pablo es que declara que la justicia de Dios significa salvación para todos los que creen. Hay una fuerza viril en el Evangelio. Cuando se lo pone en su marco bíblico, nos muestra que Dios no sólo está en la empresa de salvar a la gente, sino en el interés también de salvarla justicieramente. En todo el proceso mediante el cual el creyente pecador es justificado y recibe la vida eterna, se mantiene y se honra a la ley. Cuando justifica al creyente, Dios aparece como justo (Rom. 3:26). La ley no queda anulada sino establecida (Rom. 3:31).~</p>
<p>Esto nos recuerda otra vez lo que la Biblia quiere dar a entender por el poder de Dios. No significa una fuerza ruda. En la administración divina, el poder es primeramente poder de derecho. Hay algunas cosas que Dios no puede hacer. El no puede mentir, ni puede ser injusto. Y si el hombre ha de ser salvo, debe ser salvo en una forma que satisfaga las demandas más elevadas de la justicia divina. Debe satisfacer también el sentido humano de justicia, toda vez que el hombre fue hecho a imagen de Dios. Un perdón injusto, ilegal y barato no daría satisfacción ni a la Corte del Cielo ni a la corte de la conciencia humana. Por lo tanto, Dios debe establecer su derecho de salvar al pecador que cree. Esto fue lo que costó a la Deidad una auto-entrega infinita.</p>
<p>Podemos ver una ilustración de este aspecto en los asuntos de cualquier sociedad humana que tenga una vislumbre de justicia. Tomemos, por ejemplo, el caso de Patricia Hearst. Su encarcelamiento o libertad no dependían de poder acumular suficiente fuerza policiaca o militar. La batalla real sobre la suerte de esta mujer fue legal. Aquí fue donde la familia Hearst empeñó sus recursos. Una vez quedó establecido legalmente en corte el derecho para tomar cierto curso de acción, la reclusión o libertad eran sólo una conclusión inevitable. En una sociedad organizada, el derecho no procede de la fuerza. La fortaleza proviene del derecho. También así en materias gubernamentales y de grandes negocios, el poder para actuar se deriva de los procedimientos legales. Cuando esto cesa, toda sociedad decente llega a su fin y prevalece entonces "la ley de la selva"-la fuerza bruta.</p>
<p>Nuestro destino eterno no descansa sobre una ira vengativa ni sobre un amor impulsivo. La paz establecida sobre la sangre de la cruz es una paz justa y perdurable. No podemos prescindir de las categorías legales de la salvación bíblica sin comprometer la justicia de Dios y la seguridad del creyente.</p>
<p>Por esto es que una investigación de las palabras y conceptos paulinos más prominentes prueban que el apóstol descubre el significado del evento mesiánico en el marco de la jurisprudencia antiguotestamentaria.</p>
<p>El Marco Legal de la Teología de Juan</p>
<p>Nos volvemos ahora a la teología de un escritor bíblico que frecuentemente es tenido como quien enfatiza lo místico más bien que los aspectos jurídicos de la religión cristiana. Por supuesto, nos referimos a Juan, el apóstol del amor.</p>
<p>Recientemente, algunos eruditos han despertado a una nueva apreciación del pronunciado carácter judaico del Evangelio de Juan. Indiscutiblemente, el carácter judío del Apocalipsis de Juan es algo reconocido ya por mucho tiempo. Todo el libro es un mosaico de textos o alusiones a lugares, personas o instituciones del Antiguo Testa- mento. El Evangelio de Juan también refleja su trasfondo judío antiguotestamentario. Por lo tanto, no debemos sorprendernos al encontrar que él presenta su Evangelio en un marco legal. En su brillante ensayo sobre la justificación, Preiss muestra incisivamente que el elemento jurídico es tan prominente en Juan como lo es en Pablo.</p>
<p>Este aspecto ha sido extrañamente descuidado por los exégetas y más aún, de ser esto posible, por los que han tratado de dar una perspectiva, a vuelo de pájaro, del pensamiento de Juan; quiero decir, del aspecto jurídico. Es un hecho elemental, evidente y tan simple que me siento inclinado a pedir disculpas por hacer de ello un objeto de estudio; a saber, que sean notablemente frecuentes los usos de términos y argumentos jurídicos en los Evangelios y las Epístolas-tales como el Cristo enviado, testigo, juez, juicio, acusar, convencer, Paracleto. Aún aquellos términos de carácter más bien místico, como luz y verdad, revelan, al ser considerados desde este punto de vista, un marcadísimo énfasis jurídico: La verdad es contrastada menos con el error que con la falsedad, y menos con la falsedad en general que con un falso testimonio; y Jesús es la luz que juzga, y el que también derrama luz en este mundo oscuro y siniestro como decimos....</p>
<p>Los únicos textos donde el verbo "testificar" lleva el mero sentido impreciso de " declarar solemnemente" son 4:44 y 13:21. En todos los demás lugares, tanto el verbo como el nombre connotan un hecho que es, a una misma vez religioso y jurídico, concebido en el marco de un litigio legal.</p>
<p>En el 8:17, se hace alusión al principio jurídico de Deut. 17:6; 19:15, que requiere dos o tres testigos. "Tú de ti mismo das testimonio; tu testimonio no es verdadero. Respondió Jesús y díjoles: Aunque yo doy testimonio de mí mismo, mi testimonio es verdadero, porque sé de dónde he venido y a dónde voy. Vosotros según la carne juzgáis; mas yo no juzgo a nadie. Y si yo juzgo, mi juicio es verdadero; porque no soy solo, sino yo y el que me envió. Y en vuestra ley está escrito que el testimonio de dos hombres es verdadero. Yo soy el que da testimonio de mí mismo; y da testimonio de mí el que me envió, el Padre" (8:13-18). Podría suponerse que Jesús usa aquí las categorías legales de testigo, dar testimonio y juicio para contestar meramente las acusaciones que le levantaron los fariseos de haber testificado falsamente. Pero en otras ocasiones, el Cristo de Juan recurrió a estos temas espontáneamente. En el solemne monólogo que corona la entrevista con Nicodemo, declara que, considerando que es el Hijo de Dios, es también el único testigo ocular del mundo celestial (3:11-13) y explica más adelante que no desea ser el juez que condena, sino sólo el Hijo que salva. Pero que siendo la luz, provoca el juicio: los que creen, vienen a la luz que revela que sus obras son buenas, los que no creen, la evaden para que sus obras no sean descubiertas. Un poco más adelante (3:32-33), leemos que el que viene de arriba '1o que vió y oyó, esto testifica; y nadie recibe su testimonio. El que recibe su testimonio (otra expresión jurídica), éste signó que Dios es verdadero. Porque el que Dios envió, las palabras de Dios habla Puede percibirse claramente la conexión íntima entre testificar y el Enviado. El Hijo del hombre fue enviado de arriba para ser un Embajador, según interpretaba la ley rabínica el término: como un testigo que, debido a que vió y oyó al Padre, lleva toda la autoridad de un plenipotenciario. Después de anunciar el juicio y la resurrección, que como Hijo del hombre mismo llevará a efecto, Jesús declara (5:30): "No puedo yo de mí mismo hacer nada; como oigo, juzgo; y mi juicio es justo; porque no busco mi voluntad, mas la voluntad del que me envió, del Padre. Si yo doy testimonio de mí mismo, mi testimonio no es verdadero. Otro es el que da testimonio de mí; y sé que el testimonio que da de mí, es verdadero. Vosotros enviásteis a Juan, y él dió testimonio a la verdad. Empero yo no tomo el testimonio de hombres; . . Mas yo tengo mayor testimonio que el de Juan; porque las obras . . . que yo hago, dan testimonio de mí, que el Padre me haya enviado Luego Jesús afirma que es el único testigo que vió y oyó al Padre; que las Escrituras dan testimonio de él (verso 39); que no recibe gloria de los hombres; que los judíos no tienen la Palabra y el amor de Dios en ellos (versos 38-42); que Jesús no los acusará ante el Padre; que será Moisés quien los acusará, aquel en quien ellos fundaron sus esperanzas (versos 45, 46).</p>
<p>Hasta aquí tenemos una serie completa de temas interconectados: Jesús es el Testigo del mundo celestial; como tal, es el Juez del fin. Pero él no intenta ser el acusador de los judíos. Su kategor-es bien conocido que este término jurídico griego pasó a formar parte del lenguaje jurídico y religioso de los judíos a la misma vez que su antónimo ouvi'~-yopo~ [sunegoros~ o 2tclpaK?&amp;flTO; [parakletos] -sería Moisés, quien ellos creían ser abogado defensor e intercesor en el día del juicio. Jesús vuelve a estos temas cuando dirige sus últimas palabras a los judíos (12:35-36, 44-50): &#8230;. . yo no le juzgo; porque no he venido a juzgar al mundo, sino a salvar al mundo. El que me desecha, y no recibe mis palabras, tiene quien lo juzgue: la palabra que he hablado, ella le juzgará en el día postrero. Porque yo no he hablado de mi mismo; mas el Padre que me envió, él me dió mandamiento de lo que he de decir</p>
<p>¿Será mera coincidencia que estos cuatro grupos de textos, o capítulos, 3, 5, 8 y 12, giren en torno al título del Hijo del Hombre? No es menos que consistente con la escatologia clásica judía, y con la de Jesús, de acuerdo con los sinópticos, que el personaje central del juicio final sería el Hijo del Hombre. El será el Juez del fin. Pero también será el Parakleto ante el Padre; porque es el Justo que murió por los pecadores del mundo (1 Juan 2:1). Y en este mismo momento, testificando ante el Padre, ejecuta juicio mediante su Palabra. Cual la proa de un barco, dividiendo las aguas a izquierda y derecha, constriñe los hombres a declararse a favor o en contra suya. Así su juicio es presente y futuro. El proceso del juicio se revela tanto en la tierra como en el cielo: el Testigo que vino del cielo, de quien dan testimonio Dios mismo, sus obras, las Escrituras y Juan el Bautista-aquel que se constituyó en el objeto del ataque del mundo (primeramente oculto y luego abiertamente) es el que está a punto de ser condenado por los hombres. Pero no cesa de dar testimonio al mundo de que sus obras son malas (7:7); no necesita que nadie le diga lo que hay en el hombre; él mismo conoce lo que hay en el hombre (2:25), porque él es el Juez, quien es luz y quien derrama la luz (3:21). Ante la corte de Anás, Jesús se comporta como un testigo (18:23), y ante la corte de Pilato (18:37) afirma que vino al mundo a dar testimonio de la verdad. La verdad es que el mundo está condenado y que el que está condenándolo es el único hombre justo y verdadero. En el curso de este gigantesco debate jurídico, del cual consiste la vocación terrenal de Jesús, emergen otras figuras como: el notable Juan Bautista, los testigos oculares, los que le escucharon (3:28) y la multitud que da testimonio de la resurrección de Lázaro (12:17).</p>
<p>Después de la resurrección sigue el debate; ante un mundo hostil, el testigo por excelencia será el Espíritu. El a su testimonio mediante el agua del bautismo y la sangre del Crucificado; y estos tres son uno; el Espíritu es como el Hijo y el Padre, verdad en sí mismo (1 Juan 5:6). El testimonio del Espíritu hace que los discípulos testifiquen ante el mundo (15:26-27).</p>
<p>Y sobre esto, Juan desarrolla toda una teología del testimonio interno y externo del Espíritu que cobra significado sólo cuando se contempla sobre el trasfondo de la lucha entre los creyentes y el mundo; lucha que se desarrolla tanto ante el tribunal interior del creyente como ante el tribunal exterior del mundo (15:26-27).</p>
<p>Pero, a fin de apreciar correctamente esta nueva fase del conflicto terrenal y su conexión con Jesús, debemos apreciar el drama desde el plano celestial y cósmico. En este punto, la kerigma de Juan queda más bien encubierta. Pero lo que descubre es bastante claro. Al momento de aceptar el Hijo del hombre su glorificación (esto es, quedar enterrado en las tinieblas de la condenación y de la muerte), y cuando la voz celestial dice en confirmación, &#8220;.</p>
<p>lo he glorificado, y lo glorificaré otra vez&#8221; (12:23, 28), Jesús declara: &#8220;Ahora es el juicio de este mundo; ahora el príncipe de este mundo será echado fuera. Y yo, si fuere levantado de la tierra, a todos traeré a mi mismo&#8221; (12:31, 32).</p>
<p>Este texto bastaría por sí solo para destruir el prejuicio actual que afirma que para Juan, el juicio es algo puramente interior, inmanente y espiritual, y que él interioriza la escatología primitiva de Jesús, y espera del futuro sólo la presencia continua del Espíritu. De hecho, la lucha incluye un aspecto trascendental y un juicio final. Pero el asunto es que Juan es muy reservado en lo que toca al mundo trascendental y al futuro. Sucede que él tomó sencillamente muy en serio la verdad de que sólo el Hijo del hombre conoce la vida del mundo venidero y que prohibió las especulaciones apocalípticas respecto de este mundo y del más allá. Con todo, las pocas vislumbres del más allá que él permite, bastan para mostrarnos que tanto la escatología como cualquier otra cosa, se concentran estrictamente en la cristología. En el Hijo del Hombre, el Juez del futuro, el juicio ya está misteriosamente presente. En el mismo instante que el Hijo del Hombre acepta la muerte, toma lugar ante la presencia de Dios el evento decisivo: Satán es echado fuera. Aquel, cuyo nombre es &#8220;acusador&#8221; queda expulsado de la presencia divina. Ese es el juicio de este mundo. El dominio de Satanás queda quebrantado. Este texto no podría tener mejor comentario que el del himno apocalíptico (Apoc. 12:10-12): &#8220;Ahora ha venido la salvación, y la virtud, y el reino de nuestro Dios, y el poder de su Cristo; porque el acusador de nuestros hermanos ha sido arrojado, el cual los acusaba delante de nuestro Dios día y noche. Y ellos le han vencido por la sangre del Cordero, y por la palabra de su testimonio ¿Podrá sostenerse que porque este evento esté considerado como pasado, el Apocalipsis lleve una escatología espiritualizada e interiorizada? El himno continúa con la advertencia para los hombres de que el diablo descendió a la tierra teniendo grande ira, sabiendo que su tiempo es corto. Similarmente el Evangelio de Juan admite que Satán seguirá obrando sobre la tierra. Habrá una disyunción trágica, pero provisoria, entre las series de los eventos celestiales y terrenales. Pero la contienda que termina en la condenación de Jesús, va acompañada de lo que culmina en la condenación de atanás, el acusador. Y, con su visión profética, el Cristo de Juan-y Juan también-ve eventos trascendentes y futuros contenidos ya en eventos terrenales y actuales. El Hijo del Hombre, exaltado sobre la cruz y levantado al mismo tiempo en forma paradójica hasta la gloria del Padre, tomará el lugar del acusador para reinar como Intercesor, como Parakleto. Parakleto delante de Dios. Siendo él el Justo, es la propiciación por los pecados del mundo entero (1 Juan 2:1). De aquí que será capaz de traer a sí todos los hombres (12:32).</p>
<p>¿Cómo lo hará? Mediante el Espíritu, hasta el día del advenimiento final para la resurrección general y el juicio final. ¿No tendrá significado que la función del Espíritu se describa con más regularidad en Juan en términos jurídicos que en el resto del Nuevo Testamento? El es el Parakleto, él da testimonio, él convence al mundo de pecado, de justicia y de juicio. El es el Testigo por excelencia: él es la verdad que se opone al falso testimonio. Si los exégetas no saben qué hacer con el EspírituParakleto, es porque no comprenden que tiene significado sólo dentro del marco del conflicto cósmico. Aún en el pensamiento judío se asigua al Espíritu un rol jurídico preciso.8</p>
<p>Preiss señala además la forma como el Evangelio de Juan complementa al de Pablo:</p>
<p>Si por una parte es menos detallado que Pablo, tocante al aspecto subjetivo de la justificación, por la otra es más preciso que Pablo respecto al conflicto cósmico. . . No todos los personajes de este drama de justificación eran conocidos entonces. Satán, el acusador, había sido olvidado. El drama se había tornado en lo particular en un asunto no temporal, personal e interior; separado aislado del gran drama cósmico de la venida del Reino y su justicia y de la victoria sobre Satán. ¿No es significativo que la exégesis fracase aún, no reconociendo que la parábola del Juez Injusto (Luc. 18:1-8), tanto como su hermana gemela del fariseo y el publicano, traten con la justificación más en su aspecto objetivo; es decir del gran choque entre Dios y su Elegido por una parte y Satán y sus partidarios por la otra?&#8230;</p>
<p>¿Acaso no se centra la escatología como un todo en el juicio de Dios sobre el mundo? ¿Y no incluirá ésta siempre como consecuencia un aspecto jurídico absolutamente esencial? ¿Y no será el Juez el Hijo del Hombre, personaje central de este conflicto entre Dios y el príncipe de este mundo? Todo cuanto Pablo dice de la justificación es nada menos que una parte integral de lo que uno puede<br />
llamar, por falta de un mejor término, el conflicto cósmico. En conexión con esto puedo mencionar, aparte de Lucas 18:1-8, la grandiosa visión de la corte de justicia celestial que forma el clímax del proceso de la justificación (Rom. 8). Si deseamos vencer nuestra dificultad para apreciar las verdaderas dimensiones de esta doctrina, debemos romper este hábito antiguo que se remonta quizá hasta el siglo segundo, antes de la Reforma, y que enfatiza unilateralmente el aspecto puramente individual y subjetivo de esta importante doctrina. Pero aquí no estamos ocupados en la tarea de demostrar cómo esta distorsión empobrece la kerigma bíblica y oscurece su espléndida unidad. Señalaremos sencillamente que ha exagerado indebidamente la diferencia entre Pablo y Juan. Porque el pensamiento de Juan coloca ante nosotros precisamente este aspecto objetivo y cósmico del gran conflicto.9</p>
<p>Nos volveremos ahora a la obra de Allison Trites. Gran parte de su libro, <i>The New Testament Concept of Witness</i>, trata con el cuerpo de la literatura escrita por Juan, dado que éste usa la palabra testimonio (o testigo) cerca de setenta veces-más que cualquier otro escritor del Nuevo Testamento. Dice Trites:</p>
<p>Igual que Isaías 40-45, el cuarto Evangelio es de importancia particular, porque presenta un uso constante de la metáfora jurídica..</p>
<p>Para empezar, diremos que frecuentemente los dichos de Jesús en el cuarto Evangelio son descritos como &#8220;discurso&#8221;, pero más bien y comúnmente, son debate jurídico. Las discusiones de Jesús con &#8220;los judíos&#8221; suenan como un proceso legal: de hecho, los primeros doce capítulos llevan como tema principal el conflicto de Jesús con el lou&amp;íio lloudaioil, que representa al mundo incrédulo en su hostilidad hacia Dios. El Profesor Johnston señala que &#8220;toda esta sección lleva la forma de un gran debate o sesión legal&#8221;. La &#8220;argumentación&#8221; que parece &#8220;tan positivamente repelente&#8221; para Burkitt es un elemento integral del cuarto Evangelio, y provee justamente el contexto de una contienda y debate dónde uno espera ver testigos llamados y evidencia presentada para sustanciar las afirmaciones de Cristo. &#8230;</p>
<p>La idea del testimonio en el Evangelio de Juan es tanto implícita como ampliamente prominente así como totalmente jurídica y debe entenderse en términos del lenguaje legal del Antiguo Testamento.</p>
<p>Otras palabras jurídicas aparecen en el cuarto E vangelio en el contexto de la hostilidad y el debate con una frecuencia notable. El uso de palabras griegas tales como Kpícytq [krisis] (once veces), KpivEív jjkrineinj (diecinueve veces), KPI*ta [krima] (9:39), Karryyopía [kategoriaj (18:29), ~cutiyyoptv [kategoreinj (5:45, dos veces), úiroKpivsoO«1 [apokrinesthaij 5:17, 19), úitói&lt;ptcstq [apokrisisj (1:22; 19:9), ~3i~jíu Ibemal (19:13), ~n~jaí~ [zetesis] (3:25), ~XÉyy~ív [elegcheinl (3:20; 8:46; 16:8), óiioXoyciv [homologein] (1:20, dos veces; 9:22; 12:42), &amp;pv~kiOa~ [arneisthai] (1:20; 13:38; 18:25; 27), cíi~dcí [aitiaj (18:38; 19:4, 6), EUPÍt3KEIV [heuriskein] (18:38; 19:4, 6) y oxío¡ia [schismaj (7:43; 9:16; 10:19) sugieren la idea de que la obra de Cristo se levanta sobre un trasfondo de oposición donde resultaría natural tratar de probar el caso de Cristo cuando está siendo cuestionado y desafiado.</p>
<p>En el cuarto Evangelio parece interpretarse la obra del Espíritu en forma jurídica. No sólo queda el Espíritu descrito por la palabra judicial flapáKXrIroc. [Parakletosj (14:16, 26; 15:26; 16:7; compárese con 1 Juan 2:1), sino que su actividad está totalmente de acuerdo con tal designación.</p>
<p>El respeto prestado a la ley antiguotestamentaria de la evidencia indica que Juan tiene un caso que está ansioso de probar. Por esto es que aún la declaración de Jesús mismo no se acepta como válida sin confirmación (5:31). Similarmente, Jesús aparece citando la regla antiguotestamentaria que dice que el "testimonio de dos hombres es verdadero" (8:17). Esta regla viene de Deut. 19:15, y puede localizarse en varios lugares del Evangelio de Juan-el capítulo uno contiene el doble testimonio del Bautista y los discípulos; el capítulo 2 establece la realidad del milagro mediante dos testigos independientes; el capítulo 5 registra el testimonio del Bautista, las obras de Cristo y las Escrituras; el capítulo 20 presenta dos ángeles en la tumba vacía, donde Marcos sólo presenta uno. Definitivamente, Juan está interesado en presentar evidencia legal admisible.</p>
<p>La creencia es un concepto central del cuarto Evangelio; de hecho, "ningún otro evangelista habla tan repetidamente de la creencia y de la incredulidad' ~ Por esto el verbo ,ucvtsúctv [pisteuein] aparece unas noventa y ocho veces en el Evangelio, usualmente con referencia a Cristo como objeto de la fe (P. ej. 3:16; 4:39; 6:29; 12:44; 17:20). Esto no es sorprendente en vista del carácter testimonial y evidencial de este Evangelio (20:31), y tal cosa sostiene la noción de que el Evangelista está tratando de convencer a la gente de que Jesús es el Cristo, el Hijo de Dios. Tomando prestada una frase del 19:35, él escribe para que, &#8220;vosotros también creáis</p>
<p>En los capítulos del uno al doce, Juan usa un lenguaje foráneo para describir un proceso cósmico legal entre Dios y el mundo, y en este aspecto, lleva un parecido a Isaías 40-55. En este proceso, Cristo es el Representante de Dios; y los judíos, los representantes del mundo. Los judíos, en su alegación, basan sus argumentos sobre la ley, mientras que Jesús apela al testimonio dado en su favor por Juan el Bautista, sus propias obras y las Escrituras, refiriéndose, además, a precedentes en la historia antiguotestamentaria y a predicciones cumplidas. El proceso alcanza su clímax en los procedimientos ante Poncio Pilato, donde Cristo queda sentenciado a muerte. Sin embargo, la muerte de Cristo es paradójicamente el medio por el cual queda glorificado y trae a si a todos los hombres &lt;12:28, 32). Mediante su derrota aparente en el Calvario, Cristo gana su caso y &#8220;vence al mundo&#8221; &lt;compárese con 16:33 donde se usa el tiempo perfecto de V1KñV [nikanj&gt;. En vez de ser la cruz su juicio, es realmente el juicio del mundo; por éste, toda boca se tapa y el mundo entero se encuentra culpable ante Dios (12:31; compárese con Rom. 3:19). El  [diabolos] está activo oponiéndose a Cristo &lt;8:44; 13:2); como ó Zataváq [ho Satanás] utiliza a Judas, ó vió; ti~ &amp;aro,XEía; [ho huios tes apoleias] en la maquinación de la traición y arresto (13:27; 17:11; compárese con 18:2-12 y 6:70 donde Judas mismo es llamado [diabolos]). Sin em- bargo, la cruz trae consigo la derrota legal de Satán. El [archon tou kosmou], mencionado en el 12:31, en el 14:30 y en el 16:11 es &#8220;echado fuera&#8221; de la Corte Celestial, para que no pueda acusar más a los que siguen a Cristo; fué vencido mediante el levantamiento del Hijo del Hombre (12:3 1 en adelante, donde se nota un significado doble para óx~,oúv ~hupsounj; compárese con Job. 1:6-12; 2:1-6; Zac. 3:1 en adelante; Apoc. 12:9-12). Los cargos del mundo y de los judíos contra Jesús fueron probados falsos-punto sugerido apocalípticamente por la expulsión del fiscal celestial  [ekblethesetai], 12:3 1). ~&#8217;El príncipe de este mundo fue juzgado y declarado sin derecho justo o demanda sobre el pueblo de Dios&#8221;. Inversamente, mediante la victoria judicial, Jesús adquiere un derecho legal sobre todos los hombres-idea que se clarifica cuando se comprende el trasfondo legal del [helkeinj. La primera fase del proceso queda completada en ocasión de la "ascensión" del primer Abogado hasta el Padre &lt;20:17), para pleitear, de acuerdo con 1 Juan, la causa de los pecadores creyentes ren la corte celestial &lt;1 Juan 2:1; compárese con Juan 17:9 en adelante). La segunda fase comienza cuando el Espíritu desciende para funcionar como el Parakleto en la tierra (14:16, 25; 16:8-11)."</p>
<p>Refiriéndose al libro de Apocalipsis, Trites cita las palabras de Caird:</p>
<p>El uso repetido de las palabras "testigo" y "testimonio" es uno de los muchos puntos de semejanza entre el Apocalipsis y el cuarto Evangelio. En griego, tanto como en Inglés, estas palabras podrían tratarse como metáforas muertas, sin ninguna referencia consciente a la corte legal, que fue su uso primario. Pero ambos libros usan la palabra en un sentido forense principalmente. Inspirándose posiblemente en el ejemplo de segunda de Isaías, el autor del cuarto Evangelio presenta su argumento en la forma de un debate judicial, en el que comparecen testigo tras testigo hasta que el Abogado Divino, el Parakleto, tiene toda la evidencia necesaria para convencer al mundo de que Jesús es el Hijo de Dios, ganando así su caso. En el Apocalipsis, el escenario de una corte es más realista aún; dado que Jesús había llevado su testimonio ante el tribunal de Pilato y los mártires debían encarar un juez romano. Lo que deben recordar a medida que presentan su evidencia es que la evidencia está siendo oída en una corte de mayor autoridad, donde los juicios, que son justos y verdaderos, provienen del gran trono blanco.'2</p>
<p>Dice Trites:</p>
<p>Bajo estas condiciones uno debería esperar que se le diera su peso total, en cualquier mensaje de aliento, a las palabras que llevan connotaciones foráneas. El uso de nombres tales como ~úpru~ [martus] (1:5; 2:13; 3:14; 11:3; 17:6), I.iapmpía Imarturia] (1:3, 9; 6:9; 11:7; 12:11, 17; 19:10; 20:4), oatavú ¡satanás] (2:9; 3:9; 12:9), á¡3o?~o~ [diabolos] &lt;2:10; 12:9, 12), KtitTj~yo)p [kategor] (12:10), i&lt;píat~ [krisis] (14:7; 16:7; 18:10; 19:2), KptIIa [krimaj (17:1; 18:20; 20:4), Opóvo~ [thronos] (2:13; 20:4; 11 en adelante), uió~ (toú) ñv0pdntou [huios (tou) anthropou] (1:13; 14:14; compárese a Juan 5:27), vsqé?~ [nepheleJ &lt;1:7; 11:12; 14:14-16; compárese con Mar. 14:62 paréntesis), IhI~Xía [biblia] (usado dos veces en 20:12 para referirse a los &#8220;libros de registro&#8221;; compárese con Daniel 7:10;); de verbos tales como &#8220;dar testimonio&#8221; j.1apmp~iv [marturein]1:2; 22:16, 18, 20), &#8220;confesar&#8221; (ó~íoXo-yEiv [homologein], 3:5), &#8220;negar&#8221; (ñpv~io0iu [arneisthai], 2:13; 3:8), &#8220;acusar&#8221; (K~rlyyopstv [kategorein], 12:10), &#8220;juzgar&#8221; (KpívEw [kri- nein], 6:10; 11:18; 16:5; 18:18, 20; 19:2, 11; 20:12 en adelante), &#8220;vengar&#8221; o &#8220;vindicar&#8221; (iKaíKEiv [ekdikein], 6:10; 19:2; compárese con Luc. 18:3, 5), &#8220;tener en contra&#8221; (~x~v [echein] con tcíta [kata] en 2:4, 14, 20), &#8220;encontrar&#8221; (o5píacrív [heuriskein], 3:2); y de adjetivos tales como ~rioxó~ [pistos] (1:5; 2:10, 13; 3:14; 17:14; 19:11; 21:5; 22:6) y ñh10ívó~ [alethinos] (3:7, 14; 6:10; 15:3; 16:7; 19:2, 9, 11; 21:5; 22:6) muestra que, de hecho este es el caso. Jamás estuvieron lejos de la mente del autor las metáforas obtenidas de la corte legal.&#8217;3</p>
<p>Apocalipsis 12 &#8220;presenta una de sus escenas legales (es decir, de Juan)&#8221;.&#8217;4 Satanás es el acusador o el fiscal, mientras que Miguel se levanta como el consejero de la defensa. El caso de Satanás contra el pueblo de Dios queda nulo mediante la sangre de la cruz, saliendo ellos victoriosos en la corte de la ley.</p>
<p>Resumen</p>
<p>El Evangelio del Nuevo Testamento no sólo está ubicado en el marco de la historia antiguotestamentaria. Está ubicado también en el marco de la ley antiguotestamentaria. El acto salvador de Dios en Cristo fue tanto un evento histórico como una transacción legal. Dios actuó de tal forma que la salvación de la raza humana fue efectuada legalmente, el problema del pecado resuelto, el diablo derrotado, la muerte abolida, e hizo aparecer la justicia eterna. El futuro no es más que una conclusión inevitable, porque la victoria decisiva ya se obtuvo. La salvación está en los procedimientos justos y legales de la Corte del universo.</p>
<p>La objeción de que el elemento jurídico de la teología es frío e impersonal, se desprende de un doble malentendido. Por una parte, brota de una mala comprensión del carácter de Dios. El es un Dios de ley, que creó un universo estructurado bajo el régimen de una ley inexorable. La Biblia declara en todas sus partes que el hombre se enfrenta a un juicio final, dónde será juzgado por la ley (Rom. 2:6-16). Por otra parte, el hombre, hecho a la imagen de Dios, es una criatura de ley. Su propia conciencia testifica de la demanda insaciable del corazón por justicia. El hombre no puede ser verdaderamente humano a menos que sepa que está en lo justo-es decir, justificado. Todo el comportamiento humano está relacionado con la justificación. El comportamiento del hombre proviene del esfuerzo empeñado para justificarse, o del consuelo de ser justificado. Sólo una salvación establecida legal e históricamente puede dar paz a la conciencia humana y una base segura sobre la cual construir para el tiempo y para la eternidad. Aunque la verdad bíblica no apele directamente a las emociones, conmociona al hombre en el centro de su existencia. Sólo ella puede afectar profundamente sus más íntimos sentimientos, porque sólo ella puede satisfacer sus necesidades más recónditas.</p>
<p>1. J. Duncan M. Derret, Law in the New Testament, pág. 397.<br />
2. véase a Gustaf Aulen en The Faith of the Christian Church, capItulo 26. Aulen enfatiza que la expiación significa liberación de los poderes hostiles y contiende que esta fue la interpretación que dió Lutero al significado de la expiación. Aulen está correcto en lo que afirma, pero incorrecto en lo que niega. Ni Aulen, ni ninguno otro, pueden deschacerse del claro sentido legal de la transacción del calvario como la presentaron Pablo y Lutero. La verdad no se encuentra en contraponer el elemento de la liberación de los poderes hostiles al elemento legal. Ambos van juntos. La deuda legal del hombre significa que éste fue vendido a los poderes hostiles. De hecho, la ley de Dios encarcela al pecador bajo el dominio del pecado &lt;Rom. 7:1-8; 1 Cor. 15:56). La libertad de la deuda legal conduce a la liberación de la esclavitud de los poderes hostiles (Col. 2:14, 15). Ambos elementos son inseparables.<br />
3. Leon Morris, The Apostolic Preachtng of the Cross, pág. 144-213. Significado de la Ley Antiguotestamentaria<br />
4. Juan Calvino, Institutes of the Christian Religion, libro 2, cap. 7, sec. 5.<br />
5. Ibid, libro 2, cap. 17, sec. 5.<br />
6. Sin embargo, un cambio de carácter acompafiará siempre al veredicto divino de justificación.<br />
7. Es muy apropiado el comentario de James Orr sobre este punto: &#8216;Fue señalado antes que los reformadores se mantuvieron lejos de considerar la justificación como sencillamente una amnistía, o un pasar por alto&#8221;, o un perdón de pecados sin tomar en cuenta lo que concierne al testimonio condenador de Su ley contra el pecado. En su estima, no menos que en la del apóstol, la justificación no fue sencillamente echar a un lado la demanda de la ley sobre el pecador, sino la declaración de que tal demanda había sido satisfecha y que la ley no tenía más cargos que levantar contra él. Es justificación sobre una base inmutablemente justa; sólo que la justicia que sostiene esta nueva relación, no está en el creyente mismo, sino en el Salvador, con quien la fe lo une-James Orr, The Progress of Dogma, pág. 260.<br />
8. Theo Preiss, Lije in Christ, págs. 11, 15-20. 58 El Patrón de la Historia de la Redención<br />
9. Ibid., págs. 27, 13-14.<br />
10. R. D. Potter, Topography and Archaeology in the Fourth Gospel&#8221;, TU [Texte und Untersuchungen zur Geschichte der altchristlichen Literatur], 73 (1959), 330.<br />
11. Allison A. Trites, The New Testament Concept of Witness, págs 78-81, 112-13.<br />
12. G. B. caird, A Commentary on the Revelation of St. John, the Divine (London, 1966), págs. 17-18, citado en Ibid., pág. 154.<br />
13. Trites, New Testament Concept of Witness, págs. 161-62.<br />
14. Ibid., pág. 170.</p>
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		<title>Textos Bíblicos Mal Compreendidos Sobre o Tema da Alimentação</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jan 2008 10:13:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandehugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<description><![CDATA[Prof. Azenilto G. Brito
Cristo declarou em Marcos 7:18-20: “Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E assim considerou ele puros todos os alimentos. E dizia: O que sai do homem, isso é o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ministerioss.wordpress.com&blog=2349349&post=19&subd=ministerioss&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="right">Prof. Azenilto G. Brito</p>
<p>Cristo declarou em Marcos 7:18-20: “Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E assim considerou ele puros todos os alimentos. E dizia: O que sai do homem, isso é o que o contamina. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura: Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem”.<br />
<span id="more-19"></span><br />
Que questões estão aqui envolvidas? O Novo Testamento deixa bem claro: “Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo”. I Cor. 6:19, 20. E também: “Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado”; “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. 1 Cor. 10:31.</p>
<p>Nenhuma Nova Lei</p>
<p>As Escrituras são coerentes. Elas não iriam ensinar-nos a cuidar bem com o que comemos e bebemos num lugar para noutro ensinar que não importa o que comemos ou bebemos. O problema com o texto de Marcos 7 é que muitos não percebem a natureza do debate que Cristo está levando a cabo. O mesmo ocorre com a atitude de Cristo quanto à lei divina e, particularmente, o sábado, tão mal compreendida por certos intérpretes bíblicos.<br />
Quanto à lei, em todo o seu Sermão da Montanha (Mateus caps. 5 a 7) jamais se percebe Jesus falando sobre alguma nova lei que veio implantar para substituir a antiga lei divina. De modo algum, tanto que afirma no início que não veio aboli-la, e sim cumpri-la, incentivando os discípulos a uma obediência a essa lei de modo a “exceder em muito a [justiça] dos escribas e fariseus” (Mat. 5:20). Na seqüência, a ênfase de Cristo é exaltar os princípios mais profundos e espirituais da lei, perdidos de vista pela liderança religiosa judaica (“ouvistes o que foi dito aos antigos . . . Eu, porém, vos digo. . .”). Ele não faz tais comentários no sentido de substituição de lei nenhuma, mas de interpretação do correto sentido e valor da lei divina que permanece como norma de vida, firmada que é no duplo princípio de “amor a Deus sobre todas as coisas” e “amor ao próximo como a si mesmo” (ver Mateus 19:17-19 e 22:36-40, cf. Levítico 19:18 e Deuteronômio 6:5). Afinal, já o patriarca Jó, no seu antiquíssimo livro (muitos entendem ter sido o primeiro livro da Bíblia escrito), declara: “Fiz concerto com os meus olhos para não olhar com lascívia para uma donzela” (Jó 31:1, NIV). Portanto, olhar para uma mulher com intenções impuras não é um princípio que passou a valer a partir das palavras de Cristo, bem como odiar um semelhante sempre foi errado.</p>
<p>Sobre o sábado, quanta interpretação equivocada não ocorre quanto ao significado dos debates de Cristo por curar nesse dia. Em lugar de insinuar menosprezo pelo mandamento ou intenção de indicar sua abolição, Cristo Se defende das acusações que lhe lançam por curar no sábado esclarecendo que fazia o que era “lícito” (Mat. 12:12), o que significa “em harmonia com a lei”. Se Ele é o “Senhor do sábado” (Mat. 12:8) que foi “feito por causa do homem” (Mar. 2:27) e ao qual observava regularmente (Luc. 4:16) como iria passar a combater uma instituição por Ele mesmo estabelecida como Criador (Heb. 1:2)? Na verdade, o sentido de Seus debates não era SE deviam observar o sábado, QUANDO deviam o observar o sábado, mas COMO observar o sábado. Ele buscava restaurar o mandamento a sua correta aplicação, livrando-o dos acréscimos aplicados ao mandamento pelas tradições dos fariseus.</p>
<p>Cristo Debate Pureza Moral Sobre Pureza Cerimonial</p>
<p>Então, encontramos a Cristo uma vez mais empenhado em debater questões legais com líderes religiosos dos judeus e novamente há muita incompreensão do verdadeiro sentido desses debates. Os fariseus mantinham leis bastante estritas concernentes à pureza ritual. Eles criam que tocar num gentio (não-judeu) no mercado seria contaminante. Todos os utensílios de cozinha, como potes e panelas, copos e pratos, deviam ser lavados completamente no caso de algum gentio tê-los tocado, desta forma os contaminando (ver Mar. 7:1-5).</p>
<p>O objeto das discussões em Marcos 7 não eram as leis higiênicas dadas a Israel (Levítico 11) por um Deus amoroso que visava a proteger a saúde de Seus filhos, mas as tradições, os acréscimos ilegítimos a essa lei criados pelos fariseus, ou seja, as “tradições dos anciãos” (Marcos 7:5). Estes criam que comer com mãos sem lavar acarretaria contaminação procedente dos gentios. O ponto em discussão não era o que comer, mas como comer. Não se tratava do repúdio das leis de saúde concedidas pelo próprio Senhor, mas uma rejeição das idéias sobre contaminação cerimonial por contatos com gentios.</p>
<p>Nesse contexto é que “o que de fora entra no homem não o pode contaminar” no sentido espiritual. O que poderia proceder da mente de um homem é que seria realmente contaminante, quando isso representasse os piores pecados que Cristo enumera nos vs. 21 e 22. Nenhum alimento é cerimonialmente impuro pois o alimento em si não traz consigo pecado algum.</p>
<p>O motivo porque Deus criou muitas regras quanto a “impureza cerimonial” (como no caso das mulheres menstruadas—Lev. 15:25) era para impressionar no povo a malignidade do pecado. Daí, os “contaminados” sob tantas dessas regras iriam buscar a “purificação” através de abluções, ofertas trazidas ao Templo, cumprimento de prazos, etc.</p>
<p>Cristo de modo algum está liberando todo tipo de comida para Seus discípulos, pois se o fizesse, teria que ser considerado “mínimo no reino dos céus”, a levar-se em conta Suas próprias palavras em Mateus 5:19. Nesse caso estaria ENSINANDO a violação das leis de restições alimentares. E os que ensinam que tais leis cessaram com a morte de Cristo na cruz não sabem justificar como as estaria abolindo ANTES do tempo em que tais leis supostamente seriam abolidas.</p>
<p>Pedro e Paulo Não Contrariaram a Lei Divina</p>
<p>Que Cristo não aboliu tais leis, ou ensinou isso, percebe-se no episódio da visão do lençol em Atos 10, onde Pedro demonstra que não aprendeu tal lição com Cristo pois recusava-se a matar e comer os quadrúpedes, répteis e aves imundas que lhe surgiram na visão. Mais tarde ele entendeu que aquilo se referia aos gentios, aos quais os judeus consideravam “imundos”, como já discutimos acima (ver Atos 10:28, 34, 35).</p>
<p>Os escritos de Paulo são outra fonte de incompreensão de muitos intérpretes da Bíblia. Isso pode ser perigoso à luz do que Pedro declarou em 2 Pedro 3:15-17. Quando ele trata da questão de certos alimentos a serem ou não consumidos, novamente se revela a incompreensão do que está dizendo, pois pessoas lêem os seus escritos com pressupostos que não correspondem à realidade histórica, cultural e contextual das questões por ele levantadas.</p>
<p>Em 1 Coríntios 8:1 o Apóstolo, por exemplo, trata dos alimentos sacrificados a ídolos, o que é realçado no vs. 4. Em 1 Coríntios 10:25 ele chega a recomendar que se coma “tudo que se vende no mercado”, mas o problema deve ser identificado. Porções das carnes que eram sacrificadas em cultos de ídolos pagãos em Corinto eram vendidas nos mercados locais. Isso levou alguns judeus muito estritos a adotarem um regime vegetariano (Romanos 14:2-4). A questão aqui é saber se seria moralmente errado comer carne oferecida a ídolos. A resposta de Paulo é que os ídolos nada são (1 Cor. 8:4) mas que não se deve causar escândalo para um irmão que tivesse escrúpulos mais sensíveis quanto ao tema. Em respeito a esses seria melhor não empregar tal alimento (1 Cor. 8:11-13).</p>
<p>Na referência a 1 Timóteo 4:3 (os que “proíbem casamento, exigem abstinência de alimentos, que Deus criou para serem recebidos com ações de graça”) Paulo se refere a certos sectários de seu tempo (a expressão “últimos dias” tem o sentido de “tempo desde a presença do Messias”). Tratam-se de sectários de tendências ascéticas, como certos grupos gnósticos. Os heréticos colossenses, sobre os quais infelizmente não há muita informação, demonstravam tais tendências, cheios de regras “não toques, não manuseis” (ver Colossenses 2: 8, 16, 21).</p>
<p>O próprio fato de ressaltar que tais alimentos deviam ser “recebidos com ações de graça” indica que Paulo trata daquilo que mereceu aprovação divina, não dos alimentos proibidos por Deus que, logicamente, não se enquadrariam nesse qualificativo. E se Deus os “criou para serem aceitos com ações de graça”, por que sua utilização só se prenderia ao tempo do Novo Testamento? O Apóstolo está se expressando contra o fanatismo dos que declaram que todo prazer físico é mau. Isso, em parte, deriva da noção dualística originária da filosofia grega, que atribuía ao corpo a maldade, enquanto a “alma” seria o elemento puro a ser refinado.</p>
<p>A admoestação paulina à comunidade de crentes em Cristo é de que “o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” e que “apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (1 Tess. 5:23; Rom. 12:1). O apóstolo João faz uma saudação a um nobre amigo cristão ressaltando os seus “votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma” (3 João 2).</p>
<p>Destarte, uma vez mais o tema em discussão não eram os alimentos proibidos pela legislação levítica. Cristo não veio para purificar porcos, ratos e urubus para que sirvam de alimento para Seus filhos. Ademais, essas leis higiênicas não tinham caráter prefigurativo, em nada apontavam à cruz e ao sacrifício expiatório de Cristo. Não tinham por que, pois, serem abolidas.</p>
<p>Proibição do Começo ao Fim da História Humana</p>
<p>Quando Noé entrou na arca recebeu instrução de levar sete pares de animais limpos e só dois dos animais imundos (ver Gênesis 7: 2 e 3), pois após o dilúvio não haveria de imediato plantações e esses animais certamente seriam a fonte de alimento dos sobreviventes do dilúvio. Isso é significativo, pois mostra que a distinção entre animais limpos e imundos antecede a legislação sinaítica e, portanto, não é coisa só para os judeus. Noé sacrificou apenas animais limpos (Gên. 8:20).</p>
<p>Em Gên. 9:3 e 4 há realmente uma permissão para que Noé se alimente de “tudo o que se move, e vive”, com exclusão do sangue. Na verdade, porém, além da exceção do sangue, a lei mais tarde estipulava que não se podia utilizar carcaças de animais mortos por outras feras (Êxo. 22: 31; Lev. 17:15). Daí a permissão referir-se a “tudo o que se move, e vive”. Alguns pensam que com isso estão autorizados os demais animais, como porco, rato, cobras e lagartos. Contudo, sendo que ficou pouco antes bem claro que havia separação e definição de animais limpos e imundos, por coerência essa recomendação dizia respeito aos animais limpos somente. Moisés não julgou necessário detalhar o que antes já havia indicado.</p>
<p>Em Êxodo 15:26 lemos a promessa divina ao povo de Israel, de que se obedecessem plenamente os mandamentos que Deus lhes estabeleceu “nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois Eu Sou o Senhor que te sara”.</p>
<p>Pelo fim de seu livro profético, Isaías descreve os que se rebelaram contra Deus e são consumidores de carne de porco, além de adorarem imagens (65:2-5). Ele repete o repúdio divino por tais alimentos, onde Deus compara carne de porco com rato, em 66:17. Deve-se notar que ambos os capítulos 65 e 66 de Isaías são “escatológicos”. No contexto imediato de tais passagens, que falam do repúdio a tais alimentos por Deus e o castigo que aguarda os seus consumidores, há a promessa de “Novos Céus e uma Nova Terra” (ver Isa. 65:17ss e 66:22, 23), o que indica que tais dizeres têm aplicação até o fim dos tempos.</p>
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		<title>Reflexões sobre meias verdades e completas mentiras</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jan 2008 18:31:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandehugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[jeovismo]]></category>
		<category><![CDATA[Azenilto Brito]]></category>
		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[mentiras]]></category>
		<category><![CDATA[profecia]]></category>

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		<description><![CDATA[Prof. Azenilto G Brito
A revista de circulação mundial A Sentinela, de 15/12/92, editada pela organização religiosa Torre de Vigia, das &#8216;testemunhas de Jeová&#8217;, trouxe um artigo em destaque com o título &#8220;Por Que é Tão Fácil Mentir?&#8221; que apresenta alguns pontos muito bons e desperta séria reflexão. Na página 22, dito artigo assim define a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ministerioss.wordpress.com&blog=2349349&post=17&subd=ministerioss&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div align="right">Prof. Azenilto G Brito</div>
<p>A revista de circulação mundial A Sentinela, de 15/12/92, editada pela organização religiosa Torre de Vigia, das &#8216;testemunhas de Jeová&#8217;, trouxe um artigo em destaque com o título &#8220;Por Que é Tão Fácil Mentir?&#8221; que apresenta alguns pontos muito bons e desperta séria reflexão. Na página 22, dito artigo assim define a mentira:</p>
<p>&#8220;&#8216;1. uma falsa declaração ou ação, especialmente que seja feita com intenção de enganar. . . 2. Qualquer coisa que dê ou tenha a intenção de causar uma falsa impressão&#8217;. A intenção é levar outros a crerem em algo que o mentiroso sabe não ser verdade. Por mentiras ou meias-verdades, ele se empenha em enganar aqueles que têm o direito de saber a verdade&#8221;.</p>
<p><span id="more-17"></span>Bem explanado, realmente. Mas, se uma meia-verdade equivale a uma mentira completa isso, sem dúvida, se aplica a uma asserção com omissões, que poderia ser identificada por quem conhece todos os fatos como tendo &#8220;intenção de enganar . . . ou . . . causar uma falsa impressão&#8221;. Sendo assim, como fica a bem conhecida declaração em diferentes obras da literatura da Sociedade Torre de Vigia (como em A Verdade Que Conduz à Vida Eterna, págs. 90, 91), que com pequenas variações assim reza: &#8220;Mais de 30 anos antes de 1914, as testemunhas de Jeová já diziam que esse seria um ano muito significativo, com grandes mudanças vindo a ocorrer, e os fatos confirmam que 1914 foi realmente um ano marcado&#8221;?</p>
<p>Sim, disseram isso, realmente. Todavia, que tipo de &#8220;ano marcado&#8221; era aquele? Para quê aquele ano foi &#8220;marcado&#8221;, ou antecipado, por esse grupo religioso? Agora, essa é a parte que a organização das TTJ não definirá facilmente por tratar-se de algo bastante embaraçoso. As &#8216;testemunhas de Jeová&#8217; realmente anteciparam 1914 por mais de 30 anos, mas como o ano em que a história humana chegaria literalmente ao fim, quando C. T. Russell (fundador dessa organização) e seus seguidores esperavam e anunciavam que seriam levados para o céu, enquanto o resto da humanidade iria sofrer a destruição total na batalha do Armagedom! Isso pode ser confirmado no livro publicado por essa mesma sociedade, Está Próxima a Salvação do Homem da Aflição Mundial!, págs. 130 e 131 (ver também Testemunhas de Jeová, Proclamadores do Reino, págs. 61, 62, 135, 136).</p>
<p>Não revelando a história completa junto com a reivindicação levantada, torna-se evidente àqueles que conhecem bem os fatos que a intenção por detrás de tal declaração parcial é induzir o leitor a ter o mais elevado conceito dessas pessoas, supostamente tão sábias e bem versadas nas profecias bíblicas ao ponto de saberem, por seu estudo das Escrituras, que 1914 representaria um importante marco na história da humanidade, com todas as impressionantes mudanças no campo político, econômico e social desde então. E grandes mudanças de fato se deram, mas devido à eclosão da I Guerra Mundial naquele ano (predita equivocadamente também como o início do Armagedom&#8211;ver Cumprir-se-á, Então, o Mistério de Deus, págs. 267, 276), não por causa do esperado fim da história humana para então.</p>
<p>O tal &#8220;ano marcado&#8221; pelas TTJ na verdade significou uma profecia fracassada dos líderes de sua organização Torre de Vigia&#8211;uma mais entre muitas outras, como apresentamos documentadamente no nosso livro O Desafio da Torre de Vigia, de análise da história e ensinos dessa organização religiosa sectária. (Para maiores detalhes sobre este ponto, solicite o artigo “Certificai-vos de Todas as Coisas”, que alista 40 falsas profecias e falsos esquemas proféticos da Soc. Torre de Vigia, desde seu fundador, C.T. Russell, até tempos recentes, documentados com obras produzidas por ele ou outros autores dessa organização religiosa).</p>
<p>Assim, se uma meia-verdade equivale a uma completa mentira, como assinala o artigo de A Sentinela, não estariam os &#8220;historiadores&#8221; da STV se empenhando numa grande farsa e agindo como completos mentirosos ao omitirem esse importante detalhe do que foi realmente antecipado com respeito a 1914 por seus pioneiros? A forma em que reconstroem sua história não constitui inegavelmente uma distorção dos fatos, tal como apontam nas palavras de sua própria publicação (ver Mateus 12:37)?</p>
<p>A Bíblia oferece um exemplo de como uma meia-verdade acarretou sérios problemas: Abraão não contou a história toda de seu relacionamento com Sara, e isso causou sérios problemas para ele e Abimeleque&#8211;Ver Gênesis, capítulo 20.</p>
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		<title>O estranho envolvimento da Torre de Vigia com o espiritismo</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jan 2008 18:25:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandehugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imortalidade]]></category>
		<category><![CDATA[espiritismo]]></category>
		<category><![CDATA[jeovismo]]></category>
		<category><![CDATA[testemunhas de jeová]]></category>
		<category><![CDATA[torre de vigia]]></category>

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		<description><![CDATA[A Sociedade Torre de Vigia, organização religiosa que comanda os trabalhos das chamadas &#8220;testemunhas de Jeová&#8221; por todo o mundo, sempre busca obter respaldo de eruditos para sua teologia peculiar e costuma citar autoridades que dêem apoio a suas teses. É uma forma de causar uma impressão de erudição ou autoridade quanto a muitos de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ministerioss.wordpress.com&blog=2349349&post=16&subd=ministerioss&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A Sociedade Torre de Vigia, organização religiosa que comanda os trabalhos das chamadas &#8220;testemunhas de Jeová&#8221; por todo o mundo, sempre busca obter respaldo de eruditos para sua teologia peculiar e costuma citar autoridades que dêem apoio a suas teses. É uma forma de causar uma impressão de erudição ou autoridade quanto a muitos de seus ensinos, deixando os leitores convencidos do elevado gabarito e profundidade de pesquisa dos que redigem suas publicações. Puro &#8220;jogo de cena&#8221;.</p>
<p><span id="more-16"></span>Contudo, muitas vezes isso ocorre distorcendo as palavras e intenções de tais pesquisadores. Algo assim se deu com o Dr. Julius R. Mantey, um dos autores do Manual Grammar of the Greek New Testament. Mantey em várias ocasiões pediu que a Torre de Vigia removesse declarações de sua obra, como apareciam com sentido distorcido, fora de contexto, em publicações da seita. Embora os autores TTJ se utilizassem de trechos da gramática grega de sua autoria na busca de pretextos para negar a divindade de Cristo, esse autor sempre foi um dedicado crente num Deus Triúno.</p>
<p>O que se deu, porém, com a prática de citar eruditos, envolvendo o tradutor de Bíblia Johannes Greber, é um caso à parte. Certamente Greber seria hoje um autor favorito entre as TTJ pois tem uma postura idêntica em muitos de seus ensinos. Por exemplo, num de seus escritos Greber declarou:</p>
<p>Não existe qualquer união de três pessoas em nenhuma Trindade no sentido em que os cristãos em  geral  ensinam. . . Somente o Pai é Deus. O próprio Cristo não foi Deus, mas somente o primeiro dentre os filhos de Deus.</p>
<p>Devido à necessidade de apoiar suas doutrinas heréticas, Greber igualmente publicou sua própria tradução do Novo Testamento. Tendo inclinações espiritualistas, alegava ter-lhe sido comunicado pelo &#8220;mundo dos espíritos&#8221; haver lugares no Novo Testamento, das Bíblias modernas, em que uma palavra havia sido mudada a ponto de alterar o sentido do texto. Quando lhe foi solicitado referir algum texto ele citou João 20:28. Um &#8220;espírito&#8221; teria anunciado a Greber que Tomé não proclamou Jesus como seu Senhor e Deus, mas que teria se referido a Ele como seu Senhor e Mestre.</p>
<p>Greber dedicou-se, então, à tradução completa do Novo Testamento, sempre com o auxílio dos &#8220;espíritos&#8221; e sem ligação &#8220;com dogmas de qualquer igreja&#8221;. É digno de nota que a própria Torre de Vigia, em The Watchtower [A Sentinela] de 15/02/1956, condenou Greber denunciando-o como espírita, contudo cita de suas obras como autoridade confiável em publicações lançadas em 1962, 1975, 1976 e 1981!</p>
<p>A tradução de Greber de João 1:1 ajusta-se como uma luva às interpretações jeovaístas: &#8220;No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus; e o Verbo era um deus&#8221;. Os livros Aid to Bible Understanding [atualmente Insight on the Scriptures, em português Estudo Perspicaz das Escrituras], Certificai-vos de Todas as Coisas, O Verbo, Quem é Ele? fazem todos uso da tradução de Greber de João 1:1. Greber é citado como um exemplo de uma tradução moderna que emprega &#8220;um deus&#8221; concordando, assim, com a Tradução do Novo Mundo.</p>
<p>Greber foi um sacerdote católico que morou na Alemanha no princípio do século XX. Em 1923 uma série de experiências o levou a interessar-se pelo espiritismo, ou comunicação com os seres espirituais. Ele recorda essas experiências numa seção autobiográfica de seu livro Comunicação com o Mundo dos Espíritos de Deus. Os seres desse mundo lhe teriam comunicado que muito do que se crê na cristandade é falso porque as traduções bíblicas estavam cheias de imprecisões e traduções falhas. Assim, inspirado por tais espíritos, Greber lançou-se à empresa de preparar sua própria tradução bíblica. Eis como a Fundação Memorial Johannes Greber, que ainda vende seus livros, expõe sua fantástica experiência:</p>
<p>O Novo Testamento, como interpretado pelo erudito Pr. Johannes Greber, tem como fonte os mais antigos manuscritos no mundo, postos em disponibilidade ao Pr. Greber para estudo e tradução mediante a cortesia e cooperação de especialistas teológicos e museus por todo o mundo. Esta é uma tradução absolutamente independente, sem restrição a dogmas de qualquer igreja.</p>
<p>Às vezes ele obtinha as respostas corretas através de grandes letras e palavras  iluminadas  que passavam perante os seus olhos. Outras vezes, obtinha as respostas corretas durante seções de oração. Sua esposa, uma médium do Mundo do Espírito de Deus, era freqüentemente a instrumentalidade para transmitir as respostas corretas dos Mensageiros de Deus ao Pr. Greber.</p>
<p>A Bíblia proíbe todo contato com seres do mundo espiritual, e as próprias TTJ aprendem isso. Na obra de 1995, O Conhecimento Que Conduz à Vida Eterna,  todo o capítulo 12 é dedicado a expor tal proibição. Um livro de instrução doutrinária anterior, A Verdade Que Conduz à Vida Eterna, pág. 61, traz  o  subtítulo &#8220;Mantenha-se Livre de Toda Forma de Espiritismo&#8221;. Assim, é paradoxal que para a defesa de sua teoria antibíblica de ser Jesus um ser criado busquem os instrutores da Torre de Vigia respaldo de um autor que tem tais alegações de práticas espíritas.</p>
<p>Por falar nisso, é interessante acentuar que há algumas coisas um tanto misteriosas em certas publicações jeovaístas, exatamente sobre a questão de consulta aos mortos. No livro de exposição das profecias do Apocalipse intitulado Revelação, Seu Grandioso Clímax Está Próximo, pág. 125, há esta declaração:</p>
<p>Desde o tempo do apóstolo João, e até o dia do Senhor, cristãos ungidos ficaram curiosos quanto à identidade da grande multidão. Portanto, é apropriado que um dos 24 anciãos, representando os ungidos já no céu, estimule o raciocínio de João por fazer uma  pergunta  pertinente: “E,em resposta, um dos anciãos me disse: &#8216;Quem são estes que trajam compridas vestes brancas e donde vieram?&#8217; Eu lhe disse assim imediatamente: &#8216;Meu Senhor, és tu quem sabes&#8217;&#8221; (Revelação 7:13, 14a) Sim, este ancião podia achar a resposta e dá-la a João. Isto sugere que os ressuscitados do grupo dos 24 anciãos talvez estejam envolvidos em transmitir verdades divinas hoje em dia.</p>
<p>Logo, a Torre de Vigia está alegando que as &#8220;testemunhas de Jeová&#8221; ungidas que morreram e agora estão ressuscitadas como espíritos, habitando no Céu, podem estar &#8220;envolvidas em transmitir verdades divinas hoje em dia&#8221;!</p>
<p>Mas tal conceito não é tão moderno. O livro O Mistério Consumado, publicado pela Torre de Vigia em 1917, pág. 144, já sugeria que o falecido Russell controlava a obra das TTJ mesmo a  partir  do Céu, para onde teria partido ao ser ressuscitado espiritualmente. Ao comentar Apoc. 8:3, consta do livro (não mais disponível) esta estranha declaração, certamente desconhecida da grande massa de &#8220;testemunhas&#8221;  atuais: &#8220;Este verso mostra que, conquanto o Pr. Russell tenha passado para além do véu [N.A.: o além-túmulo], ele ainda está dirigindo cada aspecto da obra da Ceifa&#8221;.</p>
<p>É difícil imaginar como Russell estaria dirigindo a obra das &#8220;testemunhas de Jeová&#8221; a partir do Céu, enquanto o seu sucessor, Joseph F. Rutherford, alterava sobre a Terra muitos dos ensinos que o primeiro estabelecera, como a teoria da pirâmide de Gizé como base de entendimento profético, as mudanças de datas, como a da ressurreição dos ungidos, de 1878 para 1918, a do início da parusia, de 1874 para 1914, a do início do milênio, de 1915 para 1925, além de várias outras práticas e ensinos do tempo daquele.</p>
<p>Confirmando a noção de controle da Obra por Russell após sua morte (que se deu em 1916), é dito na revista Watchtower [A Sentinela] de 1º/11/1917:</p>
<p>Portanto, nosso querido Pr. Russell, sem dúvida, está manifestando um profundo interesse na obra da ceifa, e tem permissão do Senhor para exercer uma forte influência sobre ela.</p>
<p>Rutherford parece ter temido que tal idéia sugerisse uma prática espírita, e décadas depois declara preventivamente no livro Luz, vol. 1, pág. 64:</p>
<p>O Senhor empregou a Torre de Vigia para anunciar essas verdades. Sem dúvida ele empregou seus representantes invisíveis para realizar muito disso. De modo algum isso se trataria do que alguns poderiam considerar espiritismo.</p>
<p>Cria-se então que a ressurreição invisível dos salvos começara em 1878, mas &#8220;em 1927 concluiu-se que somente tivera lugar desde 1918&#8243; [Cf. as obras da Torre de Vigia Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado, pág. 192 e Los Testigos de Jehová en el Propósito Divino, págs. 63 e 64]. Assim, no ano de 1917, Russell NEM MESMO HAVIA CHEGADO NO CÉU! Como poderia estar se comunicando com seus irmãos que deixara sobre a Terra para conduzir a &#8220;obra da Ceifa&#8221;? Não deixa de ser este um curioso mistério . . .<br />
[Transcrito e adaptado de pesquisas de M. Kurt Goedelman e David Reed].</p>
<p>Referências à tradução de Greber em obras da Torre de Vigia:</p>
<p>* Aid to Bible Understanding [Atual Insight on the Scriptures,  em português: Estudo Perspicaz das Escrituras], pág. 1669,  vb. &#8220;The Word&#8221; [O Verbo], em conexão com João 1:1</p>
<p>* Idem, pág. 1134, vb. &#8220;Memorial Tomb&#8221; [Túmulo Memorial], em  conexão com Mateus 27:52, 53.</p>
<p>* Certificai-vos de Todas as Coisas (edição de 1965, em inglês),  pág. 489, em conexão com João 1:1.</p>
<p>* The Watchtower [A Sentinela], 1º de setembro de 1962, pág. 554,  em conexão com João 1:1.</p>
<p>*  The Watchtower [A Sentinela], 15 de outubro de 1975, pág. 640,  em conexão com Mateus 27:52, 53.</p>
<p>* The Watchtower [A Sentinela], 15 de abril de 1976, pág. 231,  em conexão com Mateus 27:52, 53.</p>
<p>* The Word-Who Is He, According to John? [O Verbo-Quem é Ele, Segundo João?], em conexão com João 1:1.</p>
<p>* The Watchtower [A Sentinela], 15 de fevereiro de 1956: expõe e condena Greber como um médium espírita!</p>
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		<title>A igreja e a AIDS: Como fazer de conta que o problema não existe.</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jan 2008 18:16:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandehugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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		<description><![CDATA[“O papa João Paulo II escreveu na semana passada aos bispos dos Estados Unidos expressando dor e preocupação com o volume de casos de má conduta sexual, e anunciou uma comissão de peritos para examinar o problema”.
E conclui seu comentário informativo: “No ano passado um sacerdote aidético na Inglaterra acusou a moral vaticana de induzir [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ministerioss.wordpress.com&blog=2349349&post=15&subd=ministerioss&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>“O papa João Paulo II escreveu na semana passada aos bispos dos Estados Unidos expressando dor e preocupação com o volume de casos de má conduta sexual, e anunciou uma comissão de peritos para examinar o problema”.</p>
<p>E conclui seu comentário informativo: “No ano passado um sacerdote aidético na Inglaterra acusou a moral vaticana de induzir os padres ao homossexualismo: ‘Como é sempre suspeita a proximidade de um padre com uma mulher, muitos preferem—ou são coagidos a—manter relacionamentos masculinos’, disse ele. Isso levou Janer Cristaldo, da Folha de São Paulo a escrever: ‘A grande ré não é a sociedade, mas uma Igreja que nega algo inerente ao ser humano’”. (Op. Cit., pág. 12).</p>
<p><span id="more-15"></span>Da mencionada edição de Notícias da Semana podem-se reproduzir as cláusulas em destaque e intertítulos da matéria de página inteira de O Estado de São Paulo, “A AIDS Chega à igreja” (autor: Roldão Arruda—data não indicada no NS), para ter-se pequena mostra da grande dimensão e complexidade do problema: “Imposição do celibato faz com que o assunto seja tratado como um tabu”; “Versão é de que vírus foi adquirido em transfusão”; “Morte de religioso é atribuída a meningite”; “Fiéis acham desrespeitoso tocar no assunto”; “Arcebispo de São Paulo prefere não se manifestar sobre a questão”. E a chamada “Leia na edição de amanhã”, promete: “Entrevista com o bispo d. Angélico Sândalo sobre Aids e padres doentes, e o depoimento de um ex-seminarista que convive com o vírus”.</p>
<p>É chocante saber que aqueles que estão à frente do rebanho do Senhor, tendo a missão de ajudar as pessoas a se prepararem para a eternidade e a trilharem a senda da santificação, se envolvam tão freqüentemente com pecados sexuais que, entre outras conseqüências, lhes acarretam esse tremendo flagelo da AIDS. Mas a Bíblia já dizia com respeito aos profetas de outrora que eles eram sujeitos às mesmas paixões que nós. Resta-nos, pois, antes que meramente criticá-los e condená-los, refletir sobre estas outras palavras bíblicas do apóstolo Paulo: “Quem está de pé, cuide que não caia”.</p>
<p>Obs.: O texto da entrevista com Eleny Vassão Cavalcante tem por base a entrevista concedida a Samuel Ferreira, de Alerta Geral, de João Pinheiro, Minas Gerais.</p>
<p>Editor do Artigo: Prof. Azenilto G. Brito, ligeiramente modificado do artigo publicado em Correio Cristão.</p>
<p>Adendo</p>
<p>Notícia condensada da edição em língua italiana do CNN (site www.cnn.com):</p>
<p>Freiras Acusam Sacerdotes e Missionários Católicos de Abusos Sexuais</p>
<p>Cidade do Vaticano (CNN) [21/3/01]—O porta-voz da Santa Sé, Joaquin Navarro-Valls, confirmou a existência de “casos de abuso sexual da parte de sacerdotes ou missionários”, denunciados recentemente, como também no passado, por vítimas de tais situações.<br />
Um relatório entregue ao Vaticano em 1995 falava de abuso sexual de parte de sacerdotes em relacionamentos com freiras. Navarro afirmou que a Santa Sé está se ocupando com o caso, mas minimizou a situação confirmando que os casos estão “restritos a uma área geográfica limitada”.<br />
Alguns dias antes o semanário americano National Catholic Reporter, citando de duas freiras americanas, havia revelado a existência de um relatório entregue em 1995 ao Vaticano, no qual se relata casos de religiosas que sofreram abusos sexuais, às vezes violentos, de sacerdotes e missionários em que—em alguns casos—eram até forçadas a abortar.<br />
“O problema—declarou Navarro-Valls—é de nosso conhecimento e o Vaticano já está se ocupando disso em colaboração com os bispos, e com a União Superior Geral (USG), e a União Superior Geral Internacional (USGI) [entidades da mais alta hierarquia católica]. Busca-se agir por dois caminhos: a formação das pessoas e, naturalmente, a solução de cada caso. Alguns fatos como estes não devem fazer-nos esquecer da fidelidade muitas vezes heróica da grande maioria dos religiosos e sacerdotes”.<br />
A autora do relatório—publicado no periódico americano—é a religiosa Maria O’Donohue, médica e missionária por muitos anos. A religiosa, que passou longo período em missões como médica, lembra, entre outros, “o caso de um sacerdote que forçou uma freira a abortar, vindo com isso a morrer, e que celebrou oficialmente a missa [na cerimônia fúnebre]”.<br />
No mesmo documento, conclui-se que as freiras são o centro de grandes atenções de parte dos “sacerdotes e figuras destacadas da hierarquia eclesiástica que abusam de sua autoridade”. Muitas vezes as atenções dos clérigos se dirigem às freiras, sobretudo na África, para evitar o perigo de contrair a Aids de prostitutas. Finalmente, do relatório parece emergir a conclusão de que essas ocorrências quase exclusivamente se restringem à África—conquanto não haja confirmação oficial nesse sentido—mas a religiosa O’Donohue cita situações semelhantes em outras parte dos mundo”.</p>
<div align="right">                                (Traduzido e adaptado por Azenilto G. Brito).</div>
<p>AIDS e Abuso de Crianças Por Sacerdotes Alarmam Liderança Católica</p>
<p>Por JUDY L. THOMAS &#8211; The Kansas City Star</p>
<p>Centenas de sacerdotes católicos estão morrendo por todos os Estados Unidos de doenças relacionadas com a AIDS e centenas de outros são portadores do vírus HIV, segundo longa matéria de Judy L. Thomas no jornal The Kansas City Star. A informação foi transcrita num website especial de uma instituição chamada SNAP, sigla de &#8220;Survivors Network of Those Abused by Priests&#8221; [Rede de Sobreviventes Daqueles que Foram Abusados Por Sacerdotes] que traz uma série de depoimentos chocantes de crianças e jovens assim afetados, bem como testemunhos da revolta de pais e familiares a respeito da crítica situação e do crescente problema.</p>
<p>Diz a matéria do jornal de Kansas ser difícil determinar o número de mortes por AIDS entre esses religiosos mas, ao que parece, a média dessas morte equivale a quatro vezes mais do que a média nacional de vitimados fatais pela AIDS. Esses dados foram computados por pesquisas do próprio jornal e de especialistas médicos e sacerdotes católicos. “Somente em Missouri e Kansas, pelo menos 16 sacerdotes e dois irmãos de ordem religiosa morreram de AIDS desde o início de 1987”, diz a reportagem, prosseguindo com a informação de que tais mortes “causam tanta preocupação à Igreja que a maioria das dioceses e ordens religiosas requerem agora teste de HIV negativo para aceitar candidatos ao sacerdócio, antes de sua ordenação”.</p>
<p>Segundo pesquisa feita com leigos e religiosos católicos, esse assunto é considerado chocante porque muitas das vítimas de AIDS entre os sacerdotes contraíram a doença por práticas homossexuais, que são condenadas pela doutrina da Igreja. Contudo, muitos sacerdotes elogiaram a Igreja por revelar compaixão para com os vitimados. “Com freqüência a Igreja cobre as despesas médicas e arranja um lugar para que vivam e deles cuida até a morte”. Outros sacerdotes, porém, se queixam de que a Igreja falha em não oferecer educação sexual apropriada que impeça que ocorra tal infecção, em primeiro lugar, prossegue o jornal.</p>
<p>“A sexualidade ainda precisa ser discutida e abordada”, declarou o Rev. Dennis Rausch, um sacerdote com AIDS que dirige um programa de ministério em favor de aidéticos na Arquidiocese de Miami. “Tenho tentado entrar no seminário aqui pelos últimos anos para conduzir um curso de conscientização para os rapazes, de modo que quando saírem, pelo menos tenham conhecimento”, diz ele.</p>
<p>Muitos sacerdotes e especialistas em comportamento alegam que a adesão da igreja a uma doutrina sobre virtudes do celibato, originárias no século 12, e seus ensinos a respeito do homossexualismo contribuíram para a difusão da AIDS dentro do clero”. Essa negligência afetou os jovens de até 14 anos de idade que entram no seminário nos anos 60 e 70 sem devida educação quanto à realidade do mundo sexual e suas tentações.</p>
<p>“Ademais, ao tratar os atos homossexuais como uma abominação e a quebra do celibato como algo vergonhoso, a Igreja assustou os sacerdotes levando-os ao silêncio”, alguns dizem. “Creio que isso denuncia a falha de parte da Igreja”, declara o Bispo Auxiliar Thomas Gumbleton, da Arquidiocese de Detroit. “Os sacerdotes gays e heterosexuais não sabiam como lidar com a sua sexualidade, seu impulso sexual. Deste modo, trataram da questão em maneiras que não eram saudáveis. Como ser celibatário e gay ao mesmo tempo, e como ser celibatário e heterossexual ao mesmo tempo é algo sobre que nunca foram realmente ensinados. E esse foi um erro de grandes proporções”.</p>
<p>Numa entrevista sobre o assunto, o Bispo Raymond J. Boland da Diocese de Kansas City-St. Joseph disse que as mortes por AIDS de sacerdotes revelam que estes também são seres humanos. “Conquanto muito lamentemos isso, demonstra que a natureza humana é a natureza humana”, afirmou Boland. Ele acredita que atualmente a liderança da Igreja está realizando um melhor trabalho preventivo. “Em todos os seminários há pessoas que são conselheiros treinados”.</p>
<p>A Igreja Católica não está só neste problema. Clérigos de outras denominações também lutam com questões de sexualidade e há relatos de mortes por AIDS nesse meio. Robert Goss, um ex-sacerdote jesuíta que é atualmente Chefe do Departamento de Estudos Religiosos da Webster University em St. Louis, declara que há gays no sacerdócio e nem todos são celibatários. “Ambas estas questões são temas explosivos que os superiores e bispos não abordam em público”. O próprio Goss deixou o sacerdócio após 11 anos quando se apaixonou por um seminarista que estava prestes a ser ordenado. Os dois tornaram-se parceiros por longo tempo, até que o ex-seminarista morreu de AIDS em 1992.</p>
<p>Prossegue ainda o Day Star: “A igreja não tem abandonado seus sacerdotes portadores de HIV ou AIDS, e muitas vezes reconhece publicamente suas realizações. Há sacerdotes que são gays, há sacerdotes com AIDS, há sacerdotes que são diferentes e que realizam um ministério maravilhoso”, declarou o Rev. Jim Nickel, diretor de cuidado pastoral para os Ministérios Damien, em Washington, D.C.</p>
<p>Em muitos certificados de óbito, informa o jornal, a causa mortis não é apresentada de modo realista e assim o número exato dos que morrem como vítimas da AIDS é realmente acobertado. No início dos anos 90, especialistas que aconselhavam e tratavam sacerdotes aidéticos estimavam que cerca de 200 nos Estados Unidos haviam morrido de AIDS ou tinham contraído a doença. Agora, os que trabalham com sacerdotes infectados dizem que estes dados são por demais conservadores, ou seja, o número é muito maior. “Estamos falando de várias centenas”, comentou o Rev. Jon Fuller, sacerdote jesuíta e médico que serve como diretor-assistente do Centro Médico de Boston, em seu programa de Atendimento a aidéticos.</p>
<p>Por pesquisas empreendidas pelo próprio jornal, examinando registros de falecimento de sacerdotes na Califórnia, Missouri e Massachussetts em 1995, descobriu-se uma média de 7,3 sacerdotes para 10.000 habitantes, enquanto na população em geral nesses três estados é de 1,8 para 10.000. Na Inglaterra, 21 sacerdotes católicos foram presos por abuso de crianças entre 1995 e 1999, e dois arcebispos estiveram envolvidos em controvérsias quanto ao modo de lidar com problemas de sacerdotes pedófilos, informa a CNN. E prossegue relatando que a liderança católica local agora exige “certidão criminal negativa” de candidatos a trabalhar na Igreja, incluindo sacerdotes.</p>
<p>A.W. Richard Sipe, ex-sacerdote americano que passou mais de 30 anos estudando questões ligadas a sexualidade na Igreja pensa que cerca de 750 sacerdotes por todo o país (EUA) morreram de doenças produzidas pela AIDS. Isso se traduziria num nível de oito vezes o da população em geral. Já Joseph Barone, psiquiatra de Nova Jersey, também especialista em AIDS, coloca esse número em 1.000, quase 11 vezes o índice da população em geral.</p>
<p>Barone conduziu testes de 1983 a 1993 em Roma, Itália e submeteu seminaristas ali a testes de HIV. Após sete anos de estudos e de testes com dezenas de seminaristas Barone concluiu que 1 em 12 eram soropositivos. Quando deixou Roma, ele havia tratado 80 sacerdotes com AIDS. A maioria era homossexual ativo. “A tragédia”, diz Barone, “é que não percebem o que estão fazendo não só para si próprios, mas para outros, devido ao índice exponencial de transmissão”.</p>
<p>Outro pesquisador que estudou extensamente a questão da AIDS na Igreja é o Rev. Thomas Crangle, sacerdote franciscano da ordem dos Capuchinos em Passaic, N.J. Em 1990 Crangle conduziu uma pesquisa por correio com centenas de sacerdotes escolhidos ao acaso. Ele disse que de 500 pesquisas que enviou, 398 foram devolvidas respondidas, e 45 por cento dos que responderam confessaram voluntariamente serem gays, e 92—quase um quarto—declararam-se portadores do vírus da AIDS. “Fiquei surpreso”, disse Crangle. &#8220;Sabia que havia problemas, mas não dessa magnitude”.</p>
<p>Charlie Isola, um assistente social e psicoterapeuta de Nova York disse que todos os sacerdotes com AIDS que ele tratou são homens gays em seus 40 a 60 e poucos anos.  “Alguns deles tiveram contato sexual no seminário e prosseguiram após a ordenação, e alguns dos homens tiveram seu primeiro contato sexual com outros sacerdotes ou leigos após terem sido ordenados”, contou Isola. Mais adiante na reportagem, ele comenta: “Em minha experiência, a grande maioria dos sacerdotes que fazem o voto [sacerdotal] não está suficientemente desenvolvida psico-sexualmente. Durante o seminário, perguntas sobre homossexualismo ou sentimentos sexuais são geralmente tratados por instrutores que lhes dizem: ‘Você reza missa todo dia e cumpre o rosário, o resto tomará conta de si mesmo’. Só que para muitos isso simplesmente não funciona”.</p>
<p>Vários sacerdotes, respondendo confidencialmente à pesquisa do jornal, ofereceram comentários como os seguintes: “Penso que o problema real não é o HIV/AIDS, mas a desonestidade básica da Igreja com respeito a toda a sexualidade”, escreveu um sacerdote gay. “Os sacerdotes e outros têm que disfarçar e ocultar sua sexualidade de todas as maneiras possíveis e, logicamente, isso conduz a expressão sexual que não é saudável”.</p>
<p>Alguns se queixam de que a Igreja foi advertida há 30 anos de que tal problema se poderia desenvolver, mas deixou de tomar medidas adequadas para prevenir isso. Em 1983 a Comissão Sobre Sacerdócio e Ministério da Conferência Nacional dos Bispos Católicos dos Estados Unidos emitiu um livreto de 59 páginas chamado “Sexualidade Humana e o Sacerdócio Ordenado”. O seu propósito era propiciar “uma base estruturada e objetiva para sacerdotes e bispos refletirem pessoalmente e falarem a respeito de algumas importantes realidades—realidades que doutro modo não poderiam ser examinadas ou tratadas de forma a ser de auxílio”. Entre os tópicos abordados havia o celibato, solidão e relacionamentos. Três páginas tratavam especificamente do homossexualismo.</p>
<p>Um dos sacerdotes que responderam à pesquisa do The Kansas City Star manifestou-se a respeito de dita publicação como sendo “um dos documentos mais negligenciados nos anos recentes”.</p>
<div align="right">(Traduzido e condensado por Azenilto G. Brito).</div>
<div align="right"></div>
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		<title>O Que Diz o Novo Testamento Sobre o Divórcio</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jan 2008 18:08:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandehugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[divórcio]]></category>
		<category><![CDATA[novo testamento]]></category>
		<category><![CDATA[vida conjugal]]></category>

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		<description><![CDATA[John C. Brunt*
Neste artigo o autor analisa a visão sobre o divórcio do Novo Testamento à luz dos diferentes contextos histórico-culturais abrangidos e traz uma importante contribuição para o entendimento desta questão à luz de nossos tempos, quando o problema do divórcio e novo casamento se revela tema de implicações éticas de crescente relevância no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ministerioss.wordpress.com&blog=2349349&post=14&subd=ministerioss&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div align="right">John C. Brunt*</div>
<p>Neste artigo o autor analisa a visão sobre o divórcio do Novo Testamento à luz dos diferentes contextos histórico-culturais abrangidos e traz uma importante contribuição para o entendimento desta questão à luz de nossos tempos, quando o problema do divórcio e novo casamento se revela tema de implicações éticas de crescente relevância no seio da Igreja contemporânea.1</p>
<p>Há não muito tempo, assisti a uma reunião de comissão de igreja que durou duas horas e meia. Duas horas foram gastas em dois itens: dois casos de divórcio. Após essas duas horas de discussão às vezes vigorosa, a mesa revelou-se incapaz de chegar a uma conclusão e remeteu ambos os casos a outras comissões (uma das quais teve que criar) para estudo adicional. Essa situação dificilmente seria incomum. Divórcio e novo casamento apresentam à igreja alguns de seus mais difíceis dilemas.</p>
<p><span id="more-14"></span>À medida que igrejas locais reagem ao problema do divórcio, desejam ser coerentes com o que o Novo Testamento aconselha e requer. Em conseqüência, é relevante, até mesmo crucial, que as passagens neotestamentárias que discutem o divórcio sejam examinadas. Deter-nos-emos rapidamente no contexto e ensino de cada passagem antes de tirar várias conclusões relativas à relevância delas para o entendimento e tratamento da igreja com respeito ao divórcio. O mais importante dessas conclusões é que no Novo Testamento, o pressuposto contra o divórcio, conquanto bastante forte, não é absoluto. Estudaremos as passagens segundo a ordem cronológica geralmente aceita em que foram escritas</p>
<p>I Coríntios 7:10-16:<br />
Ora, aos casados, ordeno, não eu mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido (se, porém, ela vier a separar-se que não se case, ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher. Aos mais digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher incrédula e esta consente em morar com ele, não a abandone; e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, não deixe o marido. Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos. Mas, se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos não fica sujeito à servidão, nem o irmão, nem a irmã; Deus vos tem chamado à paz. Pois, como sabes, ó mulher, se salvarás a teu marido? ou como sabes, ó marido, se salvarás a tua mulher.</p>
<p>Como veremos, há várias dificuldades em compreender plenamente esses versos, mas fica claro na passagem que Paulo conhecia os dizeres de Jesus proibindo o divórcio. A despeito disso, Paulo também reconhecia que o divórcio podia ocorrer (conquanto não saibamos em que contexto) e admoestava contra o novo casamento (verso 10). adicionalmente, e ainda mais digno de nota, Paulo desejava recomendar divórcio numa situação&#8211;a do cônjuge descrente que desejava separar-se.</p>
<p>O conselho de Paulo concernente ao divórcio aparece dentro de uma discussão mais ampla em que Paulo responde a perguntas com respeito à sexualidade e casamento. Aparentemente, havia cristãos em Corinto que partiram para extremos opostos. Alguns criam que em questões sexuais todas as coisas eram  lícitas (Paulo os  refuta em I Cor. 6:12-20), enquanto outros pensavam que mesmo relações sexuais no casamento eram erradas (Paulo os refuta em 7:1-7). A discussão sobre divórcio segue-se à refutação de Paulo quanto à última e pode até mesmo  ter  de ver com isso; alguns podem ter imaginado que devido a serem erradas as relações sexuais, os cristãos deviam divorciar-se. 2</p>
<p>Em 7:10,11 Paulo argumenta que os cristãos não deviam divorciar-se e baseia a sua recomendação numa declaração de Jesus.3 Segundo Jesus, uma esposa não deve separar-se de seu marido, e um marido não deve divorciar-se de sua esposa. Paulo acrescenta um parêntese entre esses dois conselhos, contudo, que declara que se a esposa se separar do marido, deve permanecer solteira.</p>
<p>No verso 12 Paulo parte do tema do divórcio em geral para uma situação conjugal difícil específica. O que deveria fazer um cristão que está casado com uma pessoa descrente? Paulo responde que tais casamentos mistos são ilegítimos e, portanto, o cristão deve permanecer com o cônjuge descrente, a menos que esse cônjuge deseje separar-se. No último caso, Paulo estabelece uma exceção (observe-se que a exceção é de Paulo, e não faz parte da declaração de Jesus). Deus nos chamou para a paz; portanto, o cristão não deve forçar o cônjuge relutante e descrente a manter o matrimônio.</p>
<p>Vários problemas emergem da passagem. Primeiro, por que Paulo às vezes utiliza a palavra “divórcio” e às vezes usa “separar”? Estaria ele tentando estabelecer uma distinção? Provavelmente não; os dois termos parecem ser sinônimos e intercambiáveis.4<br />
Segundo, qual é o significado do “parêntese paulino” no verso 11? Se o Senhor disse que não deveria haver divórcio, por que Paulo aparentemente permite tal possibilidade mas daí nega o novo casamento? Várias possibilidades têm sido sugeridas5: Paulo está simplesmente reconhecendo a realidade de que divórcios ocorrerão; está pensando num caso  específico  na  igreja  em que separação já ocorreu; deseja deixar em aberto a possibilidade de divórcio para ascetas sexuais que não podem conscienciosamente permanecer casados (conquanto o próprio Paulo se oponha a essa posição); ou o parêntese seria uma interpolação posterior. As primeiras duas possibilidades são melhores, mas é impossível responder a esta pergunta com certeza.</p>
<p>O terceiro problema para entender esta passagem envolve o sentido das duas perguntas no verso 16. Está Paulo falando sobre a possibilidade positiva de salvar o cônjuge descrente, ou estaria argumentando que alguém não devia manter o cônjuge relutante no relacionamento, realçando que o cristão não pode estar certo de ganhá-lo(a)? Em outras palavras, está ele dizendo: “Permaneça com o cônjuge descrente; você poderia convertê-lo(a)”, ou estaria declarando: “Que se vá o cônjuge relutante; como saberá se poderia covertê-lo(a)?” Num artigo recente Sakae Kubo apresentou argumentos persuasivos em favor da última hipótese.6<br />
Finalmente, Paulo permite o novo casamento para o cristão que se divorciou de um cônjuge descrente? Alguns apontam ao verso 11 e crêem que ele é decisivo também para esta situação. Assim, nenhum novo casamento é permitido.7 Outros dão destaque às palavras “não fica sujeito” do verso 15 e argumentam que Paulo permite o novo casamento.8 Paulo não é explícito, e nesse ponto específico nenhuma conclusão definitiva se faz possível.</p>
<p>O que é certo é que nesses versos Paulo abre uma exceção à proibição de divórcio, e ele o faz com base em princípio. Deus nos chamou para a paz. Obrigar um cônjuge descrente a continuar num casamento indesejável viola este princípio de paz.</p>
<p>Marcos 10:2-12:</p>
<p>E, aproximando-se alguns fariseus o experimentaram, perguntando-lhe: É lícito ao marido repudiar sua mulher? Ele lhes respondeu: Que vos ordenou Moisés? Tornaram eles: Moisés permitiu lavrar carta de divórcio e repudiar. Mas Jesus lhes disse: Por causa da dureza do vosso coração ele vos deixou escrito esse mandamento; porém, desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso deixará o homem a seu pai e mãe [e unir-se-á a sua mulher], e com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Em casa, voltaram os discípulos a interrogá-lo sobre este assunto. E ele lhes disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra, comete adultério, contra aquela. E se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério.</p>
<p>Agora nos dirigiremos ao material dos evangelhos que, em muitas maneiras, é mais difícil devido às diferenças entre relatos paralelos em diferentes evangelhos. Várias coisas estão claras na passagem, contudo. Jesus sustenta um ideal, baseado na Criação, de que não deveria haver divórcio. Adicionalmente, tal como a passagem se apresenta em Marcos, há um definido progresso na posição da mulher. Um homem que se divorcia de sua mulher comete adultério contra ela. Finalmente, o adultério é colocado em contraste com o novo casamento, não com o divórcio.</p>
<p>Nossa análise começa com Marcos, já que se presume geralmente ter sido escrito primeiro. Esta passagem propicia a primeira citação explícita do ensino de Jesus quanto ao divórcio, embora se siga à referência de Paulo a este ensino por mais de um década.</p>
<p>Os fariseus abrem a discussão com uma pergunta: “É lícito ao marido repudiar a sua mulher?” Jesus responde fazendo referência a Moisés e assinalando que a certidão de divórcio que Moisés permitia era concedida por causa da dureza de seus corações; o ideal de Deus é que não houvesse divórcio. No casamento duas pessoas são unidas por Deus para  uma unidade permanente. Jesus apela à Criação como o fundamento desse ideal.</p>
<p>Daí Jesus oferece conselhos adicionais privadamente aos discípulos. Um homem que se divorcia da esposa e se casa com outra comete adultério contra ela, e uma mulher que se divorcia de seu marido e se casa com outro comete adultério.</p>
<p>As principais dificuldades interpretativas aqui envolvem a comparação desta passagem com o relato paralelo em Mateus.</p>
<p>Reservaremos o comentário quanto à maior parte dessas dificuldades até que hajamos analisado o paralelo.</p>
<p>Há vários elementos exclusivos de Marcos que têm causado problemas para alguns porque não parecem refletir o ambiente do judaísmo palestino. A pergunta inicial do fariseu, “É lícito ao marido repudiar a sua mulher?” parece algo estranho, uma vez que o debate entre os fariseus não era quanto ao divórcio como tal, mas quanto às bases para divórcio. A Escola de Shammai argumentava que o divórcio era somente permissível em casos de adultério, enquanto a Escola de Hillel contra-argumentava que um homem poderia mandar embora a esposa por qualquer razão, até por ela queimar o jantar.9 Como veremos, o relato de Mateus reflete esse debate farisaico.</p>
<p>As palavras “contra ela”10 não se harmonizam tampouco com a prática palestina costumeira, em que o adultério era considerado como um pecado contra outro homem, cujos direitos de propriedade sobre sua esposa foram violados em razão do adultério.11 Estaria Jesus redefinindo o adultério, ou a passagem de Marcos transparece uma influência posterior?</p>
<p>Uma pergunta semelhante emerge quando Marcos é o único evangelho em que Jesus fala de uma mulher divorciando-se de seu marido. Isso era comum no mundo gentílico, mas proibido num contexto judaico. Esse elemento remontaria a Jesus ou refletiria o ambiente gentílico de Marcos? Tais perguntas são extremamente difíceis de responder com certeza. Contudo, é óbvio que a passagem passa bem perto da proibição contra o divórcio, nunca reconhecendo quaisquer exceções. Enquanto os fariseus falam do que é permitido e desejam conhecer os seus direitos, Jesus continuamente gira a discussão em torno da vontade de Deus e seu ideal para o matrimônio.12 Na verdade, para Jesus o casamento é tão absoluto que o divórcio não termina necessariamente a relação matrimonial. Esse relacionamento prossegue de modo que o novo casamento é considerado uma violação do compromisso matrimonial.</p>
<p>Mateus 19:3-9:</p>
<p>Vieram a ele alguns fariseus, e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? Então respondeu ele: Não tendes lido que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher, e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Replicaram-lhe: Por que mandou então Moisés dar carta de divórcio e repudiar? Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; entretanto, não foi assim desde o princípio. Eu, porém, vos digo: Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra, comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério].</p>
<p>Este é claramente um relato do mesmo incidente registrado na passagem anterior. Contudo, há várias diferenças marcantes. As mais importantes destas são:</p>
<p>1.  A indagação inicial dos fariseus tem que ver com as bases para o divórcio, e não o divórcio em si. (As palavras “por qualquer motivo” são acrescentadas.) Isso coloca a discussão no contexto do debate Hillel-Shammai.<br />
2.  Não há menção de uma mulher divorciando-se de seu marido ou do adultério sendo contra a mulher.<br />
3.  Uma exceção, que não está presente em Marcos (ou Paulo), é encontrada. Um homem que se divorcia de sua mulher exceto por infidelidade e se casa com outra comete adultério.</p>
<p>Em cada um desses casos a versão de Mateus reflete mais claramente um ambiente judaico. Dá-se isso por estar ele mais próximo da situação original ou por estar escrevendo num contexto judaico e modificar o seu material para ajustar-se a isso? O debate sobre esse tópico é complexo, técnico e vigoroso.13 Pelo menos para o primeiro e segundo casos, é provavelmente impossível dizer com certeza qual está mais próximo do original.</p>
<p>Na realidade dos fatos, se cremos que todos os relatos são apresentações inspiradas da vontade de Deus, a definição de qual está mais próximo das verdadeiras palavras de Jesus se torna desnecessária. Mas tampouco deveríamos passar por alto a diversidade entre os relatos e nos empenhar numa harmonização simplista. Parece que os autores dos evangelhos, sob inspiração, modificariam o seu material para comunicar a vontade de Deus a suas audiências particulares.</p>
<p>Isso parece ser o caso no que concerne ao número três. Há boa razão para crer que a chamada cláusula de exceção, “não sendo por causa de relações sexuais ilícitas” é acrescentada por Mateus e não reflete as palavras originais de Jesus, uma vez que dos quatro escritores que se referem às declarações de Jesus, somente Mateus menciona essa exceção. Aparentemente, Mateus escrevendo sob inspiração, abre uma exceção à negação do divórcio que é particularmente apropriada ao contexto mais fortemente judaico em que escreve;14 somente um quarto de século mais cedo, Paulo tinha aberto uma exceção diversa, adequada a um contexto social diferente. Em certo sentido, Mateus, com as palavras “não sendo por causa de relações sexuais ilícitas”, está adicionando um parêntese dentro dos comentários de Jesus. Ele, logicamente, não contava com marcas de pontuação com que tornar isso claro a nós.</p>
<p>Mas qual é a exceção que Mateus abre? Esta questão é complicada pelo fato de que embora algumas de nossas versões vernáculas rezem, “não sendo por causa de relações sexuais ilícitas”, Mateus não emprega a palavra regular grega para adultério. Em vez disso, emprega o termo porneia, que é freqüentemente traduzido como “fornicação” e é utilizado com uma variedade de sentidos. Geralmente refere-se a qualquer atividade sexual ilícita num sentido muito genérico.   Desafortunadamente, Mateus somente utiliza o termo noutra parte em 15:19, onde é meramente um pecado numa lista de tais, sem contexto que nos possa ajudar.</p>
<p>Esse emprego de porneia tem conduzido a uma série de sugestões quanto ao significado da cláusula excepcional. A posição mais comum é de que Mateus está se referindo ao adultério.15 Mas é também visto como referência a relações sexuais pré-maritais,16 ou casamentos que, para começar, nem eram legais devido a linhas de parentesco muito próximas, com violação de tabus quanto a incesto.17  Outros, de um modo ou de outro, argumentam que Mateus não está na realidade estabelecendo absolutamente uma exceção.18 Conquanto o adultério seja a interpretação mais provável, deve-se admitir que o sentido de porneia nesse contexto não pode ser determinado de modo definido.</p>
<p>O que está claro na passagem de Mateus é que Jesus novamente sustenta o ideal, baseado na Criação, de que não deveria haver divórcio. Mas Mateus, escrevendo sob inspiração, adiciona uma exceção que é provavelmente de sua iniciativa.</p>
<p>Mateus 5:31, 32:</p>
<p>Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo: Qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada, comete adultério.</p>
<p>Sendo que esta passagem do Sermão da Montanha é tanto breve quanto intimamente relacionada com a que acabamos de estudar, não precisaremos dedicar-lhe muita atenção. Aqui Jesus diz que um homem que se divorcia de sua mulher, exceto por porneia, torna-a uma adúltera e que um homem que se casar com uma mulher divorciada comete adultério.</p>
<p>A principal dificuldade está na frase “a expõe a tornar-se adúltera”. Alguns sustentam que isso difere das outras passagens do evangelho por situar o adultério como o ponto focal do divórcio, antes que do novo casamento.19 Outros provavelmente estão corretos ao manter que Mateus está presumindo que a mulher divorciada terá que casar-se de novo ou dedicar-se à prostituição, o que em qualquer caso seria adultério.20</p>
<p>Aqui novamente a mesma exceção aparece com a mesma palavra, porneia. Um novo elemento é o ensino de que um homem que se casa com uma mulher divorciada comete adultério. Como em outras passagens dos evangelhos, a união matrimonial é vista como se estendendo para além do divórcio.</p>
<p>Lucas 16:18:</p>
<p>Quem repudiar sua mulher e casar com outra, comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido, também comete adultério.</p>
<p>A passagem final parece ser paralela à anterior, mas com alguma variação.21 Omite a referência a fazer a mulher divorciada uma adúltera e declara que um homem que se divorcia de sua esposa e se casa com outra comete adultério. A questão anterior já foi vista em Marcos 10 e a posterior em Mateus 5. Muitos vêem isto como a forma mais original da declaração de Jesus.</p>
<p>Conclusões</p>
<p>Indubitavelmente esta breve pesquisa do material neotestamentário a respeito do divórcio é complexo e confuso. O que tudo isso representa quanto à nossa atitude para com o divórcio e nossas ações com respeito a ele? Eu tentativamente formulei as seguintes conclusões:</p>
<p>Primeiro, nenhuma “política sobre divórcio” para a igreja pode ser obtida a partir do material do Novo Testamento. Nunca o Novo Testamento explicitamente faz ligação entre divórcio e disciplina eclesiástica. Os autores neotestamentários não intencionaram estabelecer uma política eclesiástica; antes, relacionaram os ensinos de Jesus com várias situações que suas comunidades deparavam. Em resultado disso, há certo grau de diversidade de detalhe entre autores do Novo Testamento, o que torna impossível a harmonização numa única política “bíblica”. Adicionalmente, os problemas interpretativos nessas passagens são demasiado grandes para permitir-nos derivar uma política detalhada a partir delas. Há simplesmente demasiados aspectos que não conhecemos. Por exemplo, não podermos estar absolutamente certos de que Paulo permite o novo casamento após o divórcio por ele permitido, ou precisamente que sentido é atribuído a porneia em Mateus. Caso devêssemos ter uma política bíblica precisa, certamente necessitaríamos ter respostas definidas para ambas as questões. Isso não significa que a igreja não deva ter uma política, nem que não possa ser informada pelo Novo Testamento. Mas quando formulamos uma política teremos que aceitar a responsabilidade por seu conteúdo. Não podemos simplesmente chamá-la de a política bíblica.</p>
<p>Em segundo lugar, conquanto o material não nos propicie uma política, é-nos de utilidade. Não somente estabelece algumas coisas que estão bem claras, a despeito de dificuldades interpretativas, mas também nos concede exemplos de arrazoado moral inspirado com relação à questão do divórcio. Cuidadosa atenção ao material é, portanto, de auxílio em nos permitir como indivíduos e como igreja refletir sobre essa questão. Não precisamos nos desesperar simplesmente por existirem elementos difíceis no texto. Podemos nos concentrar no que está claro. O reconhecimento de que não podemos extrair políticas claras a partir do material não o transforma em irrelevante.</p>
<p>Em terceiro lugar, o Novo Testamento apresenta um pressuposto claro e coerente 22 contra o divórcio. Todos os escritores do Novo Testamento concordam em que Jesus se opunha ao divórcio e que o ideal de Deus é que não deveria existir tal. Deus tenciona que o casamento seja permanente. Ele próprio une maridos e esposas, e os seres humanos são convocados a preservar essa obra e não desfazê-la. Este é o cerne básico do ensinamento de Jesus a respeito do divórcio. O divórcio interfere na vontade de Deus e perde de vista o seu ideal.</p>
<p>Esta é em grande medida a conclusão mais importante do material neotestamentário sobre o divórcio, e confronta-se com muito do que se passa em nossa cultura contemporânea. Numa época em que “até que a morte os separe” freqüentemente significa “na medida em que tudo corra bem”, o Novo Testamento nos desafia com a vontade de Deus a partir da Criação pela permanência do matrimônio. Toda tentativa de nossa parte em procurar bases que possamos empregar para justificar o divórcio perde de vista o ponto básico. A meta é o não-divórcio. Quando verdadeiramente damos ouvidos ao Novo Testamento, somos responsáveis por fazer tudo quanto pudermos para alcançar essa meta.</p>
<p>Em quarto lugar, no Novo Testamento, particularmente em Paulo e Mateus, há um reconhecimento de que num mundo menos do que ideal os seres humanos nem sempre corresponderão ao ideal divino. Na realidade, às vezes esse ideal pode conflitar-se com outros valores e ideais, tais como o ideal de que Deus nos chamou para a paz. O Novo Testamento expressa um realismo gracioso que tenta relacionar a vontade de Deus com as circunstâncias reais que às vezes estão abaixo do ideal. Isso se faz mais evidente em Paulo.</p>
<p>A exceção de Paulo no caso dos casamentos mistos baseia-se num princípio&#8211;Deus nos tem chamado para a paz. Isso pareceria implicar em que Paulo crê que outros valores, adicionalmente ao ideal de Deus para a permanência do matrimônio, são importantes e devem, pelo menos em alguns casos, ser levados em consideração. Como declara Furnish a respeito de Paulo: &#8220;Ele parecia não dispor-se a sancionar a idéia de que o matrimônio é um fim em si e que precisa ser mantido a qualquer custo. Aqui Paulo demonstra sensibilidade quanto à qualidade de um relacionamento matrimonial, sobre que raramente lhe é atribuído crédito&#8221;.23</p>
<p>Assim, Paulo nos apresenta um exemplo inspirado de arrazoado moral, com base em princípio, com respeito a uma situação matrimonial específica. Em vez de legalisticamente tomar a exceção de Paulo (ou mesmo de Mateus) como a única exceção possível, pareceria mais em sintonia com o espírito do material neotestamentário dedicar-se ao mesmo tipo de arrazoado moral com respeito a casos específicos, indagando, por exemplo, o que estaria mais em harmonia com o ideal divino para o matrimônio e seu chamamento à paz, e reconhecer que o forte pressuposto contra o divórcio requereria uma carga de prova bastante forte a qualquer exceção.</p>
<p>Em quinto lugar, embora nenhuma política possa reivindicar ser a política bíblica, certos requisitos pareceriam necessários para que qualquer igreja seja capaz de reinvindicar que suas decisões a respeito do divórcio estão coerentes com o Novo Testamento. O que tal política precisaria conter?</p>
<p>Ela afirmaria e daria testemunho quanto ao ideal de Deus de que os casamentos sejam permanentes. Qualquer coisa abaixo disso diluiria o ensino claro e coerente do Novo Testamento.</p>
<p>Também tentaria mediar a graça redentora e curadora de Deus nas situações onde esse ideal não fosse atingido. Isso incluiria o mesmo realismo gracioso encontrado no Novo Testamento. Seria suficientemente flexível para permitir arrazoado moral com base em princípios, como encontramos em Paulo, para ser aplicado em casos específicos. Com muita freqüência, numa busca de coerência, a exceção de Mateus tem sido absolutizada numa lei dura e rápida, com pouca, se alguma, referência à metodologia paulina. Conquanto isso possa satisfazer nossa necessidade de ter uma resposta “curta e grossa” para toda situação, causa isso a perda da riqueza do arrazoado moral do Novo Testamento.</p>
<p>Estes critérios não estabelecem uma política, mas ajudam a avaliar qualquer coerência de política com o Novo Testamento.</p>
<p>Finalmente, a afirmação do ideal divino para os casamentos deve ser vista não só na política de divórcio da igreja, mas em seu ministério total. Até mais importante do que como tratamos casos de divórcio e novo casamento é o que fazemos para promover bons matrimônios e ajudar os problemáticos. Mais de uma vez tenho ouvido que seria melhor se os pastores não soubessem como aconselhar, uma vez que gastariam seu tempo em evangelismo, não com quem enfrenta dificuldades matrimoniais. Conquanto reconheçamos a importância do evangelismo, se as igrejas adventistas têm a afirmar o ideal de Deus quanto ao casamento, devem reconhecer que sua missão evangelística inclui ajudar a estabelecer a apoiar bons matrimônios. Somente ao assumirmos essa tarefa mais seriamente reduziremos os trágicos dilemas que tantas vezes defrontamos, e marcharemos para mais perto do ideal divino.</p>
<p>Notas e Referências<br />
1.   Este estudo de modo algum será completo ou esgotará o assunto. Livros inteiros têm sido escritos sobre o divórcio e o Novo Testamento. Estes incluem o de Myrna e Robert Kysar, The Asundered: Biblical Teachings on Divorce and Remarriage (Atlanta: John Knox, 1978), e Donald W. Shaner, A Christian View of Divorce According to the Teachings of the New Testament (Leiden: Brill, 1969).</p>
<p>2.   Assim Victor Paul Furnish, The Moral Teachings of Paul (Nashville: Abingdon, 1979), p. 42, realça que o tema de I Cor. 7 não é divórcio, mas sexo, e que Paulo não está aconselhando pessoas cujos casamentos estão em perigo de desfazer-se, mas àqueles que se indagam se o casamento é uma condição legítima para o cristão.</p>
<p>3.   É geralmente admitido que quando Paulo distingue entre o que diz e a ordem do Senhor, este último ponto refere-se a uma declaração específica de Jesus durante o seu ministério terreno.</p>
<p>4.   Ver Kysar, p. 67.</p>
<p>5.   Para um aprofundamento dessas possibilidades, ver Furnish, pp. 41-46. Apoio para a posição de que Paulo tem um caso específico em mente é dado por Jerome Murphy-O&#8217;Connor, O. P., “The Divorced Woman in I Cor. 7:10-11”, Journal of Biblical Literature 100 (1981): 601-606.</p>
<p>6.  Sakae Kubo, “I Cor. 7:16: Optimistic or Pessimistic?” New Testament Studies 24:539-544. Kubo baseia o seu argumento no contexto, demonstrando que a estrutura da passagem é como segue: os versos 12 e 13 dão instrução aos que desejam romper com suas esposas descrentes, enquanto o verso 14 mostra por que devem permanecer (tais matrimônios são legítimos); o verso 15ab instrui aqueles cujos parceiros desejam partir, e os versos 15c-16 oferecem razões por que o cristão deveria deixar o cônjuge descrente ir-se (Deus nos chamou para a paz e não se pode ter certeza de converter o cônjuge).</p>
<p>7.   Ver David Dungan, The Sayings of Jesus in the Churches of Paul (Philadelphia: Fortress, 1971), pp. 97, 98. Kysar, pp. 74-79, diz que Paulo não permitia o novo casamento, mas é possível que o faria, se entendesse que a parousia não estava iminente.</p>
<p>8.  Ver William Orr e James Arthur Walther, I Corinthians, “Anchor Bible” (Garden City, N.Y.: Doubleday, 1976), p. 214, e Hans Conzelmann, I Corinthians: A Commentary, trad. James W. Leitch, ed. George W. MacRae, “Hermeneia” (Philadelphia: Fortress, 1975), p. 123.</p>
<p>9.   Kishmah, “Gittin” 9:10. Joseph A. Fitzmeyer., S. J., “The Matthean Divorce Texts and Some New Palestinian Evidence”, in To Advance the Gospel: New Testament Studies (New York: Crossroad, 1981), pp. 79-111 argumenta que a evidência do Qumran [N.T.: referência aos “Rolos do Mar Morto”] revela que os essênios proibiam toda forma de divórcio e que isso propicia um contexto palestino verossímil para a originalidade da pergunta dos fariseus tal como registrada em Marcos.</p>
<p>10.  Conquanto haja apoio de pequena monta em termos de manuscritos [“evidência textual”--N.T.] para a omissão de “contra ela”, as palavras são certamente parte do texto original de Marcos.</p>
<p>11. Bruce Malina, The New Testament World: Insights from Cultural Anthropology (Atlanta: John Knox, 1981), p. 120 acha isso tão curioso que chama a declaração uma “parábola” que não está se referindo a divórcio em absoluto, uma vez que não faz sentido algum como se apresenta. Ele assinala que já nos tempos vétero-testamentários o adultério havia sido empregado como metáfora para a idolatria. Mas também parece possivel que Jesus está criando novas definições para comunicar uma mensagem nova e radical.</p>
<p>12. Ver Eduard Schweizer. The Good News According to Mark, trad. Donald Madvig (Atlanta: John Knox, 1976), p. 203.</p>
<p>13. Há, pelo menos, quatro posições: (1) Marcos apresenta esse relato mais original por toda a extensão, (2) o relato de Marcos é primário, mas Mateus preserva alguns elementos que são mais originais, (3) o relato de Mateus é mais original por toda sua extensão e oferece evidência da prioridade cronológica do evangelho de Mateus, e (4) ambos os relatos foram tão fortemente “editados” que é impossível dizer como seria o texto original. A maioria dos comenttaristas reflete (1) ou (2). Para a posição (3) ver Dungan, pp. 102-113, e para a (4) ver Bruce Vawter, C. M., “Divorce and the New Testament”, Catholic Biblical Quarterly 39 (1977): 528-532, . 532.</p>
<p>14. Conquanto a posição tradicional de que Mateus foi escrito por cristãos judeus seja agora questionada por alguns, não pode haver dúvida de que há algum tipo de “conexão judaica” neste evangelho que se aproxima mais do que em outros dos sinóticos. A prática judaica requeria divórcio em casos de adultério e certas outras irregularidades sexuais.</p>
<p>15. Ver, por exemplo, Kysar, pp.l; 48, 49, e W. F. Albright e C. S. Mann, Matthew, “Anchor Bible” (Garden City, N.Y.: Doubleday, 1971), p. 65.</p>
<p>16. Ver M. Geldard, “Jesus&#8217; Teaching on Divorce: Thoughts on the Meaning of  Porneia in Matthew 5:32 and 19:9”, Churchman 92 (1978): 134-143.</p>
<p>17. Ver Fitzmeyer, passim, especialmente pp. 94-97.</p>
<p>18. Ver Vawter, pp. 531, 535, e Dungan, p. 113ss.</p>
<p>19. Kysar, p. 50.</p>
<p>20. Albright e Mann, p. 65.</p>
<p>21. Assim Lucas 16:18 e Mateus 5:31,32 são muito possivelmente extraídos da fonte de ensino hipotética chamada Q. Aqui novamente as opiniões se dividem quanto a qual evangelho preserva a declaração Q mais precisamente.</p>
<p>22. Emprego o termo “pressuposto” no sentido em que é emitido por James F. Childress, “Scripture and Christian Ethics: Some Reflections on the Role of Scripture in Moral Deliberation and Justification”, Interpretation 34 (1980): 371-380.</p>
<p>23.  Furnish, p. 45.</p>
<p>[Traduzido de Spectrum, Vol. 13, no. 4].</p>
<p>*John C. Brunt era da Escola de Teologia do Walla Walla College ao escrever este artigo.</p>
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		<title>O Divino Manual Para o Funcionamento da Máquina Humana</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jan 2008 17:50:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Azenilto G. Brito
Comprei uma bicicleta nova na primavera passada, e o manual de como montá-la, fazê-la funcionar, usá-la em segurança era quase tão volumoso quanto o de um automóvel. Tudo porque o fabricante quer que o usuário tenha o seu equipamento na mais eficiente e durável aplicação.
Deus, o Criador, não agiria diferente de qualquer fabricante [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ministerioss.wordpress.com&blog=2349349&post=13&subd=ministerioss&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="right">Azenilto G. Brito</p>
<p>Comprei uma bicicleta nova na primavera passada, e o manual de como montá-la, fazê-la funcionar, usá-la em segurança era quase tão volumoso quanto o de um automóvel. Tudo porque o fabricante quer que o usuário tenha o seu equipamento na mais eficiente e durável aplicação.</p>
<p>Deus, o Criador, não agiria diferente de qualquer fabricante de equipamento humano, deixando a “máquina” que criou sem ser acompanhada de seu devido “manual”. Assim, Ele estabeleceu leis para que o homem faça funcionar devidamente a “máquina” de seu organismo. As leis de saúde regulam o melhor para o consumo alimentar humano, com os aspectos higiênicos como claras medidas profiláticas para preservar essa boa saúde de Suas criaturas.</p>
<p>Na verdade, os próprios defensores do “liberou geral” quanto a tais regras admitem que o motivo de Deus ter dado leis detalhadas sobre alimentação seria exatamente esse: conceder ao homem mecanismos de defesa ante as condições atrasadas para as criaturas divinas, especialmente quando não havia hospitais, clínicas, laboratórios, medicamentos e tratamentos modernos. É verdade, só que com isso não sabem justificar por que, da noite para o dia, elas teriam que cessar, já que as condições que poderiam ser detrimentes ao homem prosseguiram justificando tais cuidados divinos, tanto na Terra de Judá, quanto nas demais terras por onde o evangelho seria propagado.</p>
<p>As regras alimentares da Bíblia praticamente definem o que para o homem deve constituir “alimento”. Caso contrário, o homem iria ignorar o que seria melhor para si e buscar consumir todo tipo de animais, cujo objetivo ecológico é outro, como no caso de  animais terrestres, aéreos e aquáticos. Estes dias li uma pequena nota na revista Readers&#8217; Digest em que alguém pergunta a um morador do litoral por que não se caçavam as aves que voavam pelas praias para comer. O experiente morador litorâneo explicou que um tijolo posto ao forno para cozinhar terminaria mais macio do que uma gaivota e outros pássaros típicos da região marinha.</p>
<p>Por ignorar tais regras de alimentação é que muitas pragas e doenças têm afetado os seres humanos, como a própria infestação de AIDS, febre ebola e os ataques de pragas (como a peste negra da Idade Média) têm sido atribuídas à ingestão ou manipulação pelo homem de animais proibidos por Deus.</p>
<p>O sábado tem o seu aspecto também sanitário. Se Deus não estabelecesse um dia para o homem cessar suas atividades, sua tendência seria trabalhar mais e mais, sem detença, prejudicando-se física e mentalmente. Deus sabiamente associou um dia para seu descanso com um tempo especial para adoração a Ele, estabelecendo, assim, os limites necessários ao homem e criando um meio para o seu refrigério espiritual. Jesus demonstrou interesse pela melhor saúde de seus discípulos nesse aspecto do descanso físico quando, certa vez, apelou-lhes: “Vinde vós, à parte, para um lugar deserto, e descansai um pouco” &#8212; Marcos 6:31.</p>
<p>Até a questão da lei do dízimo tem a sua lógica benfazeja. Deus não precisa do dinheiro do homem, mas criou normas para a manutenção do ministério de modo que houvesse participação de Seus filhos. Do contrário, a tendência humana seria egoisticamente reunir mais e mais para si, sem pensar na responsabilidade da Obra que o homem tem a seu encargo concluir sobre este planeta: pregar o evangelho para toda criatura e assim promover até o “fim” de todas as coisas (Mat. 28:19, 20 e 24:14).</p>
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		<title>El perdón de pecados</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jan 2008 00:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandehugo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Roberto D. Brinsmead
El Patrón de la Historia de la Redención 4
Antes de que Jesús ascendiera al cielo, le dio este cometido a sus discípulos:
&#8220;Id por todo el mundo y predicad el evangelio a toda criatura&#8221; (Marcos 16:15 [Todas las citas bíblicas son de la versión Reina-Valera de 1960, a menos que se especifíque de otra [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ministerioss.wordpress.com&blog=2349349&post=11&subd=ministerioss&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div align="right">Roberto D. Brinsmead</div>
<p>El Patrón de la Historia de la Redención 4</p>
<p>Antes de que Jesús ascendiera al cielo, le dio este cometido a sus discípulos:</p>
<p>&#8220;Id por todo el mundo y predicad el evangelio a toda criatura&#8221; (Marcos 16:15 [Todas las citas bíblicas son de la versión Reina-Valera de 1960, a menos que se especifíque de otra manera]). Lucas registra el mismo cometido en estas palabras: &#8220;Así está escrito, y así fue necesario que el Cristo padeciese, y resucitase de los muertos al tercer día; y que se predicase en su nombre el arrepentimiento y el perdón de pecados en todas las naciones, comenzando desde Jerusalén&#8221; (Lucas 24:46,47). A partir de una comparación de estas dos escrituras queda en claro que el mensaje central del evangelio es el perdón de pecados. Este es el mensaje que Jesús ordenó que diera su iglesia. El día de Pentecostés Pedro proclamó, &#8220;Arrepentíos, y bautícese cada uno de vosotros en el nombre de Jesucristo para perdón de los pecados; y recibiréis el don del Espíritu Santo&#8221; (Hechos 2.38). Y nuevamente, cuando el evangelio fue dado por primera vez a los gentiles, Pedro se refirió al cometido de Cristo: &#8220;Y nos mandó que predicásemos al pueblo, y testificásemos que él es el que Dios ha puesto por Juez de vivos y muertos. De éste dan testimonio todos los profetas, que todos los que en él creyeren, recibirán perdón de pecados por su nombre&#8221; (Hechos 10:42,43).</p>
<p><span id="more-11"></span><br />
Pablo dio el mismo mensaje. Después de mostrar en la Escritura que Jesús es el Cristo, el apóstol concluyó, &#8220;Sabed, pues, esto, varones hermanos: que por medio de él se os anuncia perdón de pecados&#8221; (Hechos 13:38).</p>
<p>Cada vez que se celebra la Cena del Señor, se celebra el perdón de pecados. Cristo tomó la copa y dijo, &#8220;Bebed de ella todos; porque esto es mi sangre del nuevo pacto, que por muchos es derramada para remisión de los pecados&#8221; (Mat. 26:27,28).</p>
<p>El perdón de pecados es la enseñanza central de los Evangelios. Al hombre que bajaron por el hueco de un techo Cristo le dijo, &#8220;Hijo, tus pecados te son perdonados&#8221; (Marcos 2:5). Y de María, quien había entrado a hurtadillas a la fiesta en la casa de Simón y quebrado una botella de costoso perfume la derramó sobre los pies de Jesús, él dijo: &#8220;Sus muchos pecados le son perdonados, porque amó mucho; mas aquel a quien se le perdona poco, poco ama.&#8221; Y a ella le dijo, &#8220;Tus pecados te son perdonados.&#8221; &#8220;Y los que estaban juntamente sentados a la mesa, comenzaron a decir entre sí: ¿Quién es éste, que también perdona pecados? Pero él dijo a la mujer: Tu fe te ha salvado, vé en paz&#8221; (Lucas 7:47-50).</p>
<p>Aquí las palabras &#8217;salvado&#8217; y &#8216;perdonado&#8217; se usan como sinónimas. Pero &#8217;salvación&#8217; no es la única palabra vinculada con el perdón. En Efesios Pablo hace equivalentes a la redención con el perdón: &#8220;En quien tenemos redención por su sangre, el perdón de pecados según las riquezas de su gracia&#8221; (Efesios 1:7).</p>
<p>El Credo de los Apóstoles, el credo más antigüo y conocido de la iglesia cristiana, precisa en lo correcto cuando indica que el rasgo esencial de la religión cristiana es el perdón de pecados. En todo el Credo de los Apóstoles, lo único que se dice de la salvación es el perdón de pecados:</p>
<p>Creo en Dios Padre Todopoderoso; Creador del cielo y de la tierra. Y en Jesucristo, su único Hijo, Señor nuestro; quien fue concebido por el Espíritu Santo, nacido de la Virgen María; sufrió bajo Poncio Pilato, fue crucificado, muerto, y sepultado; descendió al infierno; al tercer día rescucitó de los muertos; ascendió al cielo; y está sentado a la diestra de Dios el Padre Todopoderoso; y de allí vendrá a juzgar a los vivos y los muertos.</p>
<p>Creo en el Espíritu Santo; la santa iglesia católica; la comunión de los santos; el perdón de pecados; la resurrección del cuerpo; y la vida eterna.</p>
<p>&#8220;Creo en&#8230; el perdón de pecados.&#8221; Los pecados se perdonan mediante la fe solamente, en el nombre de Jesús, por amor a él, por lo que él ha hecho y sufrido. Y todos los que creen y son salvos y tienen la vida eterna. Por lo tanto, el que es perdonado es salvo y tiene la vida eterna. Nadie puede leer con sinceridad las palabras de Jesús o los apóstoles y negar que esta gran verdad es el punto central de toda enseñanza evangélica. Esto es lo que revivió a la iglesia con inmenso poder en le sigo dieciséis.</p>
<p>El Espíritu del evangelio</p>
<p>El perdón de pecados no es solamente el mensaje central de la iglesia cristiana. Es la característica cardinal de la iglesia. Esencialmente la comunidad cristiana vive mediante el perdón de pecados.</p>
<p>El salmo 32 es uno de los grandes salmos citados por Pablo en el libro de Romanos (Rom. 4:6-8). Este salmo expresa con magnificencia la esencia de la cristiandad.</p>
<p>Bienaventurado aquel cuya transgresión ha sido perdonada,<br />
y cubierto su pecado.</p>
<p>Bienaventurado el hombre a quien Jehová no culpa de iniquidad,<br />
y en cuyo espíritu no hay engaño.</p>
<p>Mientras callé, se envejecieron mis huesos<br />
en mi gemir todo el día.</p>
<p>Porque de día y de noche se agravó sobre mí tu mano;<br />
se volvió mi verdor en sequedades de verano.</p>
<p>Mi pecado te declaré,<br />
y no encubrí mi iniquidad.<br />
Dije: Confesaré mis transgresiones a Jehová;<br />
Y tú perdonaste la maldad de mi pecado.</p>
<p>Por esto orará a ti todo santo&#8230;<br />
Salmo 32:1-6.</p>
<p>Lutero traduce la última oración: &#8220;Así es como oran los justos.&#8221; En otras palabras, este es el espíritu del hombre piadoso. El hombre felíz (porque tal es el hombre bienaventurado) es aquel cuya transgresión es perdonada y en cuyo espíritu no hay engaño (vss. 1,2). La versión King James (de la Biblia en inglés) traduce &#8220;engaño&#8221; como &#8220;mentira.&#8221; La expresión &#8220;no fue hallada mentira&#8221; se usa para describir a los que salen a recibir a Cristo a su venida (Apo. 14:5). Son aquellos que viven sin pretensiones, sin hipocresía, quienes francamente reconocen su necesidad de la misericordia divina. Ellos viven mediante el perdón de pecados. Juan advierte:</p>
<p>&#8220;Si decimos que no tenemos pecado, nos engañamos a nosotros mismos, y la verdad no está en nosotros. Si confesamos nuestros pecados, él es fiel y justo para perdonar nuestros pecados, y limpiarnos de toda maldad.&#8221; 1 Juan 1:8,9.</p>
<p>Hemos presentado dos puntos. El primero, el perdón de pecados es la esencia misma del mensaje evangélico. El segundo, la característica básica de la comunidad cristiana es que ellos constantemente confiesan su creencia en y su necesidad de el perdón de pecados. Ellos tienen vida eterna y son salvos.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br />
El espíritu de Laodicea</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>Ahora veremos a la característica principal de la iglesia en los últimos días &#8211; &#8220;la iglesia en Laodicea&#8221; (Apo. 3.14). Note la descripción que da Cristo:</p>
<p>Yo conozco tus obras, que ni eres frío ni caliente. ¡Ojalá fueses frío o caliente! Pero por cuanto eres tibio, y no frío ni caliente, te vomitaré de mi boca. Porque tú dices: Yo soy rico, y me he enriquecido, y de ninguna cosa tengo necesidad; y no sabes que tú eres un desventurado, miserable, pobre, ciego y desnudo. Apo. 3.15-17.</p>
<p>Esta iglesia es religiosa y profesa saber la verdad de la fe cristiana. Piensa que es rica, próspera y necesitando nada. Su problema básico es que trata de quitarse de encima la verdad central del mensaje evangélico. El espíritu de Laodicea es de excluir, esconder o achicar la doctrina del perdón de pecados. En su libro, La naturaleza y destino del hombre, Reihold Niebuhr rastrea la gran apostasía de la iglesia desde la época apostólica hasta el desarrollo del romanismo. Él le pone el dedo al corazón del romanismo &#8211; el problema del laodiceaísmo- cuando dice: &#8220;[La] subordinación de la justificación a la santificación llega a ser lo que define todo el concepto católico de lo que es la vida y la historia&#8230; El perdón llega a ser asunto de una sola remisión de los pecados del pasado.&#8221; En la preocupación de la iglesia con la santificación, la enseñanza del perdón de pecados por lo tanto pierde su lugar debido.</p>
<p>La misma forma de pensar ha surgido en el protestantismo. Un artículo reciente, que presume presentar una perspectiva equilibrada de la justificación y la santificación, tenía una columna con el título &#8220;Justificación&#8221; y otra con el título &#8220;Santificación.&#8221; Debajo de &#8220;Justificación&#8221; el artículo decía, &#8220;La justificación nos saca de la deuda.&#8221; En otras palabras, la justificación es el perdón; los pecados del pasado quedan saldados y cubiertos. No protestaremos por eso. Pero debajo del título &#8220;Santificación&#8221; el artículo decía, &#8220;La santificación nos mantiene solventes.&#8221; Este concepto necesita ser desafiado porque no es una expresión del evangelio de Cristo.</p>
<p>Si la justificación &#8211; el perdón de pecados- nos saca de la deuda al limpiarnos la planilla de los pecados del pasado, y la santificación -nuestra vivencia en la santidad- nos mantiene solventes o fuera de la deuda, entonces el creyente, en el proceso de la santificación, vive sin el perdón de pecados. Esto es como el razonamiento que dice, &#8220;La justificación es por el pasado. La santificación es por el presente y el futuro.&#8221; Si esto fuera así, tendríamos que presentarnos hoy a Dios en base a nuestra santificación.</p>
<p>Pero, ¿cuál es el testimonio de la Escritura? Juan ciertamente no alegaba estar &#8220;solvente&#8221; cuando escribió, &#8220;Si decimos que no tenemos pecado, nos engañamos a nosotros mismos, y la verdad no está en nosotros&#8221; (1 Juan 1:8). Y el apóstol Pablo escribió, &#8220;Todos pecaron y están destituidos de la gloria de Dios&#8221; (Rom. 3:23). El significado de este texto con frecuencia escapa de nuestra comprensión. Es obvio que todos pecaron. Pero el siguiente verbo está en el tiempo presente continuo en su forma original en el griego. El texto no dice que todos hemos pecado y estamos destituidos de la gloria de Dios, sino que todos han pecado y se destituyen (literalmente, &#8220;siguen destituidos&#8221;) de la gloria de Dios. Si todos siguen destituyéndose de la gloria de Dios, entonces, no están &#8220;solventes.&#8221;</p>
<p>La justicia de Dios exige una justicia perfecta. Un Dios perfecto no rebaja su norma simplemente debido a que ahora somos pecadores. Dios requiere hoy de nosotros justamente lo que requería de Adán antes de la caída -perfecta obediencia a su santa ley. A fin de no caer en la deuda, necesitaríamos alcanzar las demandas de esa ley cada momento de nuestra existencia. Pero acaso ¿hay alguien lleno del Espíritu Santo que alcanza esa demanda en esta vida? Por supuesto que no. Santiago dice, &#8220;Todos ofendemos muchas veces&#8221; (Santiago 3:2). Jesús nos dice que una vez que hemos hecho todo lo que debíamos haber hecho, aún debemos declararnos &#8220;siervos inútiles&#8221; (Lucas 17:10). Todos siguen destituyéndose de la gloria de Dios. Si alguien dice que alcanza esa demanda, si alguien en la comunidad cristiana falta de confesar que es un siervo inútil, si alguien rehusa declarar que ha pecado en palabra y pensamiento y hechos cuando es juzgado por la gran norma de la ley de Dios, el tal es un mentiroso y la verdad no está en él. La oración de David nos incluye a todos: &#8220;No entres en juicio con tu siervo; porque no se justificará delante de ti ningún ser humano&#8221; (Salmo 143:2).</p>
<p>En el relato de Esperanzado, el Progreso del peregrino de Juan Bunyan demuestra la suma imposibilidad de mantenerse &#8220;solvente&#8221; sobre la base de nuestra santificación. Cuando Esperanzado llegó a ser cristiano, Tan sólo le inquietaba saldar su deuda del pasado. Pero entonces confesó:</p>
<p>&#8220;Otro asunto que me ha inquietado, aun desde mis últimas enmiendas es que, si observo detenidamente las mejoras en mi comportamiento, todavía veo el pecado, pecado nuevo, mezclándose con lo mejor de lo que pueda hacer. De tal modo que me veo obligado a concluir, que no obstante mis previas acariciadas y presumidas opiniones de mí mismo y mis deberes, he cometido suficiente pecado en un día como para enviarme al infierno, aunque mi vida anterior hubiese sido intachable.&#8221;</p>
<p>Después de lavar los pies de los discípulos en la última cena, el Señor enfatizó mediante esta ordenanza la necesidad continua del lavamiento y del perdón (Juan 13:3-15). ¿Y no fue Cristo mismo quien nos enseñó a orar -no solamente una vez, no Tan sólo de vez en cuando, sino tan a menudo como pedimos por el pan cotidiano- &#8220;Perdónanos nuestras deudas como también nosotros perdonamos a nuestros deudores&#8221; (Mat. 6:12)?</p>
<p>&#8220;Toda la ley,&#8221; dice la epístola a los Gálatas, &#8220;en esta sola palabra se cumple: &#8216;Amarás a tu prójimo como a ti mismo&#8217;&#8221; (Gál. 5.14). Cristo declaró:</p>
<p>&#8220;Amarás al Señor tu Dios con todo tu corazón, y con toda tu alma, y con toda tu mente. Este es el primero y grande mandamiento. Y el segundo es semejante: amarás a tu prójimo como a ti mismo. De estos dos mandameintos depende toda la ley y los profetas.&#8221; Mat. 22.37-40.</p>
<p>La ley exige el amor -el amor a Dios y al hombre. Debemos hacer de Dios lo primero, lo último, y lo mejor en todas las cosas. Debemos entregarle nuestra devoción a Él con todo el celo y fervor de nuestro ser. La alabanza y la gratitud debe fluir constantemente hacia él. Y debemos estar tan afanosos por el bienestar de nuestro prójimo como por el nuestro. Debemos amarle como a nosotros mismos. Pablo dice: &#8220;No debáis a nadie nada, sino el amaros unos a otros&#8221; (Rom. 13:8). Pero cuando nos presentamos ante el escrutinio de la ley, ¿de veras pensamos que hemos pagado nuestra deuda? ¡Por supuesto que no! Debemos ocultar nuestra falta de perfección en Cristo.</p>
<p>Pero el espíritu de Laodicea no quiere descansar enteramente sobre el perdón de pecados. A menudo se piensa que si la gente resposa demasiado sobre esa base, se sentirán seguros y ociosos y no perseguirán la vida de victoria sobre el pecado.</p>
<p>Los reformadores se encontraron con esta misma mentalidad. El duque George luchó contra Lutero durante toda su vida, pero cuando su hijo yacía moribundo, el duque dijo, &#8220;Llamen a un ministro luterano.&#8221; Su hija exclamó, &#8220;Pero padre, ¿un ministro luterano?&#8221;</p>
<p>&#8220;Sí,&#8221; él dijo, &#8220;llamen a un ministro luterano.&#8221; &#8220;Pero&#8221;, ella insistió, &#8220;te has opuesto a Lutero toda tu vida.&#8221; El duque George respondió, &#8220;El mensaje de Lutero es bueno para el moribundo. Pero no sirve para el vivo.&#8221;</p>
<p>El cardenal Belarmino, el gran apologista católico quien a lo largo de toda su vida luchó contra el mensaje de justificación mediante la imputación de la justicia, yacía en su lecho de muerte. Le trajeron todos los crucifijos y los méritos de los santos y todos los pertrechos de la iglesia para consolarlo. Pero Belarmino dijo, &#8220;Llévenselo todo. Creo que hay más seguridad en confiar en los méritos de Cristo.&#8221; Aun Belarmino pensó que valía la pena morir en la doctrina protestante del perdón de pecados.<br />
Sin embargo queda la desconfianza que esta doctrina es no es buena para los vivos. Queremos una religión con dignidad -una religión que nos saca de la deuda o al menos nos ayuda a no caer la misma.</p>
<p>El Espíritu Santo llega con el perdón de pecados. Mientras Pedro predicaba el perdón de pecados a Cornelio, &#8220;El Espíritu Santo cayó sobre todos los que oían el discurso&#8221; (Hechos 10:44; cf. Hechos 2:38). Dondequiera estuviere presente el Espíritu Santo, allí también estarán presentes los frutos del Espíritu. Ciertamente debe haber un interés por la piedad y la victoria sobre el pecado en la vida de los cristianos. Pero el punto de recalcar es este: Los hijos de Dios no van a experimentar la victoria sobre el pecado mientras condenan el mensaje del perdón con fervor disminuido.</p>
<p>El espíritu de los fariseos</p>
<p>Laodicea dice, &#8220;Soy rico, me he enriquecido, y de ninguna cosa tengo necesidad&#8221; (Apo. 3:17). La religión de Laodicea es la misma que la de los fariseos. A menudo caricaturizamos y distorcionamos a los fariseos y los hacemos tal objetos de burla que no nos damos cuenta que somos nosotros mismos. Las parábolas de Jesús fueron dadas para dejar al descubierto la religión de los fariseos, no porque él los odiaba, sino porque los amaba. Estas parábolas reflejan el mensaje esencial de Cristo a los laodicenses.</p>
<p>La parábola de los dos adoradores. Dos hombres subieron al templo a orar, el uno fariseo y el otro publicano. No hay duda que el fariseo era muy piadoso. Era laodicense. Cuando oraba, le agradecía a Dios por muchas cosas y le daba el crédito a Dios por su vida piadosa (Lucas 18:11). Pero, ¿qué faltaba en la oración del fariseo? No pidió perdón. No sentía ninguna verdadera necesidad por él. Y debido a que no sentía necesidad del perdón, no sentía necesidad alguna de extender el perdón al pobre publicano sino que lo miraba con desprecio. El fariseo no pidió perdón, ni tampoco lo extendió. Aunque era muy piadoso -como un sepulcro adornado, todo arreglado y blanco y limpio- había dentro de sí un espíritu fétido e impuro. En sus apariencias era muy piadoso. Parecía que nada le faltaba. Pero la religión va más allá de la conformidad a las apariencias. Mira principalmente al espíritu. La Escritura dice, &#8220;Tú amas la verdad en lo íntimo&#8221; (Salmo 51:6). El fariseo no suplicó por misericordia, por lo tanto no la sentía hacia su hermano. Y por lo tanto se hallaba frente al estrado del juicio de Dios sin misericordia (Lucas 18:14).</p>
<p>La parábola de los dos deudores. En la parábola de los dos deudores nuevamente vemos a Laodicea &#8211; y Laodicea somos nosotros mismos. Un hombre le debía al rey una inmensa deuda. Cuando el rey exigió que lo vendieran junto con todo lo que tenía para solventar la deuda, el deudor suplicó, &#8220;Señor, ten paciencia conmigo, y yo te lo pagaré todo&#8221; (Mat. 18:26). El rey tuvo de él misericordia y le perdonó. Pero salió y encontró a su consiervo que le debía unos pocos dólares. Prendió a su consiervo por la garganta demandándo, &#8220;Págame lo que me debes&#8221; (v. 28). Éste le rogó con la misma súplica que el primero había clamado ante el rey: &#8220;Ten paciencia conmigo, y yo te lo pagaré&#8221; (v. 29). Pero el primer deudor no le hizo caso. Dispuso que echaran a su consiervo a la prisión. Pero cuando los otros siervos vieron lo que estaba sucediendo, le contaron al rey. El rey se enojó. &#8220;¡Siervo malvado!&#8221; le dijo. &#8220;Toda aquella deuda te perdoné, porque me rogaste. ¿No debías tú también tener misericordia de tu consiervo, como yo tuve misericordia de ti?&#8221; (vv. 32,33).</p>
<p>¿Cuál fue el problema del primer deudor? &#8220;Ten paciencia conmigo,&#8221; le imploró. &#8220;Yo te lo pagaré todo.&#8221; Él quería perdón solo temporariamente. Él quería pagar a su manera. Él quería relacionarse con su señor en base a la &#8220;solvencia.&#8221; Debido a que él sentía que podía relacionarse al rey pagándolo todo, era de esperarse que él pensaba que su consiervo le debiera pagar todo. Él no aceptaba el espíritu del perdón. Por lo tanto no lo extendía. Sólo el hombre perdonado puede ser un hombre perdonador.</p>
<p>La parábola de los dos hijos. En la parábola de los dos hijos, el menor se fue de vagabundo hacia un país lejano y llegó a parar en una pocilga. El hijo mayor -el bueno- se quedó en casa y siempre hizo lo que le pedían. Al fin de la historia el padre le dio la bienvenida al hijo menor con un festejo. Pero el hijo mayor no perdonaba a su hermano errante. Al igual que el fariseo, hizo un recuento de sus años de servicio fiel. Él podía hablar tan sólo de su santificación.</p>
<p>En estas tres parábolas hay un cuadro trágico de la situación humana y un mensaje de Cristo a la iglesia del tiempo del fin. Todos han pecado. Todos siguen destituyéndose de la gloria de Dios. Todos son condenados a menos que Dios intervenga mediante su gracia maravillosa, inigualable. Todos nos presentamos ante el trono del juicio necesitando misericordia. Pero la gran tragedia es que el fariseo, el deudor quien prendió a su hermano por el cuello, y el hijo mayor no tenían perdón. No extendían misericordia hacia su hermano. Y no recibieron misericordia para sí mismos.</p>
<p>Debemos urgir este punto más. Por naturaleza el corazón pecaminoso no es un corazón perdonador. No es un corazón misericordioso. Pero el hombre no es condenado porque no puede exprimir el perdón para su hermano de su propio corazón. Entonces, ¿por qué fueron condenados el fariseo, el deudor sin misericordia, y el hijo mayor? Ellos rechazaron el espíritu del perdón. Ellos no vieron su propia necesidad y deficiencia. Sus propias almas no estaban saturadas en el perdón, por tanto no tenían nada para su hermano. No suspiraban por la misericordia, por tanto no tenían misericordia. Y el que juzga sin misericordia, dice Santiago, será juzgado sin misericordia (Santiago 2:13).</p>
<p>El laodicense es el fariseo que ha olvidado que el Dios de la Biblia no es el Dios que justifica al piadoso. Él es Aquel que hace lo inesperado, aquello que jamás se ha escuchado. Él justifica al impío y recibe a los pecadores (Rom. 4:5; Lucas 15:2, Mat. 9:13). Los necesitados, los pobres, los desechados -aquellos quienes claman a Dios por la misericordia divina y están dispuestos a aferrarse de la misericordia divina- siempre se encuentran en el reino de Dios, mientras que los buenos y respetables y piadosos son echados fuera.</p>
<p>El fruto del evangelio</p>
<p>No debemos, por supuesto, despreciar las buenas obras. Las Escrituras claramente enseñan que en el juicio final nuestras obras serán la prueba de nuestra fe. Pero a veces olvidamos la clase de obras que serán aprobadas en el juicio. Las obras no serán valoradas por su apariencia. Muchos entrarán al juicio con aparentemente obras maravillosas. Pero el Señor les dirá, &#8220;Nunca os conocí; apartaos de mí, obradores de maldad&#8221; (Mat. 7:23). &#8220;Porque lo que los hombres tienen por sublime, delante de Dios es abominación&#8221; (Lucas 16:15). Entonces, ¿cómo juzga Dios las obras? ¿Cuáles obras serán aprobadas en el juicio final?</p>
<p>&#8220;Entonces una mujer de la ciudad, que era pecadora, al saber que Jesús estaba a la mesa en casa del fariseo, trajo un frasco de alabastro con perfume; y estando detrás de él a sus pies, llorando, comenzó a regar con lágrimas sus pies, y los enjugaba con sus cabellos; y besaba sus pies, y los ungía con el perfume.&#8221; Lucas 7:37,38.</p>
<p>La obra de esta mujer no tenía ninguna apariencia de impresionante. De hecho, fue vergonzosa para todos los reunidos. Pero Jesús era el Juez, y allí dio un ejemplo del juicio final. Él dijo, &#8220;Dejadla; ¿por qué la molestáis? Buena obra me ha hecho&#8221; (Marcos 14:6). Tal fue el fallo del Juez. Él la declaró buena obra. ¿Por qué? Porque fue movida por la gratitud por la misericordia divina. Ella había sido perdonada mucho, por lo tanto amaba mucho (Lucas 7:47).</p>
<p>Ninguna obra de los hijos de Dios -ni aun la de dar un vaso de agua fría a un niñito en el nombre de Jesucristo (Marcos 9:41)- será olvidada si es impulsada por el perdón de pecados. ¡Qué contraste son tales obras a aquellas de los laodicenses santulones, quienes ni aun sienten la necesidad del perdón!</p>
<p>Nada alcanza tan profundamente los motivos íntimos de la conducta como sentir el amoroso perdón de Cristo. El motivo del amor jamás será mayor que cuando sintamos la grandeza con la cual hemos sido perdonados. Aquello que produce una genuina vida victoriosa a la vista de Dios es el abrazar el punto central del mensaje evangélico: &#8220;Por medio de él se os anuncia perdón de pecados&#8221; (Hechos 13:38).</p>
<p>El escritor a los Hebreos declara que la conciencia debe ser purificada de las obras muertas a servir al Dios viviente. Es la sangre de Cristo, derramada por el perdón de los pecados, lo único que puede purificar la conciencia (Heb. 9:14,22). Sólo el perdón de pecados mediante la sangre de Cristo podrá capacitarnos para vivir ante Dios con una buena conciencia. Por lo tanto jamás podremos verdaderamente servir a Dios a menos que de corazón abracemos el perdón de pecados.</p>
<p>El perdón de pecados es el más grande estímulo para dejar de pecar. La culpabilidad es la fábrica en donde se produce todo tipo de pecados. El apóstol Pablo dice, &#8220;Porque el pecado no se enseñoreará de vosotros&#8221; (Rom. 6:14). ¿Acaso él hace esta declaración porque hemos sido llenos del Espíritu Santo y tenemos la morada interna de la vida que nos concede la fuerza para obtener la victoria sobre el pecado? Pablo hubiera podido adelantar esta razón. Pero no la hace llegar al caso en Romanos 8. Pero en Romanos 6 él dice, &#8220;El pecado no se enseñoreará de vosotros; pues no estáis bajo la ley, sino bajo la gracia&#8221; (Rom. 6:14). Simplemente, la gracia es el perdón de pecados.</p>
<p>El pecado no ejerce su dominio sobre nosotros porque no estamos bajo la ley sino bajo la gracia. Por otro lado, el pecado sí ejercerá su dominio sobre nosotros si no estamos bajo la gracia sino bajo la ley. Estamos bajo la ley sino queremos vivir mediante el perdón de pecados. Estamos bajo la ley cuando suponemos que si el pasado ha quedado a saldo, entonces de allí en adelante podemos vivir mediante la santificación. La religión del fariseo propone satisfacer los reclamos invariables de la ley mediante nuestra santificación. Si tal es nuestra religión, no estamos viviendo mediante el perdón de pecados, y el pecado ejercerá su dominio sobre nosotros.</p>
<p>Puesto que la culpa es la causa principal del pecado, la única manera de quebrantar el poder del pecado es de quitar la culpa. Por tanto, cuando comprendemos claramente que la justicia de Cristo se acredita gratuitamente a nuestro favor, se quebranta el poder de Satanás sobre nosotros. ¿Por qué es que la justicia imputada de Cristo rompe el poder del diablo? Tal como Pablo diría, coloca al pueblo de Dios &#8220;bajo la gracia.&#8221; Dejaron de ser culpables. La obediencia de Cristo se interpone en lugar de su desobediencia. Dios los considera como si jamás hubieran pecado. Debido a que su conciencia está limpia, ahora pueden servir al Dios viviente.</p>
<p>La gran verdad del perdón de pecados restaura nuestra relación con Dios. Nos concede una buena conciencia hacia con él. Todos los que viven mendiante el perdón de pecados se darán cuenta que no pueden estar ante Dios ni por un momento sin el perdón.</p>
<p>El perdón no es solamente necesario para el desliz ocasional. Lutero comprendía que aun nuestras mejores obras necesitaban el perdón. Le pedía perdón a Dios porque sus oraciones no eran lo que debían ser. El que vive mediante el perdón de pecados se siente conmovido porque siente la misericordia de Dios. Momento tras momento su única súplica ante Dios es, &#8220;Sé propicio a mí, pecador.&#8221; Y si se da cuenta que se presenta ante Dios en base a esta súplica, vivirá en una nueva relación hacia sus semejantes. Un cristiano perdonado es un cristiano perdonador.</p>
<p>De mayor interés para Dios en el juicio será el espíritu del corazón del ser humano que el cumplimiento demostrado por las apariencias. Trágicamente, muchos que van a la iglesia semanalmente y que diezman &#8220;la menta y el eneldo y el comino&#8221; (Mat. 23:23) perderán la vida eterna y serán condenados en el juicio. Es posible ser meticuloso en los deberes religiosos y al mismo tiempo ser intolerante, duro, desalmado y despiadado, e impuro de espíritu.</p>
<p>&#8220;A nadie difamen&#8221; es el mandato del Señor (Tito 3:2). Pero a menos que el evangelio sea nuestro estímulo, jamás tendremos las manos, los pies, o el corazón para cumplir con el mandato de Dios.</p>
<p>&#8220;A nadie difamen&#8230; porque nosotros también éramos en otro tiempo insensatos, rebeldes, extraviados, esclavos de concupiscencias y deleites diversos, viviendo en malicia y envidia, aborrecibles, y aborreciéndonos unos a otros.&#8221; Tito 3:2-4.</p>
<p>Recordando que Dios nos salva según su misericordia, nos tapamos la boca. Nuestra conducta con nuestro semejante es modificada y dulcificada por el elemento de la misericordia divina que permea la vida entera. Comenzamos a reaccionar hacia otros así como Dios ha procedido hacia con nosotros.</p>
<p>Pablo declara, &#8220;Porque es necesario que todos nosotros comparezcamos ante el tribunal de Cristo&#8221; (2 Cor. 5:10). Tenemos una cita con el juicio. Pero necesitamos algo más con lo cual presentarnos ante ese juicio final que la justicia farisaica. Porque &#8220;si vuestra justicia no fuere mayor que la de los escribas y fariseos, no entraréis en el reino de los cielos&#8221; (Mat. 5:20). Necesitamos la justicia práctica del espíritu la cual alcanza hasta lo íntimo del corazón y las intenciones. Pero cuando clamamos, &#8220;Señor, ¿cómo se podrá producir esta justicia?&#8221; Sólo al aferrarnos al mensaje evangélico del perdón de pecados se podrá producir tal justicia.</p>
<p>Jamás se perderá todo aquel que apoye su alma sobre el perdón de pecados. Y todo aquel que lo haga estará realizando buenas obras. Habrá fruto en su vida. Sus obras parecerán humildes. Tal vez nadie las tomará en cuenta. Pero Dios las mirará debido a que éste vive mediante el perdón de pecados. Por lo tanto, sus obras en el juicio tan sólo testifican de la gran verdad cristiana &#8211; &#8220;Creo en el perdón de pecados.&#8221;</p>
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